Star Wars, O Último Jedi? Talvez sim!

star wars vanity fair (1)No dia 04 de Janeiro de 2016 fui ao cinema para ver o Star Wars – O Despertar da Força. Naquele dia sai do cinema feliz por ter experimentado novamente o mundo épico criado por George Lucas. Realmente havia sido uma experiência muito positiva que foi relatada por mim no texto Que a força esteja com vocês…

Infelizmente, não posso dizer o mesmo da sequência Star Wars – O Último Jedi que eu assisti ontem com minha família. O que eu posso dizer é que percebi, depois de ver o filme, é que estão acabando com a essência da história original. O que eu vi, foram pequenos detalhes que remetem apenas a questões culturais, políticas, de propaganda ideológica, e que são abordadas de formas bem sutis. Alguns destes acontecimentos, dentro da narrativa, foram claramente inseridos dentro do contexto do filme para tentar modificar o pensamento dos espectadores mais distraídos. Parece que os criadores do filme querem que a audiência se alinhe de forma forçada, mas imperceptível, com a cosmo visão deles.

O jogo de propaganda imposto no filme, parece querer provocar um controle do comportamento social. E isso foi feito de forma muito sutil. Não é fácil perceber esse jogo durante a narrativa. É um contorcionismo elaborado com a finalidade de pegar o incauto em sua pretensa inocência. Para perceber isso, é necessário estar bem atento ao que está de verdade acontecendo dentro do jogo político e cultural no mundo pós moderno. Tenho certeza que muitos fãs nem perceberam esse tipo de propaganda no filme. Confesso que eu percebi, pois já fui preparado ao cinema e isso me fez questionar a validade da continuidade desta franquia. Receio que se continuarem nesse caminho, podemos perder todo o espírito verdadeiro da história. Creio que a influência da Disney foi fundamental para que eles tomassem esse rumo.

O filme em si, não é de todo ruim. Tem um apelo visual interessante, a história até que está bem amarrada com todo o contexto do universo Star Wars e seus personagens e a trilha sonora, como sempre, é executada de forma impecável. Resumindo, é um filme  normal e que diverte, mas que não causou grande impacto em mim, que sou fã desta franquia desde sempre.

Na verdade, o primeiro ponto que gostaria de ressaltar sobre o que me incomodou, foram as críticas veladas ao capitalismo e a relativização sobre o que seria o bem e o mal. E também a insistente ideia de que é necessário formar novos revolucionários para lutarem pela “causa”.

Ora, a luta de uma aliança rebelde contra todo um império do mal nos faz crer que os membros da alianças são os revolucionários que lutam contra os opressores malvadões, mas agora esses rebeldes estão em desvantagem, pois os Jedi desapareceram. Precisam de novos rebeldes. Portanto, os novos revolucionários serão as crianças sujas e maltrapilhas que aparecem durante o filme. Crianças escravizadas por um sistema cruel de luxo, riqueza e poder.

Fica implícito no filme que esse sistema cruel de luxo, riqueza e poder só existe, pois ele conseguiu tudo isso através da exploração dos povos, da guerra e da destruição. Isso é uma clara referência ao “capitalismo opressor” que se alimenta da exploração e morte das pessoas de boa fé e que ao mesmo tempo alimenta o império do mal.

Neste sistema cruel, não só as crianças são escravizadas, mas também alguns animais, que são usados para um tipo corrida, como um turfe, onde as pessoas apostam seu dinheiro no animal mais veloz. As crianças e os animais ficam presos e escravizados sob o domínio do chicote de um feitor alienígina.

O filme passa a imagem de que a riqueza só existe em função da opressão e prisão de crianças, homens, mulheres e animais.

Uma personagem rebelde, quando empreende uma fuga espetacular deste lugar, antes de subir em uma nave, (que fora roubada por um hacker que os ajuda a se livrar das leis que ali impera), liberta esses animais, (mas eles se esquecem das crianças) e diz quando livra o animal de sua sela que estava amarrada no dorso: “Agora sim está tudo completo!” deixando claro que os revolucionários é que são os que irão libertar todos da opressão.

O hacker é um bandido que faz jogo duplo. Ele se revela um canalha vendedor de armas e relativiza o bem e o mal quando diz “Não existe o lado bom ou o lado mal, eu vendo armas para quem me pagar mais”. Ou seja, dentro desse jogo, de que forma o bem e o mal é interpretado, dependerá do ponto de vista de quem participa do jogo político. Querem nos fazer crer que não existe o certo e o errado nesse jogo de poder relativista e sujo que vivemos nesta pós modernidade. Ou seja podemos mudar a realidade, distorcê-la por uma causa ou uma ideologia e tudo vai depender de qual lado estamos.

Outra coisa, que chega a ser engraçada, é quanto ao total multiculturalismo imposto neste filme. Existem personagens de todas as culturas étnicas terrestres. Pretos, brancos, amarelos, vermelhos, caucasianos, indianos, etc, etc. Tudo pareceu cumprir uma meta de cotas raciais. Acho que foi por isso que poucos ETs tiveram oportunidade de aparecer mais nestas cenas. Sim, desde sempre, os Jedi sempre se relacionaram muito bem com os Ets e gente de todo o tipo, e isso parece que foi uma oportunidade de ouro para os produtores fazerem propaganda deste multiculturalismo. Colocaram em cada nave um representante de uma etnia diferente, colocaram inclusive um ET apenas para para não dar muito na cara, e que todos juntos combateriam o mal.

As feministas também não podem reclamar, pois as mulheres ocupam, no filme, muitas posições de liderança e destaque dentro da história e até encenaram lutas bem equilibradas contra homens muito fortes. Uma líder “stomp trooper” feminina, aparentemente loira e de olhos verdes, morreu de forma cruel ao ser atirada ao fogo, após ser politicamente incorreta com seu oponente de batalha afrodescendente. Uma outra líder feminina se sacrificou para salvar os rebeldes em fuga em um ato de extrema bravura. Outra morreu pilotando uma nave em combate. Outra líder feminina asiática, quase morreu para salvar seu amor, o mesmo que matou a stromp trooper queimada, e que queria realizar um último ato heroico.

