O que a idade madura me trouxe?

20171005_230012Bem, ela me trouxe um monte de dúvidas e um punhado de certezas. Se eu colocar isso em uma balança o ponteiro apontará um pouco mais para as dúvidas.

Trouxe a falta de paciência e quase quase nenhuma sabedoria que se espera da senioridade. Pelo menos, para mim, não está sendo como os sábios de plantão costumam alardear por aí. Para mim, trouxe a vergonha de ter sido um jovem tolo como a maioria dos jovens de hoje o são. Sim eu era um tolo e aprendi com meu sábio professor de filosofia que “só os tolos esperam algo deste mundo”, foi o que ele disse serenamente do alto de seus mais de 65 anos, falou isso depois de sofrer a perda de sua filha, que morreu apenas para ele.

A idade me trouxe a realidade e a inexorabilidade da finitude, mas me deu, por outro lado, a beleza da visão da transcendência em Deus e a quietude das paixões desenfreadas.

A idade madura me fez olhar o mundo tal qual ele é. Sem floreios. Sem finais felizes. A madureza, me trouxe a certeza de saber que ver um beijo de duas garotas lésbicas na porta da escola, não é nem bonito, nem moderno e nem tão atraente quanto vê-los em ilusórios x-videos em HD, mas sim tão nauseabundo quanto. Pelo menos foi assim que eu me senti quando vi esse babaço na semana passada.

Trouxe a dor de saber que se auto reinventar nessa fase só é bonito, fácil e dá certo nas palestras bem caras dos “Karnais e Cortelas” da vida, e agora entendo porque é que estes “rendezvous” estão  sempre recheados de jovens vazios e tolos que aplaudem suas elucubrações filosóficas, falaciosas e óbvias, essa platéia “nutella” que na verdade nunca experimentou a dura realidade da vida.

Para mim foi simples assim:

– Você está sem energia, pode ir pra casa, reinvente-se. Pois é amigo e obrigado pelos serviços prestados nestes últimos 30 anos!

Depois disso, foram várias invencionices. A mais louca foi voltar aos bancos escolares e descobrir que minhas sinapses ainda funcionam bem, mas a área de armazenamento está quase sem espaço útil, espaços que foram preenchidos com as tolices da meninice e com a cegueira do materialismo barato. Com isso, loto cadernos e mais cadernos com etiquetas na capa onde escrevo “ajuda memória”. E eventualmente, tento apagar as tolices inúteis que povoam meus pensamentos, sorte que são rapidamente preenchidas com outras tolices, mas essas bem mais interessantes.

A fase madura me trouxe uma dor física e uma fraqueza ocular que nunca pensei que teria. Um zumbido eterno nos ouvidos que me faz sonhar sistematicamente com uma TV valvulada defeituosa e com naves espaciais em velocidade de dobra, e isso só não me enlouquece, meu caro, pois sei exatamente do que se trata, só por isso. Por outro lado, para me concentrar sem ter que ouvir essa tortura, fico imerso em Mozart, Brahms, Rachmaninoff quase que o tempo todo e isso é realmente muito bom. Assim, a fase sênior me deu a chance de ler mais e entender certos temas musicais, que só nessa fase pós cinquenta é possível compreender em toda sua extensão, sim, é preciso ter vivido certas aventuras na vida para isso.

Os jovens tolos, por exemplo, poderiam ganhar muito tempo lendo os grandes escritores Russos ou ouvindo seus grandes pianistas, mas eles só querem é ficar cabisbaixos olhando a tela de seus celulares. Confesso, eu também fico, mas eu vivi grande parte de minha vida sem essa tela colada ao rosto e tive a chance de ler e tocar os grandes clássicos, então tá certo.

Mas, do que vale entender as coisas da vida, se ninguém ouve o que você realmente diz sobre elas e sobre toda a verdade que está anexa a ela? Afinal, na idade madura você está mais conservador que nunca, por isso muitos me acham um chato de galocha. Por isso, a idade vem me deixando mais frugal com as palavras ditas. Mas, posso garantir que o que vale é ter o prazer incomensurável de uma leitura profunda. viver do que realmente vale a pena e da pesquisa de campo só para entender a natureza das coisas. Poder fazer isso sem se preocupar com o que vão pensar, afinal ninguém entende mesmo sobre o você estuda e fala.

A longevidade me trouxe o prazer e a sorte de entender o que é ter filhos que esperam com muita fé você ficar ainda mais anoso e de ter uma esposa que, às vezes, não entende o problema de quem tem uma ligeira dificuldade em ouvir as frequências mais altas de sua linda voz feminina, mas que entende perfeitamente bem que a tendência disso não é simplesmente se regenerar e sim piorar.

Ainda bem que tenho quase que todos os dentes na boca e espero mantê-los comigo, eles e minha audição claro, quando estiver mergulhado ainda mais profundamente nas rugas do tempo. Ah, o tempo, esse senhor, que não leva desaforo, me mostra a cada segundo que com ele não se negocia e nem se brinca. É como diz minha irmã, irônica e sabiamente, que “o tempo é uma fabrica de monstros”. Lá vamos nós lentamente libertando nossos monstros pouco a pouco… se tivermos sorte.

Felizmente o que passou, passou. Não tem volta. Agora é só continuar aceitando os presentinhos que a longevidade nos trás a cada dia, tudo isso com bom humor e alegria, mesmo que os dias de chorar e se enfurecer apareçam aqui e acolá como toda boa vida sempre nos dá de graça. Ora, aceite e apenas agradeça a Deus pelas bençãos em estar vivo e siga em frente.

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Blade Runner, um filme de arte grandioso!

dimsFinalmente eu fui assistir ao filme Blade Runner 2049, e foi lá no escuro da sala de cinema onde eu percebi que realmente esse filme moldou o futuro, afinal é possível ver ao redor do mundo cidades incrivelmente densas e tão caóticas como a L.A de 2049, mas, durante a exibição desta noite, não foi fácil esquecer do seu passado. O que foi muito bom.

Eu fui ao cinema ver o primeiro Blade Runner em 1983 creio eu, não me lembro muito bem, mas sei que fui ver o filme em sua estreia. Ora, como não se esquecer do lema da Tyrell Corp que era: ” Mais humano de que o humano”. Essa foi a empresa, fundada pelo gênio da engenharia genética Dr. Eldon Tyrell que criou os replicantes. Esses seres incríveis, dotados de força e inteligencia ímpares. Como se esquecer da criatura, o replicante Roy Betty matando o seu criador, o Dr. Eldon Tyrell? Ver o Roy com lágrimas nos olhos e apertando o cérebro de seu criador até matá-lo? Como se esquecer da Reachel, a replicante elegante e de olhar misterioso que se replicou intensamente em meus sonhos juvenis.

Depois desse dia, em 1983, vi o filme tantas vezes, ouvi à exaustão sua magistral trilha sonora composta por Vangelis, a tal ponto de me perder em criativos devaneios pueris, em criar tantas aventuras surreais. Ver esse filme me fez ter sonhos platônicos com a glamourosa e atraente Reachel (Sean Young), isso lá nos anos 80. E agora, felizmente e depois de mais de 30 anos, estou eu, aqui, em uma sala de cinema do século XXI, tentando descobrir o que aconteceu com a bela Reachel e se Deckard é um replicante ou não. Blade Runner é um filme universalmente aceito como um clássico, uma fantasia futuro-noir de Ridley Scott. Confesso que, depois de tudo isso, eu estava apreensivo em o que eu iria realmente assistir nessa continuação do perfeito Blade Runner e que tinha tudo para dar errado.

Perdoe-me leitor, mas aqui é necessário uma pausa para uma breve explicação. O nome do filme se refere a um romance de um misterioso escritor e médico chamado Alan E. Nourse. Ele amava escrever sobre a profissão médica e sobre os mundos fantásticos do futuro. Depois de lançar vários livros com relativo sucesso, em 28 de outubro de 1974 a editora David McKay lançou um romance de Nourse que combinava as duas áreas de especialização do autor em uma única obra de arte: o Bladerunner.

Este romance narra as aventuras de um jovem conhecido como Billy Gimp e seu parceiro no crime, Doc, enquanto navegam em uma distopia de saúde. É o futuro próximo, e a eugenia tornou-se uma filosofia americana orientadora. Os cuidados de saúde universais foram promulgados, mas para eliminar o rebanho dos fracos, as “leis de controle de saúde” – impostas pelo escritório de um “Secretário de Controle de Saúde” draconiano – determinam que qualquer pessoa que queira atendimento médico deve primeiro ser esterilizada . Como resultado, surgiu um sistema de cuidados de saúde do mercado negro em que os fornecedores obtêm equipamentos médicos, e os médicos usam para curar ilegalmente aqueles que não querem ser esterilizados e há pessoas que transportam o equipamento para os médicos. Como esse equipamento geralmente inclui bisturis e outros instrumentos de incisão, os transportadores são conhecidos como “bladerunners”. E voilà, a origem de um termo que passou a mudar a ficção científica.