O ápice desta propaganda ideológica, claro, fica para o final do filme. Ela é cheia de simbolismos. O anel dos rebeldes com seu simbolo vermelho característico é dado para as crianças que se tornarão os novos rebeldes. Uma das crianças, suja e maltrapilha e ainda escrava dos ricos e malvadões, olha para o anel, segura sua vassoura e olha para o céu avermelhado e onde os acordes graves da orquestra toca uma sequencia que lembra um hino à liberdade. A cena remete muito àqueles cartazes de propaganda da antiga URSS. Chega até ser engraçado.

Muitos fãs que estão lendo essa minha análise, podem não concordar comigo, eu até entendo e respeito, pois sei que, naturalmente, poucos conseguirão mesmo perceber esses detalhes que eu percebi, pois na dinâmica das cenas, tudo fica bem difuso dentro da narrativa.

Resumindo, o filme foi produzido até certo ponto para agradar fãs antigos como eu, mas foi fundo para agradar ainda mais o público do séc. XXI pós modernista, adeptos do politicamente correto. O filme pega os mais jovens que se sentem parte de uma mudança cultural, o rebelde , o novo revolucionário. E esse jovens poderão adotar essas ideias como regras para suas vidas e ficarão com elas em seu subconsciente por muitos anos.

A ideia de povos lutando contra os ditadores assustadores e sanguinários tipo Darth Vader, que escravizava todo mundo e mata quem atravessa seu caminho, está ficando para trás. Agora, a ideia é lutar contra novas causas relativistas. Os novos Jedi serão muito diferentes dos originais. Não lutarão mais pelos antigos valores como a honra e a crença no transcendente, não lutarão mais pela justiça,  pela paz e pela ordem das coisas.

Será uma luta parecida com o que temos visto hoje em nosso mundo, será uma conexão pura e simples com o que temos na nossa sociedade atual. Lutarão apenas por causas relativistas vazias, baseadas no politicamente correto, sem propósitos valorosos, lutarão para agradar ideologias políticas comprometidas apenas com um coletivo amorfo, sem face e sem alma.

* César Manieri (54),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação, cultura e auto conhecimento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A vida é dor!

crusadersQuem pensa que a vida é apenas uma festa hedonista sem fim está enganado. A vida é sofrimento. Sofrimento dos grandes. Aos mimados, sensíveis e chorões de plantão, me desculpem a franqueza: Iremos sempre sofrer como qualquer mortal, nós iremos morrer. Eu, você… todos!! Não importa o que façamos, teremos que prestar contas pelos nossos atos.

Caso você seja um revoltadinho por não ter aquilo que deseja, ou apenas sonha com um paraíso reconstruído aqui na terra, esqueça. Logo alguém que você ama, que você tem alguma simpatia e apreço, vai partir antes de você, caso você não tenha a sorte de ir primeiro. É só uma questão de tempo.

Hoje perdi um amigo querido. Ele se foi tão rapidamente e sem aviso. Passeando pelas redes sociais vi uma foto dele sorrindo e a palavra RIP estampada logo acima do rosto. Fiquei chocado. Então, vários avisos sobre este fato, começou a pipocar aos montes entre meus amigos do meio musical. Então pensei: “Como dói perder amigos”. Temos o péssimo hábito de não encarar essa dura realidade de frente: “Para morrer, basta estar vivo”.

Hoje também tive a infelicidade de ler um artigo sobre Jesus de um cidadão chamado Gregório. Gregório é um desses senhores que se enganam o tempo todo. Ele foge da realidade. Tem medo de encarar os fatos. Ele quer viver em um mundo igualitário, mas não encara o fato de que a morte nos iguala forçosamente na condição de pó. Ele tem medo de ver que a única coisa que faz a diferença nessa hora é apenas a fé genuína no transcendente que cada um de nós possui.

Ele prefere entrar em uma guerra do nós contra eles. Gente como ele tem medo do transcendente. Por isso, querem ser os donos da narrativa hedonista e igualitária do pós modernismo. E todos que não compactuam dessa narrativa pueril são chamados de intolerantes e preconceituosos. Esse senhor é incoerente. É defensor dos que se sentem oprimidos, é defensor das minorias. Usa essa prerrogativa para oprimir a verdade. A verdade que todos os seres que vivem neste planeta estão, de certo modo, sendo oprimidos, cada um a seu modo. Cada um de nós está dando ouvidos as vozes que habitam nossa mente e nos diz que nós mesmos poderíamos ser mais belos, mais inteligentes, mais magros, mais bonzinhos. Esse senhor reduz cada indivíduo, com seus problemas psicológicos, até se tornarem uma minoria individual. Esse senhor é o tipo de homem que acredita ter o poder de corrigir toda e qualquer opressão do ser humano com suas piadas e historinhas de péssimo gosto.

Mas esse tipo de idiota não entende que isso é impossível. Prefere criar um mundo de fantasias perfeitinho e busca incansavelmente realizá-lo. Mas a pergunta que fica é:

-Quem pode realizar isso? O mercado? O ditador? Quem pode?

Ora, nenhum humano pode resolver isso. É impossível. Não somos Deus.

Esse senhor é um boboca coitadista tentando oferecer algo que não querermos e nem precisamos. Não precisamos de sua falsa intelectualidade para dizer quem foi Jesus. Não estamos dispostos a pagar esse preço por algo que não precisamos. Gente como ele quer atomizar a sociedade. Esse tipo de crápula pega Deus e o enterra. Quer apagar Aquele que foi injustamente pregado em uma cruz e torturado de uma forma inimaginavelmente dolorosa, justamente para nos livrar desse sofrimento.

E o que ele faz com esse exemplo de sofrimento atroz? Ele o enterra.