Agora que tudo está esclarecido, me lembro que a primeira edição de 1982 já me conquistou de imediato, mas na verdade, foi somente quando o Blade Runner foi reconfigurado através de um “1992’s Directors Cut” e, mais tarde, o “Final Cut de Scott”, que seu status de obra-prima foi assegurado e agora o filme está sentado ao lado de Metropolis de Fritz Lang e do 2001 de Kubrick no panteão dos melhores filmes de ficção científica de todos os tempos.

O que eu posso dizer é que nenhuma dessas tribulações vivdas pelo primeiro filme acontecerá com Blade Runner 2049, que para mim, trouxe sentimentos diversos entre aflição, dor, risos e satisfação. No entanto, me surpreendi ainda mais com a audaz direção de Denis Villeneuve, co-escrita pelo roteirista original Hampton Fancher, que é muito boa, e isso é espetacular, pois já é o suficiente para conquistar as novas gerações de espectadores, e é muito boa para tranquilizar os fãs de que suas memórias do filme original, não foram reduzidas a implantes sintéticos de algum desconhecido.

A ação se desenrola 30 anos depois que o “Blade Runner” , Rick Deckard (Harrison Ford), desistiu de perseguir androides e ao invés disso e se apaixonou por um deles, a incrível e bela Reachel. Neste meio tempo, houve um “apagão” de 10 dias de escuridão que destruíram os registros de produção de replicantes que eram armazenados digitalmente, criando um espaço em branco na memória da base de dados da humanidade. As naves flutuantes que fazem a propaganda da mudança de humanos para as colônias fora da terra ainda atravessam a chuva ácida, empurrando o atenção do espectador para os logotipos corporativos da Sony, Atari, Coca-Cola e Pan Am. Por isso, fica tão deliciosamente impossível não se esquecer do passado.

Através deste mundo distópico, o “K” de Ryan Gosling caminha nos passos de Deckard, rastreando androides rebeldes e  fazendo-os “se aposentar”.

“Como se sente?”, Pergunta um androide antes de morrer, provocando esse caçador implacável, dizendo que ele só pode fazer seu trabalho porque ele “nunca viu um milagre”, uma frase enigmática que vai assombrar K (frase que também me assombrou) enquanto ele tenta desvendar seu significado.

K mora em um apartamento pequeno com sua namorada virtual Joi (Ana de Armas), uma inteligência artificial holográfica lindíssima que parece existir apenas nos mundos virtuais que criamos na adolescência.

Em suas discussões pós-missão, K é submetido a uma forma de associação de palavras interrogativas que invade os testes Voight-Kampff, aqueles detetadores de replicantes anteriormente administrados por Deckard. Após anos atuando como um assassino imperturbável, o constante e impassível “K” está experimentando dúvidas sobre seu trabalho, suas memórias e sua natureza.

Aqui está o ponto crucial onde ele questiona algo moral: “Eu nunca aposentei algo que nasceu de verdade”, ele diz a tenente Joshi (Robin Wright), acreditando que “nascer é ter uma alma”. Joshi não se impressiona, insiste que,  seguindo esta linha de raciocínio, você pode se dar bem se não tiver uma alma.

Tais ansiedades existenciais estão no coração do filme de Villeneuve, que tem a confiança e a coragem para prosseguir em um ritmo editado de forma totalmente incompatível com os filmes de sucesso atuais. Espelhando e inovando os temas-chave do seu antecessor, o Blade Runner 2049 troca unicórnios por cavalos de madeira, mantendo a grandeza visual que disparou o filme de Scott. De vastas paisagens de telhados e refletores cinza, através das conchas enferrujadas de abrigos pós-industriais, ao brilho queimado de terras radioativas, a fotografia evoca um mundo que tem um crepúsculo que parece nunca acabar. As cores brilhantes são restritas às luzes artificiais de publicidade e entretenimento. Arquiteturalmente, os projetos de produção evocam o um futuro caótico e esteticamente reto com todas as suas linhas angulares e sombras expressionistas.