Gregório é um homem ressentido e que não aceita que todos que ele conhece morrerão em breve, inclusive ele mesmo. É compreensível que um tipo desses esteja realmente ressentido com Deus somente por esse motivo. O que ele não percebe é que ele está experimentando do sentimento de que ele tanto quer sublimar. Ele está criando um inferno pior do que já é, única e exclusivamente para ele. Ele está submergindo no seu sofrimento pessoal cada vez mais, sem perceber. E cada vez mais se vende para não sentir essa dor.

Mas a vida é isso mesmo, a vida é dor e sofrimento. E esse idiota faz de tudo para reduzir essa verdade incontestável a uma piada que só ele acha graça. Esse coitado foge da dor, pra que?

Quando meu pai, minhas avós e meu irmão morreram, tive que encarar a dor, o sofrimento. Tive que me erguer e arrumar forças para organizar os funerais. Não me permiti ficar chorando em um canto feito um cãozinho sem dono. Me ergui com firmeza para conquistar a confiança de todos de que eu faria o que tinha que ser feito que era enterrar meus mortos. Mesmo sendo também uma vitima daquela situação extremamente dolorosa. E é assim que todos fazem. E é assim que deve ser.

Esse senhor chamado Gregório deveria se perguntar:

– Que há de errado comigo? Por que eu odeio Deus?

Sempre se pode buscar e encontrar o que faz falta na sua atual condição para ser um Homem de verdade. Você pode se auto corrigir. Procurar reunir o fragmentos de seu ser. Deixar de ser um bebê mimado, briguento, odioso e neurótico com o transcendente. Não seja como o Gregório. Um destruidor e vilipendiador da força espiritual das pessoas.

Quando você se auto corrigir, mesmo que minimamente, sim, porque Deus é misericordioso, talvez você perceba que esse ato de se auto corrigir o ajudou a aliviar seu sofrimento, mas que, infelizmente, agora fez com que você não possa mais destilar todo seu ódio aos que creem. Enfim, notará que o que fez é realmente muito difícil, e verá o quão complexo é arrumar toda a bagunça que foi gerada pelas horrendas palavras proferidas por você durante toda a sua vida, e que fez isso mesmo para enganar os incautos. Perceberá a complexidade que é a nossa sociedade e perceberá a impossibilidade de consertá-la. Se perceberá um tolo.

Hoje, o Gregório quer consertar o mundo usando uma revolução cultural criada em seu mundo interno fragmentado. Mas, não, nada consertará este mundo. É preciso da ajuda de um Ser especial para consertar, não esse mundo, mas seu corpo, coração, mente e espírito destroçados.

Tá, e como superar a dor e o sofrimento desta vida?

Seja uma pessoa melhor, veja, não seja como o Gregório. Ser como ele é fácil. Ser diferente dele exige grande responsabilidade. Até agora Gregório não deu a mínima para isso em sua vida. Ele está vagando por ela fazendo o que bem entende, falando o que dá na veneta. Tudo isso para satisfazer seus impulsos mais vis, mais mundanos, tudo para viver uma vida hedonista, por mais inútil que isso seja na prática. Ele está preso apenas ao significado tolo de suas idéias, que gera uma falta de responsabilidade em todo o resto.

Eu pergunto a ele:

O que o senhor está perseguindo? Uma vida só de prazeres fúteis ou uma vida de responsabilidades? Claro que é primeiro caso. Isso é que eu chamo de “vender a alma”.

Esse senhor tem que encarar o fato de que a vida é dor. Ele deve se recompor diante disso. E fazer isso não é nada fácil. Fico surpreso quando vejo quantos Gregórios existem por ai e me espanto que o mundo ainda esteja de pé, mesmo que aos trancos e barrancos.

Mas é assim que nossa sociedade funciona. Ela é composta de gente com inúmeros problemas. Sejam eles de ordem física ou mental. E mesmo assim a coisa anda. Milhões fazem coisas que detestam, mas fazem seu trabalho com honra e responsabilidade. Outros milhões, fazem apenas o que lhes dão prazer.

É um verdadeiro milagre que o mundo ainda esteja de pé, se temos milhões de pessoas que pensam como esse tal de Gregório e que destilam o ódio sobre o amalgama que ainda segura a sociedade de pé que é a fé no que transcende esse mundo físico.

Esse senhor é de uma ingratidão enorme. Está o tempo todo cercado por pequenos milagres da vida, mas prefere os ignorar em nome de um mundo utópico distante. É um milagre que ainda funcionamos com tanta loucura Gregoriana espalhada por aí. Como é possível isso?

Por isso, peço a todos: Recomponham-se, transcenda seu sofrimento. Seja um herói para tanta gente que está perto de você. Lute consigo mesmo, antes de tentar destruir o que ainda resta do que salva o ocidente. Tente diminuir ao máximo o sofrimento das pessoas, mas não com piadas sem graça e sem conteúdo. Mas com a espada da justiça.

A sorte é que, cada vez mais, milhões já pensam: “E eu sei porque os Gregórios da vida fazem esse tipo de coisa e o que realmente querem com isso.”

E pensar em tudo isso que eu escrevi e no meu amigo que se foi, vem uma dor imensa que dilacera meu coração, mas que me faz ter ainda mais fé, amor e esperança Naquele que transcende o tempo e que jamais nos abandonará à merce de gente como esse tal de Gregório.

* César Manieri (54),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.

 

Feliz Natal!

holy family2O menino Jesus nasceu. Tão humilde. Os pais Dele, poderiam ter ficado em casa. Lá, pelo menos, teriam o apoio dos seus amigos e familiares mais próximos. José não teria levado tantos nãos, tantas portas na cara. Onde Ele nasceu, era um lugar simples, perigoso e ordinário. Mas os anjos de Deus O anunciaram com um coro de vozes de extrema beleza enquanto Ele descansava nos braços da Virgem Maria.

São apenas 2017 anos que nos separam desta verdade eterna.