Em um certo momento, fica evidente as homenagens às estatuas do filme AI de Spielberg: Inteligência Artificial.

As vistas são surpreendentes, mas os verdadeiros triunfos do Blade Runner 2049 são lindamente discretos. Carla Juri injeta a magia real em uma cena romântica dos sonhos; Sylvia Hoeks como Luv, a moça que detona tudo para conseguir o que quer e que derrama suas lágrimas aterrorizantes rivaliza com Rutger Hauer (Roy Betty); e Ana de Armas traz calor tridimensional a um personagem que é essencialmente uma projeção digital.

Os compositores Benjamin Wallfisch e Hans Zimmer ( um dos meus preferidos) dançam em torno de lembranças dos temas de Vangelis, criando uma paisagem sonora que geme e uiva e que, ocasionalmente, cresce em um êxtase medonho como o Réquiem de Ligeti.

Pode ser um “spoiler” aqui, portanto, se ainda não viu o filme, evite ler esse trecho. Na cena final, “K” realmente me fez ouvir a fala de Roy Betty (Hutger Hauer) , em seu épico discurso: Tears in Rain, mesmo sem ele dizer uma única palavra.

Então, vendo Blade Runner 2049, eu realmente fiquei impressionado com os seus efeitos visuais e surpreendido por suas citações sutis retratadas em roupas, efeitos sonoros, frases, tudo referindo-se ao filme original, só os mais atentos perceberão esses pequenos detalhes que transformaram esse filme, pelo menos para mim, em um filme de arte grandioso.

O que dizem por aí sobre ETs?

ufoSingularityDizem que a eletrônica digital, essa que ajudou a criar os computadores modernos e que, por engenharia reversa foi desenvolvida, veio dos ETs, e que as tecnologias espaciais também são um legado dos ETs. Nada mais tolo crer na capacidade de criação do homem.

Dizem que as pirâmides ao redor do planeta é um projeto dos ETs e que, magnanimamente benévolos, auxiliaram os egípcios “cabeça de cone”, entre outros povos antigos a construí-las. E dizem que a lua também é um projeto dos ETs e que ela é oca.

Dizem que a matemática básica e avançada foi um presente dos ETs, e que Nicola Tesla recebeu seu conhecimento dos ETs, Albert Einstein também. Acho que por isso viviam às turras.

Dizem que Jesus é um ET e que seus milagres foram ensinamentos dos ETs, e que ele não ressuscitou, apenas pegou sua nave e partiu para os céus. A bíblia prova que tivemos muitos ETs entre nós: – Está no livro de Ezequiel ! -bradam os mais afoitos.

Dizem que os homens das cavernas e suas pinturas rupestres são obras dos ETs, os dinossauros são obras dos ETs também. Inclusive o meteoro que os matou foi lançado pelos ETs que não aguentavam mais a falta de educação desses monstros que eles mesmos criaram.

Dizem que o genoma humano veio dos ETs e que um deles usou o próprio DNA, manipulou tudo, misturou com um primata e criou o ser humano como ele é hoje.

Dizem que os ETs nos deram a escrita, a inteligência e a lógica, e que os ETs criaram a realidade virtual e que foram os ETs que apertaram o botão de “liga” do big bang.

Dizem que houve uma batalha épica com ETs sobre os céus da Índia antiga apenas por assegurar o poder deles no céu.

Dizem que o anjo da anunciação era um ET. Lucifer é na verdade um ET malvadão e que Adão e Eva foram experimentos dos ETs.

Dizem que os meus filhos, opa! esses não são obras dos ETs, posso garantir, mas dizem que se não fossem os ETs benévolos eu não teria evoluído até aqui para tê-los.

Dizem que eles já estão entre nós vivendo em cavernas, nas cidades ou no fundo dos mares e alguns dizem que eles voltarão para uma batalha épica final para dominar o planeta.

Conclusão, é mais fácil as pessoas acreditarem nos malditos ETs e responsabilizá-los por todas as nossas conquistas e mazelas, do que crer na realidade nua e crua deste mundo de que somos filhos de Deus. Afinal, crer em ETs não traz nenhuma responsabilidade moral, não é mesmo?

É só a sua família que eles querem destruir…

protestomampedofilia-1200x600Após as manifestações das últimas semanas contra o que aconteceu no MAM em São Paulo e no “Satãnder” cultural no RS, chegou a hora de analisarmos o que realmente está por trás destas ditas exposições de “arte” onde pretensos “artistas” se propõem a mostrar sua “obra” para meninas incautas e que mostram crianças sendo expostas a cenas de sexo e sendo coagidas a manipular as extremidades de homens nus a mando de seus pais. Eu mesmo fiquei indignado com tudo isso e ainda estou, pois não tolero nada que tire a inocência de nossas crianças.

Mas acho que cabe aqui agora uma analise mais fria do que está por trás dessa bruma que nos impede de ver com clareza o que acontece na mente de quem promove e cria esse tipo de manifestação cultural.

A mulher que incentivou a filha a tocar no homem completamente nu dentro do museu é uma militante esquerdista. Ela não entende realmente o que ela estava promovendo. Ela apenas repete um mantra que ecoa dentro de sua mente: “Fora sociedade conservadora patriarcal… Somos livres para fazermos o que quiser… fora família tradicional cristã…vamos desconstruir essa sociedade machista opressora, sou progressista” Ela e todas as pessoas que defendem essa agenda de sexualização infantil não pensam por si mesmas. Apenas atendem às vozes que ouvem dentro de suas mentes já pré programadas.

A primeira pergunta é:

– E quem programa a mente destas pessoas?

Um resumo…

Essa programação acontece já há muitas décadas e muito provavelmente você também foi programado assim como eu e muitos da minha geração. Começou muito antes da primeira guerra mundial e teve seu ápice com o fim da segunda guerra. Na década de 30 no Sec. XX, diversos pensadores marxistas perceberam que para mudar o ocidente e seus valores precisavam de outras estratégias que não fosse apenas fazer uma revolução sangrenta com o uso de armas. Criaram então  uma escola de pensadores chamada Escola de Frankfurt. (por favor, pesquisem)

Lá, usaram e abusaram da liberdade de pensamento do ocidente e criaram várias teorias, entre elas a do pensamento crítico. De lá, vieram vários pensadores que tinham como propósito minar os valores ocidentais. Desta forma, eles se estabeleceram em diversas universidades americanas e a partir desta escola, desenvolveram diversos movimentos sociais que visavam claramente a destruição moral das famílias e seus descendentes.

⇒ Leia https://monoskop.org/images/b/b6/Marcuse_Herbert_Eros_e_civilizacao_6a_ed.pdf

Os movimentos hippie, o woodsotck, liberação de drogas, sexo livre e sem responsabilidades, visavam, em um primeiro momento, libertar uma juventude oprimida pela família e pelo capitalismo opressor. Dar a esses jovens uma liberdade irrestrita onde o mundo deveria servi-los e dar a eles um prazer desmedido.

Quem nasceu nos anos 50 do séc. XX entende o que foi aquela época e como os pais da família tradicional eram tratados por seus filhos rebeldes sem causa. Tudo em nome de uma revolução cultural do Paz e Amor. Estava aberta a caixa de pandora. Então surgiram o feminismo, o gayzismo, e todos os “ismos” que confundem e seduzem até hoje a cabeça dos jovens adolescentes.

Através das drogas e do sexo sem limites, muitos se perderam pelo caminho, mulheres ficaram grávidas e se tornaram mães solteiras. Tabus foram quebrados quando se tratava do sexo homossexual. Ocidente finalmente estava mudando de dentro para fora.

A segunda pergunta é: – A quem interessa a destruição das famílias e do legado que elas deixam para os seus integrantes?

Vale aqui ressaltar que as pessoas que criaram essa revolução cultural, querem mudar a percepção da realidade das pessoas. Relativizam tudo e fizeram várias gerações, inclusive a minha, crer em um mundo livre e igualitário, onde nada e ninguém é de ninguém. É como na música dos tribalistas: “Já sei namorar”:

“Eu sou de ninguém. Eu sou de todo mundo. E todo mundo me quer bem. Eu sou de ninguém. Eu sou de todo mundo E todo mundo é meu também “

Esse tipo de pensamento sedutor é interessante, mas fica mais ainda interessante quando diretamente não afeta os seus entes queridos. As pessoas que cantam essa música, cantam para os outros, para os filhos dos outros, para os filhos adolescentes dos outros. Entenda: esses outros são os seus e os meus filhos. Mas, sabe, chego a crer que cantam acreditando que isso é bom mesmo, afinal estão programados a crer nisso. Mas, ATENÇÃO, quando se trata dos filhos deles ou das pessoas que eles mais amam, aí  esses propagandistas podem ser bem seletivos.