O Natal é uma data importante para nós cristãos, mas é mais fundamental ainda para quem não crê em Jesus. Afinal, eles tem a grande chance, uma vez por ano, de refletirem sobre suas vidas. Os que não creem e os crentes tem a chance de perdoar e serem perdoados, de amar e serem amados. Têm a chance de se entregar ao amor infinito de Deus que transcende esta vida.

Mas para entender isso, todos devemos entender o mistério dos acontecimentos que separam a manjedoura do calvário. Deus nos disse: “Eu amo todos vocês”. justamente quando nos deu Seu Filho amado para nos guiar. Para destruir nossos medos, nossos sacrifícios e nossos fracassos. Sacrificando a Si Mesmo, Ele nos deu a vida eterna.

Ele nos deu o príncipe da Paz para nos ajudar em nossa luta de nós com nós mesmos. Ele veio para nos dar a coragem para dizer: Eu te amo minha mãe, eu te amo meu pai, eu te amo meu filho, minha filha, eu te amo meus amigos, eu te amo meu irmão e minha irmã! Quero que vocês me perdoem. De coração me perdoem! Eu te perdoo meus filhos, pois eu vos amo! Eu te amo meu Pai, Eu te amo minha mãe, sempre precisei de vosso amor. É isso. Você tem coragem de dizer isso para alguém?

Pois é, de algum jeito te fizeram pensar que é sinal de fraqueza dizer essas coisas. Melhor ficar só que se entregar ao amor de Jesus. Fizeram muitos crer que o Natal é uma festa sem sentido e uma farsa. Assim, fizeram muitos perder a fé e a humanidade.

Vejam só, Ele se entregou por nós. Se fez Homem e veio se entregar neste mundo de dor e solidão. Ele sofreu tudo que poderia sofrer para que você não precisasse se sacrificar. E mesmo assim, muitos nem ligam. Preferem a tristeza e a escuridão.

Alegrem-se, o Natal chegou e já não existe mais solidão. Ele está conosco. Sacrifícios não são mais necessários.

Peço a todos que tenham essa experiência com Deus. Não tenham medo. Seguir a Jesus é seguir o caminho do Amor, da Fé e da Esperança. Não se espante quando tudo que você vê ao seu redor é morte e destruição, com Jesus iremos vencer, sempre, como Ele assim o fez do presépio até a cruz. O fracasso aparente foi o caminho do triunfo!

Vamos nos alegrar! É no ato desta fé é que somos visitados e tocados por Cristo e por isso temos este Feliz Natal. Ele reina! Ele chegou! O príncipe da Paz…

Que todos nós tenhamos um feliz e Santo Natal!

* César Manieri (54),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.

 

 

 

 

 

 

Em busca da fórmula do amor.

math_love5Nesta época do ano, atendo muitos alunos desesperados. A maioria deles me procuram para que eu os ajude a passar de ano. Me dizem que odeiam estudar, principalmente matemática e física. Eles choram, se angustiam, se enganam e nutrem um ódio profundo pelos números. Normalmente tento entender a causa deles sentirem esse desprezo profundo pelo campo das ciências exatas.

Meus alunos dizem que eles ficam confusos, que a matéria os entristecem. Os símbolos estranhos os afastam. Um dos meus alunos disse que nem sabe sequer como chamá-los.

    -Para mim, cada um deles é um palavrão professor! – disse um deles, sorrindo.

Na verdade, o desconhecimento deles é mais profundo. Eles não entendem que matemática está em um mundo secreto. Não entendem que a matemática é um universo oculto de beleza e alegância. E este mundo está, inexoravelmente, entrelaçado com o nosso. Esse mundo é invisível para todos nós. E que para dominar esse vasto território é necessário aprender a falar o Matematiquês.

Na verdade, a matemática está incrustada no nosso dia a dia. Todas as vezes que compramos algo pela internet, usamos o Whatsapp, ligamos o Waze, todas aquelas fórmulas matemáticas e os algoritmos que normalmente vemos no ensino médio, estão lá dentro, presentes, como um espirito que faz as coisas funcionarem. Por outro lado, quase todo mundo se apavora com a matemática e seus espíritos. Pensam que esse é um assunto apenas para os iniciados no mundo dos espíritos da ciência, para uma elite inteligente que conseguiu se entrincheirar nesse mundo estranho e oculto.

Consigo entender esse sentimento, afinal, eu mesmo sofri com isso e consegui levar bomba na sexta série por não saber decodificar essa linguagem, justamente por não ter estudado o suficiente seus segredos. Eu não tinha consciência do mundo oculto da matemática. Como a maioria das pessoas, achava que era um assunto chato, insipido. Para mim, a matemática era abstrata demais e sem sentido. Hoje percebo que o que aprendemos na escola é apenas um arranhão nessa ciência e cuja a maior parte dela foi estabelecida há mais de mil anos por homens corajosos e curiosos.

As leis da natureza estão escritas na linguagem matemática. Ela descreve a realidade e nos faz entender como o mundo funciona. Essa linguagem é universal e atemporal e que se tornou o padrão ouro da verdade.

Com ela eu aprendi que a vida é cheia de possibilidades, cheia de elegância e beleza, exatamente como a poesia, as artes plásticas e a música. Fiquei apaixonado. E depois que comecei a me relacionar intimamente com ela, minha visão do mundo nunca mais foi a mesma.

É notável a democracia inerente da matemática, as suas equações pertencem a todos nós. Ninguém detêm o monopólio sobre esse conhecimento. Não se pode patentear E=mc2. Ela é uma Verdade Eterna a respeito do universo. Rico, pobre, negro ou branco, jovem ou adulto, ninguém pode tirar essas fórmulas de nós. Nesse mundo, nada é mais profundo e elegante e, no entanto, tão disponível para todos. Basta querer ter uma relação mais íntima com ela e ela desvendará seus segredos, mas não tão facilmente.

A matemática oferece um fundamento lógico e uma capacidade adicional de nos amarmos e amarmos o mundo ao nosso redor. Uma fórmula matemática não explica o amor, mas pode transmitir uma carga de amor.

Eisntein disse: ” Todos que estão lidando de forma séria com a ciência se convenceram que algum Espirito se manifesta nas leis do universo, um Espirito muitíssimo superior a nós e que diante Dele devemos nos sentir humildes!” e Newton expressou assim: “Tenho a impressão que fui apenas um garoto brincando na praia, encontrando conchas, uma aqui outra ali, enquanto o grande oceano da verdade permanece todo desconhecido diante de mim”

Meu sonho é despertar nos estudantes esse amor pelo saber e que um dia todos nós nos daremos conta dessa realidade escondida.  Dessa forma, talvez possamos ser capazes de deixar nossas diferenças e nos voltarmos para as profundas verdades que nos unem. Assim, seremos como crianças brincando na praia, maravilhados com a beleza deslumbrante e a harmonia que descobrimos, compartilhamos e apreciamos juntos.

* César Manieri (54),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.

 

 

Oi, sou o Estado, em que posso te ferrar hoje?

Apresentação1Conheci recentemente um empresário muito simpático, falante e que tinha um sotaque diferente. Pensei que se tratava de um italiano. Mais tarde ele me revelou que era argentino e que morava no Brasil havia 30 anos. Em uma conversa inicial sobre filhos, escola, família, começamos a falar sobre politica e empreendedorismo. Disse a ele sobre meu desanimo com relação a isso e a completa falta de coragem para empreender novamente depois de sucessivos fracassos.

-Amo esse lugar. São Paulo é uma cidade incrível. Mas muito complicada sabe? – ele disse isso de forma segura.

Concordei com ele. Disse que os sucessivos governos de esquerda populistas de tivemos nos últimos 30 anos destruíram a maior cidade do país. – Infelizmente temos que conviver com isso. –  eu disse a ele com um tom de resignação.

– Na Argentina foi a mesma coisa. Os Kirchner, populismo, esquerdismo, um inferno, disse ele rindo. – Mas o Brasil é forte, precisa apenas acabar com a corrupção. – ele concluiu. Então, depois de alguns segundos pensativo continuou:

– Meu caro, vou te contar uma história inacreditável que eu vivi aqui em São Paulo:

– Há alguns anos, resolvi abrir um bistrô charmoso em Moema. Aluguei o local, reformei, investi um bom dinheiro nisso. Abri a empresa, contratei o pessoal e comecei logo a atender o público, pois acreditava que estava com toda a documentação em ordem e algumas outras em andamento com o contador, e precisava faturar né?

Aí começaram os problemas. Para conseguir que o alvará de funcionamento fosse definitivamente autorizado, tive que conseguir um monte de outros alvarás e pagar um monte de taxas que eu nem sabia que existiam. Era necessário tirar documento para tudo: desde corpo de bombeiros até vigilância sanitária, tudo era regulamentado. Precisava ter milhares de autorizações da prefeitura. Tudo tem que ter um tamanho padrão, uma altura padrão, uma cor padrão.

Bem, pra você ter uma ideia, levei mais de um ano para colocar tudo que pediram em ordem. Gastei uma fortuna nisso. Um dia, depois disso tudo, veio um fiscal da prefeitura para verificar se a regulamentação da regulamentação estava sendo seguida e em ordem, pediu para verificar se a acessibilidade da rua estava de acordo com as normas da prefeitura. Eu estava tranquilo, pois havia feito tudo de acordo com as tais regulamentações. Mas o tal fiscal me fez a seguinte pergunta:

– Cade o estacionamento do cadeirante?

Então eu disse que não tinha como parar na frente do estabelecimento tinha uma plana de proibido estacionar. O fiscal então disse:

– Você tem que providenciar um estacionamento, se não o alvará final não será liberado!

Bem, fui até a CET pedir para providenciar um espaço em frente para que carros de cadeirantes pudessem parar em frente. Como sempre, não fui atendido. Então pesquisei com meus vizinhos e descobri que havia um estacionamento quase do lado que eu podeira fazer um convênio. Providenciei tudo, contrato, tudo certinho e fui até a prefeitura para tentar liberar o alvará. Chegando lá, o servidor público responsável por isso me atendeu com uma má vontade desgraçada. Disse que o contrato não servia e que não era possível liberar, etc, etc. Então eu fiz a clássica pergunta:

– O que eu tenho que fazer para que eu consiga a liberação do alvará?

O servidor me olhou cinicamente e disse:

– Cinquentinha!

No começo eu não havia entendido e perguntei novamente:

– Cinquentinha o que?

Ele disse na maior calma do mundo:

– Cinquenta, meu amigo, cinquenta.

Eu ainda sem entender perguntei:

– Pagar uma taxa de cinquenta reais?

Naquela altura eu pagaria os cinquenta reais da taxa para para me livrar daquela situação. Mas, o homem disse:

– Cinquenta Mil reais… isso porque sua empresa já está de acordo com tudo. Se não estivesse, seria o dobro.

Meu amigo, na hora meu sangue argentino ferveu e parti pra cima do cara. Seguranças tiveram que me conter. Chamei o cidadão de tudo que é palavrão. Ele calmamente me disse:

– O senhor poderá ser preso por desrespeito ao servidor público!

Imagine, ele falou isso com um sorriso sínico no rosto. Então, eu coloquei o dedo na cara dele gritando:

– Esse foi  o valor que eu investi só na reforma para atender as exigências da prefeitura, seu canalha!

E ele gritou:

-Você não terá alvará porra nenhuma.

E eu falei para todos da repartição ouvir:

– Eu serei obrigado a fechar o estabelecimento e mandar oito funcionários embora, caramba!

Ninguém deu a minima, o pessoal de lá pareciam acostumados com aquele tipo de reação dos contribuintes.

Hoje trabalho como corretor de imóveis. – ele concluiu com cara de desanimado.