Essa é a lógica por trás desta propaganda de liberação sexual e de quebra de valores. Os incentivadores financeiros dessa cultura hedonista desejam que apenas seus filhos entrem nessa e não os deles. Eles querem que você fique discutindo nas redes sociais as picuinhas sobre o que é arte, ou não, ou sobre se a performance do artista é pedofilia ou não, ou porque ele não foi preso, ou, (e nessa eu me incluo), por que não pegamos esses filhos da puta e enchemos de porrada? Essa é bruma que eles criaram e que nos impede de ver a realidade. Quem financia esse tipo de “arte” e o que eles pretendem é que deve ser compreendido. Portanto, essa gente quer destruir a sua família e não a deles.

A terceira pergunta que devemos fazer é:

– E quem são esses financiadores?

Vejamos, só pode ser gente de muito dinheiro. Muito mesmo. Nada que se compare ao dinheiro roubado pelo PT e seus asseclas. Estamos falando de quase um século de propaganda marxista cultural criada para mudar as bases do pensamento ocidental judaico cristão. Sim, eles precisavam de muito dinheiro para propagar essa cultura por décadas e décadas e fio. E todos nós sabemos quem são os donos do dinheiro nesse mundo. Temos aí umas 4 ou 5 famílias donas dessa bolada e que com dinheiro infinito na conta corrente, conseguem com financiar esse tipo de “exposição” e controlar os rumos do mundo todo, controlar a geo politica e a narrativa cultural dominante.

O conceito de família, como era conhecido antes de tudo isso, já não é mais o mesmo. Hoje, tudo é considerado família: Homem casado com homem, mulher com mulher, homem com objeto. homem com várias mulheres, mulher com objetos, pessoas com animais. Vale tudo. Isso é fato! Percebe que já estão falando em casamento entre homens e crianças?

Esse pensamento de vale tudo é bastante sedutor. Imagine viver em um mundo livre das amarras do cristianismo e de seus valores. Um mundo livre para se fazer o que bem quiser. E é isso que essas famílias trilhardárias promovem mundo afora.

Agora, se fizermos uma pesquisa mais detalhada sobre quem são essas famílias, vamos notar que os donos do mundo, passam sua fortuna de geração em geração e cuidam, muito bem obrigado, das famílias deles. Podemos ver isso aqui mesmo no Brasil, onde temos gerações de políticos no poder que passa seu legado político de pai para filho. Lula, condenado pela justiça mas que ainda dá sua sarradinha por aí, protege seus filhos, dando rios de dinheiro a eles e mantendo sua “linhagem e estirpe” de pé. Ele jamais aceitaria que um deles se casasse com um morenão sarado, preferível vê-los sarrando uma cabritinha.

Não podemos ser tolos em acreditar que a esquerda quer apenas ter liberdade de expressão, ou quer promover a sexualização infantil, uso de drogas, a deterioração das universidades. Tudo tem um propósito muito bem definido e maior do que o tempo de vida de todos nós aqui. É um plano que foi feito para durar séculos e séculos.

Por isso, é importante educarmos nossos filhos para entender essa realidade. Temos que mantê-los fora disso a todo custo, devemos afastá-los deste pensamento extremamente sedutor e fácil da esquerda. Nossos filhos é que serão os habitantes do mundo futuro e, infelizmente, terão que lidar com as consequências de nossas inações atuais. Devemos então agir prontamente, lutar de forma firme e urgente pela manutenção do núcleo familiar tradicional. Devemos educar nossos filhos para entender a importância da conservação dos valores cristãos, do quanto é difícil a construção das coisas que verdadeiramente admiramos, mas que são facilmente destruídas por mentes doentias e programadas para amar o feio e destruir o belo. Devemos ensinar nossos filhos a lutar essa guerra cultural para entender seu inimigo e jamais subestimá-lo e o pior, evitar que sejam seduzidos pelo paraíso encantador e utópico criado pela mente esquerdista e, principalmente, que não caiam na esparrela de um homem nu que se expõe para crianças se dizendo artista.