Então, meio espantando mas consciente de que lidar com o Estado todo poderoso é assim mesmo, contei a ele clássica piada sobre isso:

– Sabe aquela? “Oi, sou o estado, em que posso te ferrar hoje?”

Ele riu e disse:

– Vocês brasileiros são incríveis, admiro vocês!

Por fim, o Estado venceu e ele teve que fechar o estabelecimento com dois anos de funcionamento apenas, e desempregando oito pessoas.

É esse é o meu país! – pensei com os meu botões – bonzinho para com os parasitas e cruel e extorsivo com quem deseja empreender, desenvolver um bom trabalho e melhorar sua vida e a dos outros.

* César Manieri (54),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.

O ensino no país precisa mesmo é evoluir.

Schoolchildren bored in a classroom, during lesson.Muitos gritam aos quatro ventos que a educação do Brasil é um fracasso. O que eu realmente concordo. Só não gosto do termo “educação” para definir o que acontece nas escolas e nas universidades espalhadas pelo país. Por educação, entendo como um termo que é ensinado em família ou na pequena comunidade social onde um indivíduo vive. Isso não tem simplesmente nenhuma ligação com o elemento ir para a escola todos os dias para aprender matérias das ciências, das letras e das artes. Hoje, na verdade, temos em muitas das escolas apenas alunos mal educados vindo para a um ambiente onde eles encontram seus pares para passar o tempo, pensar na revolução socialista ou azarar as meninas da classe, sem falar nas coisas piores que de fato acontecem. Não respeitam nada e nem a ninguém.

Então aqui temos um grande problema. Estudantes deveriam estudar apenas. Deveriam aprender alguma coisa, ou pelo menos, deveriam querer aprender algo. Mas na verdade, não se interessam em saber mais, eles não tem interesse em muita coisa, nem sabem ao certo quais são as suas próprias vontades e qual seria o seu caminho acadêmico, ou mesmo se querem seguir esse caminho verdadeiramente. Vendo o comportamento de estudantes em todo o país que batem em professores, jogam latas de lixo sobre eles, socam a cara deles, tem um desempenho escolar abaixo do nível mínimo para ser aprovado, mas mesmo assim são aprovados, percebo que nunca recebem um não, pois para alguns “educadores” dizer um não a eles, pode ser que os deixem traumatizados pelo resto da vida. Sabemos que isso só ajuda a criar monstros totalmente burros e sem educação, vemos que é um comportamento adquirido pela falta completa de referências educacionais e de ensino.

Para mim, a educação forma pessoas auto conscientes, já o ensino, forma profissionais, artistas e pensadores, todos competentes e cientes da realidade que os cerca.

Até um certo momento de nossa civilização, as famílias ensinavam para seus filhos o que era necessário para sua sobrevivência. Por muitos séculos, isso foi uma necessidade fundamental para a sobrevivência humana. Os conhecimentos adquiridos eram passados de geração em geração, de pai para filho. Esses conhecimentos eram a base de tudo, tais como: como se preparar para o rigoroso inverno, quando plantar e quando colher, quais frutas podiam ser comidas, como se defender de amimais selvagens, como preparar a caça para uma refeição, como fazer fogo e etc.

A partir do advento do arado, tudo começou a mudar. O homem descobriu que poderia melhorar e muito sua produtividade otimizando a produção de alimentos com determinadas ferramentas. Isso abriu as portas da criatividade humana, que trouxe em seu bojo a industrialização. Então, na revolução industrial, o trabalho evoluiu. Muitos processos foram automatizados e isso gerou mais oportunidades de emprego. Vale ressaltar aqui que as condições das famílias eram bastante difíceis naquele tempo pré revolução industrial. As famílias eram afligidas por doenças, fome e tinham poucos recursos. A industrialização trouxe novas possibilidades de se ganhar algum dinheiro trabalhando nas áreas urbanas, que era a única opção viável. Assim, muitos se dirigiram rapidamente para os locais onde haviam essas fábricas e famílias inteiras, inclusive suas crianças, começaram a trabalhar para não morrer de fome nos campos. Isso foi um avanço. Naturalmente que neste processo os salários foram gradualmente aumentando com o tempo. Assim, desta forma, as crianças que trabalhavam começaram a não mais ter a necessidade de sair para trabalhar, pois as rendas de suas famílias começaram a ser suficiente para mantê-las em casa. A sorte é que elas aprenderam a usar o que foi aprendido no trabalho e suas ferramentas.

Então, depois de séculos na agricultura de subsistência, seus pais começaram finalmente a enriquecer. Essa riqueza adicional, trouxe a possibilidade de deixar os filhos em casa com tempo livre para apenas aprender coisas novas e desenvolver suas habilidades. Para isso, foi necessário a criação de locais onde elas aprendessem as artes liberais e os ofícios. As escolas. Aqui, podemos observar a naturalidade com que se foi estabelecendo a ordem espontânea que direciona o pai ao trabalho, a mãe à educação, proteção e manutenção do lar e orientação os filhos ao aprendizado.

Então, aquelas pessoas que tinham uma maior facilidade de transmitir o que deveria ser ensinado se tornaram os professores. Agora cabe aqui uma explicação sobre a etimologia da palavra “professor”: Ela vem de professar, declarar.

Podemos observar então que, ao longo do tempo, o ensino escolar básico sempre esteve relacionado, de forma direta, com o trabalho. Quando as atividades estavam baseadas apenas no campo, a educação e o ensino eram voltados para atividades camponesas. A partir do momento em que o homem se torna mais urbano, a escola também fica mais urbana, então o acesso ao conhecimento aumenta de forma significativa.