Quer saber mais? Assista esse importante e esclarecedor vídeo do meu amigo Bernardo Küster e que me inspirou a escrever estas linhas :

Aproveitem e assinem o canal dele e sigam as orientações dele quanto ao COF do Prof. Olavo de Carvalho.

De repente, me tornei um criminoso…

deguisement-prisonnier-bagnard-adulteHoje, no Brasil e no mundo, a cada dia que passa, está se tornado um crime ser um homem conservador e cristão. É muito feio, hoje em dia, ser uma pessoa dita de direita, que agora é cinicamente chamada de “extrema direita”. É ser um tolo, pensar de forma liberal, mas um pouco longe do “Laissez faire” economicamente falando. Por isso, de repente, me tornei um fascista criminoso de merda aos olhos dos senhores de todas as virtudes e ativistas do politicamente correto.

             Certa vez, quando eu disse, em uma aula na faculdade, que achava um absurdo a cultura do trans gênero, o trans humanismo, do aborto e da eutanásia, e que era pecado todas essas loucuras, me chamaram de tudo: extremista, fascista, machista, sexista, homofóbico, conservador idiota, direitista, medievalista, intolerante, desonesto, fundamentalista e fanático. Que eu poderia ser processado por ativistas de diversas ONGs se ouvissem eu falar dessa forma tão preconceituosa.

                    Para tantos, sou um fascista, mesmo que, de verdade, eu deteste gente do naipe de Mussolini e seus asseclas. Mussolini era aquele cara do fáscio, da touceira de lenha unida a um machado. Esse era o símbolo máximo do poder estatal, que subjuga a tudo e a todos ao seu poder de coerção. Sou fascista criminoso por querer ter o direito de possuir uma arma para apenas proteger quem eu mais amo da ação de bandidos psicopatas, sejam eles quais forem, inclusive dos bandidos e políticos parceiros do Estado e do próprio Estado e seus governos comuno-socialistas totalitários.

           Sou agora um pai de família criminoso por aceitar a finitude da vida e que crê na transcendência, mas sem filosofar muito. Que reza antes de dormir, pedindo ao Pai, Criador do universo, que dê a todos os meus irmãos de luta a Paz e a Luz necessárias para caminhar neste mundo de injustiças, dor e trevas. Onde já se viu, aos olhos de muitos, só posso ser um hipócrita criminoso carola que peca, mas que crê que será salvo por um tal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sim, isso é verdade, espero que ele me perdoe de todos os meus pecados cometidos e os que ainda irei cometer, afinal sou humano e não santo, mas busco isso sempre e me de uma chance de desfrutar da vida eterna ao Seu lado. Pra muita gente, isso soa ridículo e de certa forma intolerante. Tudo isso , apenas por criar meus filhos na fé cristã para dar a eles a oportunidade de amar o próximo em Cristo e nada mais.

         Sou um perigoso extremista, para tanta gente, por entender que qualquer outra cultura religiosa deva ser respeitada até a página um e que entende que tolerância tem limites e as portas abertas da mente também. Gente como eu é tratada como um intolerante direitista nazi fascista, justamente por não aceitar o vilipendio de sua crença. Sou um porco conservador, por não aceitar a violação do corpo e da inocência de crianças e adolescentes. Por não aceitar que minha fé seja blasfemada por “artistas” e “intelequituais” e por ninguém deste ou fora deste mundo.

                Sou considerado um nazista criminoso só por amar o meu país e por saber cantar o Hino do Exército, apenas uma lembrança do grupo escolar do tempo em que eu podia brincar na rua sem medo.

              Imaginem só, sou confundido com um nazista, mesmo detestando gente do tipo Adolf Hitler, que cooptou homens tão psicopatas quanto ele para compor o partido do Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães e  que o ajudou a matar todas aquelas pessoas inocentes e indefesas.

         Sou um xenófobo nojento por querer proteger nossas fronteiras de terroristas, bandidos, traficantes e todo tipo de criminoso sem escrúpulos. Sou uma pessoa má, por sentir a dor desse povo brasileiro tão sofrido e que sofre junto mais ainda quando percebe que muitos incautos caem no canto da sereia e compram as ideias fáceis do socialismo, ideologia composta de gente psicopata que só quer nos matar e destruir o que resta de nossa pouca cultura que definha aos poucos.

           Sou o tipo de homem que “não passará” justamente por amar minha terra e respeitar suas raízes e suas origens lusitanas. Não passarei, na visão daqueles que não entendem que a história do nosso país foi muito mal contada desde o descobrimento, por seus professores panfletários e emaconhados.