Com o avanço da tecnologia, o acesso ao conhecimento foi se tornando cada vez mais necessário. Novos produtos e serviços foram sendo criados. Então, décadas adiante, surge a ferramenta chamada Internet. Essa ferramenta mágica que nos dá a nítida sensação de que todo o conhecimento do mundo está na palma de nossas mãos, na frente de nossos olhos. É simples, pois agora temos o Google. Agora podemos encontrar todas respostas para inúmeras questões. Basta perguntar literalmente. Sem sombra de dúvida, ter amplo acesso à informação nos traz muitos benefícios. Mas fica uma pergunta no ar: Como podemos, como pais,  saber quem está ensinando nossos filhos a separar o que é boa informação daquilo que não é? A internet é cheia de armadilhas, assim como nas escolas.

Sabemos que nas escolas de todo o país existem mais doutrinadores ideológicos que professores de fato.

Na minha atual atividade como professor de estudantes que querem melhorar seu desempenho escolar e com um profundo conhecimento em tecnologias de ponta, percebo atitudes dentro do processo de ensino que não estão de acordo com a nossa época. Com exceção de uma ou outra iniciativa tecnológica como a substituição do velho mimeógrafo (que exalava aquele cheiro de álcool) pela impressora a jato de tinta para fazer provas; ou a substituição da lousa pelo projetor inteligente sensível ao toque, não temos uma absurda mudança ou uma interrupção do curso normal deste processo na hora de ensinar as crianças. Posso ver claramente aqui que existe uma problematização vinda diretamente das cabeças pensantes, justamente os doutrinadores ideológicos, influenciadas pelo “guru” e deus da educação sócio-construtivista no país chamado Paulo Freire. Na minha opinião, um dos responsáveis pelo Brasil ter sido o único país do mundo a ter o Coeficiente de Inteligência mais baixo  das últimas décadas.

Tenho aqui uma proposta que creio ser razoável para realizar uma disruptura neste cenário: se já utilizamos a internet como fonte de conhecimento dia após dia e o ensino está intimamente ligado a ela, precisamos evoluir para o estágio em que ensinamos as crianças a aprender com ela. As crianças e jovens já se interessam mais pela internet do que pela sala de aula. Faça uma pesquisa: Pergunte a dez professores qual o maior inimigo deles hoje em dia e praticamente todos vão te responder que o principal inimigo deles hoje é o smartphone.

Tive uma aluna que conseguia ficar em frente a TV por cerca de dez horas durante as madrugadas assistindo seriados americanos enlatados na Netflix ou vendo “youtubers” imbecis se lambuzarem com Nutella ou jogarem trecos de cima de prédios, ou darem dicas de como fazer suas necessidades fisiológicas na casa de amigos, mas não ficava nem dez minutos atenta ao que eu dizia a ela em nossas aulas de álgebra.

Proponho então, que se use todo esse potencial dos jovens e esse arsenal tecnológico à favor do ensino. Dou aqui algumas dicas: Sugerir o uso de drones, robôs e computadores é o mais óbvio e relativamente barato. Mas, que tal colocar esses estudantes para pensar nos problemas da vida real? Que tal dar a eles responsabilidades e cobrar também um comportamento responsável? Fazê-los gerenciar projetos reais para a vida real usando as ferramentas que eles já sabem usar tão bem? Fazê-los criar seus próprios seriados no youtube? Hoje qualquer pessoa tem um celular. Qualquer estudante sabe usar um editor de vídeo. Peça a eles para gerenciar a compra de seus próprios bens e serviços. Mostre-os como planejar investimentos financeiros ou a compra de um imóvel. Peça a eles que se arrisquem mais e criem empresas virtuais de tecnologia. Peça a eles que usem o que sabem para criar seu próprio conteúdo. Tenho certeza que rapidamente irão usar o que aprenderam na teoria ou então verão a necessidade de aprender certos assuntos para progredirem nos seus projetos. Os professores serão seus mestres, mentores e orientadores.

Mas vejo que muitos colegas professores também não sabem como lidar com tudo isso.  Ainda estão presos em suas próprias limitações e presos nas limitações impostas pelo MEC. Então, precisamos nos organizar para trazer o modelo que interessa aos jovens e que pode mantê-los, não presos na sala de aula, mas livres e atentos ao que a vida fora da sala de aula apresenta a eles como desafio de vida. Precisamos romper com o modelo de ensino tradicional imposto pelo Estado ou a escola estará condenada a não cumprir sua missão principal que é a de ensinar os jovens a lidar com as complexidades inerentes do mundo moderno.

* César Manieri (54),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.

Vamos falar de terra plana?

terra planaAs teorias da conspiração sempre foram muito divertidas para mim, mas mesmo sendo auto explicativas, ultimamente estão se tornando muito cansativas. Vejam só: Recentemente vi um vídeo de um cientista dizendo que tudo que a humanidade havia aprendido ao logo de séculos, todas as verdades confirmadas por observações e experiências, tudo que foi exaustivamente provado, visto e analisado por gerações de astrônomos, físicos, químicos e matemáticos, não passa de uma imensa mentira. Fica claro aqui, que este cientista pensa que ele é o portador da verdade cristalina, da verdade verdadeira. Ele diz sem cerimônias:

– Eu sou o portador da verdade. E se você crer em mim, você também poderá pertencer a esse pequeno circulo de iluminados que não se misturam à “patuleia ignara”.

Assim, muitos incautos estão aderindo a essas idéias, por curiosidade ou mesmo por acreditar fielmente que está galgando um patamar superior de conhecimento.

Eu sou um dos que teimam em duvidar dessas novas teorias mirabolantes. Sou aquele que pensa que se você tem uma nova hipótese ou teoria, você deve ser dar os trabalho de provar de forma cientifica, válida e clara essas tais hipóteses ou teses. Eu sou o primeiro, como amante das ciências, a dar abertura que eles tenham a oportunidade de prová-las.

Recentemente tive uma interessante discussão com uma dessas pessoas que se auto denominam “terra planistas”. Pedi gentilmente que me provasse sua tese. Eu disse que tinha genuíno interesse em entender o que estava por trás dessa nova mania. Ele gentilmente me mostrou vídeos, palestras, cálculos matemáticos feitos por físicos, etc, etc.

Quando eu o questionei sobre as fontes primárias de tudo que estavam expondo, ele, com com uma fé inabalável, me informou que todos esses cientistas desta teoria estão afrontando forças muito poderosas que mandam no mundo. Ele me disse:

– Não temos como apresentar esses documentos, pois nossos inimigos nos vedaram o acesso à algumas provas incontestáveis.

Me parece o seguinte, quanto menos provas uma teoria da conspiração apresenta, mais forte ela aparenta ser. É como crer em Alienígenas do passado, nos seres reptilianos e que governos já assinaram um tratado intergaláctico de paz com esses seres de outros mundos. Esses exemplos e o da teoria da terra plana é pra deixar qualquer pessoa sensata se sentindo um peixe fora d´água. Vejam só, vinte séculos depois de Cristo, e me deparo com gente falando muito à sério que a terra não é um globo e que são capazes de provar, que a terra é, na verdade, um disco achatado. Fico esperando eles me dizerem que estamos sobre as costas de elefantes e que os mesmos estão apoiados sobre as costas de uma tartaruga gigante.

Bem, pedi a ele, não uma prova incontestável, apenas pedi que me apresentasse um fato qualquer, uma simples foto ou alguma prova científica para provar que a terra é plana. E ele com uma seriedade cientifica singular me diz que todas as fotos e filmes feitos do planeta são da NASA e ela manipula todas as informações à respeito. Ela faz parte dessa conspiração global para esconder o fato de que a terra é plana.

Eu, exercendo meu direito de ser curioso ao extremo, pedi a ele que me citasse apenas um cientista realmente sério que mostrasse que a terra realmente é plana. Algum artigo cientifico escrito por ele e publicado na Nature. Ele ajeitou os óculos e olhou fixamente em mim e respondeu:

– Não posso meu caro, todos esses cientistas fazem parte desta mega conspiração.

Citei a ele todos os grandes astrônomos, físicos e cientistas tais como Keppler, Copernico, Newton, Einstien, etc. Ele, ainda bem paciente me responde:

– Todos mentirosos, meu caro. Todos são uma farsa.

Então, pensei com meus botões um pouco e disparei a pergunta fundamental:

– Então, quem está falando a verdade? Todos os cientistas que geraram um conhecimento acumulado dos últimos 1000 anos, todas as agencias espaciais do mundo, inclusive aquelas que são inimigas politicas entre si, todas as demonstrações empíricas que qualquer pessoa é capaz de enxergar tais como eclipses, movimento da lua e do sol, estações do ano, etc etc ou os terra planistas da internet?

Ele parou, pensou, respirou fundo, já perdendo a paciência e me disse:

– Cara, eu não estou sozinho nessa, tem milhões de pessoas nesse momento compartilhando da mesma crença sobre a terra plana. Só no meu canal do Youtube tem meio milhão de inscritos. Eu sou chancelado pela Associação dos Terraplanistas dos EUA e fui convidado a palestrar em um dos seus seminários. Alguns artistas de Hollywood e músicos famosos já se associaram ao nosso movimento. Agora, nosso papo se encerra por aqui. Se você quiser se associar também, basta preencher o formulário no link que vou te passar. Saiba da verdade e não seja mais um alienado.

Já ia me despedindo dele, quando ele voltou dizendo:

– Olha meu amigo, preste atenção, fique esperto com a elite globalista. Eles são responsáveis por espalhar a mentira gigantesca que é a terra globo.

Nesse instante, me senti em um episódio do seriado Arquivo X. Foi só ai percebi o quão nefasto é o pensamento revolucionário, seja ele qual for. O que ele faz com as mentes das pessoas é algo diabólico.

Para mostrar a realidade de verdade, eu poderia aqui explicar em detalhes como funciona a geometria euclidiana e como a matemática nos habilita a perceber a geometria espacial em todas as suas encarnações e formas e em todas as suas dimensões. Poderia entrar na teoria dos espaços quadrimensionais, e de que forma podemos visualizar pontos de um espaço plano n-dimensional. Explicar as linhas planas e das diversas variedades curvadas em um plano tridimensional. Mas, vou poupar-lhes de verborragia matemática. Ficarei apenas no campo filosófico, campo esse que não sou lá também essas coisas.

O que está acontecendo é que muita gente, para provar a criação divina deste mundo, (fato que realmente eu acredito) está se baseando em ideias totalmente revolucionarias querendo confirmar a ideia de que o ser humano é especial aos olhos de Deus, (sim nos somos especiais para o nosso Criador) e que por isso ele criou esse aquário gigantesco para nos morarmos e vivermos como peixes. Isso provaria que não somos um ponto de poeira neste imenso universo.

Contrariamente, é o mesmo tipo de revolução maluca pregada pelo hedonismo, veganismo, feminismo, gayzismo, ecologismo barato, crenças em ETs de tudo quanto é tipo, etc. Eles criam tudo isso para provar que o ser humano não é um ser especial aos olhos de Deus e que o homem sim é um deus de si mesmo.

No fundo, todos nós precisamos preencher o vazio que a finitude nos trás. É esse vazio que, na verdade, precisa ser preenchido a todo custo, mas entendo que não deveria ser preenchido com teorias conspiratórias estapafúrdias. O vazio dos nossos corações precisa ser preenchido com o que realmente importa nessa vida que é com o amor de Deus. E é isso que temos de realmente verdadeiro nesta vida que são os ensinamentos que Jesus nos trouxe. O ensinamento de que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Se a terra é plana, ou se somos poeira cósmica, pouco importa. O que importa mesmo é o que realmente devemos fazer e aprender nesta nossa breve vida neste planeta. Devemos imitar o que Jesus fez quando caminhou entre nós para que, na nossa hora, possamos encarar essa Verdade de frente para fazer jus ao que recebemos de Deus, que é todo o Seu amor infinito para conosco.

* César Manieri (54),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.