           Sou um homofóbico por querer proteger meus filhos e todas as crianças (mesmo as que ainda não nasceram e que muitos insistem em matar para que não nasçam) da coerção educacional estatal e da chamada ideologia de gênero ou qualquer outra sandice sexual que envolva crianças e adolescentes. Sou isso, por apenas entender que crianças devem ficar longe de qualquer discussão sobre sexualidade, só por entender que elas devem ser apenas protegidas e amadas por seus pais ou responsáveis até se tornarem adultos responsáveis.

        Sou um machista apenas por entender que homens e mulheres são de natureza diferentes e que um jamais poderá ser o outro em essência, mas são almas únicas e que se complementam e que foram criadas para que se amem e se respeitem eternamente.

        Por fim, sou mesmo um criminoso infame por tudo isso, por querer deixar meus filhos longe da escola e das garras do MEC. Por não aceitar esse secularismo efêmero e que pretende destruir tudo que de admirável, homens com seus espíritos conservadores e inteligentes e que são o suficiente corajosos para entender a realidade, construíram nos últimos dois mil anos.

          Na verdade criminalizam homens assim, porque querem que tenhamos vergonha de ser quem somos, querem calar nossa boca com gritos histéricos, feito aqueles bebes chorões que gritam quando a mamãe some de sua vista fraca. Querem apenas silenciar pais de família, homens simples, de coragem e que querem proteger conservar a sua amada família. Homens que querem proteger o que foi duramente construído pelos seus antepassados e pela civilização ocidental por mais de dois mil anos e que nos trouxe até aqui: O legado espiritual, que é o amor Cristão; o legado cultural, que é a filosofia grega e o legado da justiça, que é direito romano.

 

A proposital idiotização de alunos e o soco na cara da sociedade como prêmio.

Dees_DumbQuando vejo escolas depredadas, professores sendo espancados e humilhados por pequenos psicopatas, estudantes indisciplinados, drogados, idiotizados e com baixo índice de aprendizado nas escolas pelo país, não me espanto. Entendo que os responsáveis por isso são os educadores e pedagogos formados nos últimos cinquenta anos e que são adeptos da pedagogia do oprimido. Eles estão sendo engolidos pelos monstros que eles próprios criaram. É o feitiço se virando contra o feiticeiro.

No lado da família, sei também o que ocorre e não me espanto, pois muitos pais estão terceirizando a educação o ensino e estão usando escolas como depósito de filhos mimados, indisciplinados e vitimistas. Muitos pais e professores são reféns desse séquito de estudantes desrespeitosos, sonolentos e muitas vezes sem propósito na vida. Sim, os professores, por conta de sua formação superficial e que também foram doutrinados pelo método Paulo Freire, perderam sua de autoridade e muitas vezes não sabem lidar com o contraditório, doutrinam também os alunos de foma velada a se rebelarem contra uma sociedade “burguesa” etérea.

Por isso, sou adepto de uma sociedade sem escolas. Penso que só deveria procurar o saber quem realmente deseja o conhecimento genuíno, conhecimento tal que levarão os estudantes às artes liberais de excelência. Pode parecer cruel, mas penso que todos os outros, que não estão nem aí para aprender algo academicamente sério e mais profundo, deveriam procurar apenas seguir suas vocações de oficio, se forem corajosos. Procurar os respectivos mestres de ofício e aprender suas profissões desejadas com eles. Deveriam se especializar em suas vocações de ofício para serem os melhores em sua área. O resto que não quer nada com nada e pensam em apenas a passar de ano, poderiam entrar nas escolas padronizadas do Estado por sua conta e risco.

Ser professor é um oficio sério, é um dom que recebemos e que não pode ser usado para propósitos mesquinhos ou ideológicos. Isso é um sacrilégio, pois destrói com o futuro de pessoas incautas se não for bem ministrado.

Ser aluno também é algo muito sério e que exige disciplina e respeito à autoridade do professor por parte dos estudantes. Afinal, os mestres sérios e não doutrinados conhecem bem os segredos da vida que jovens estudantes ainda não conhecem.

Não podemos obrigar que jovens estudem em um sistema padronizado e pasteurizado à beira da falência que temos hoje. Isso é um erro. Estudar não é apenas um direito de todos e sim um dever pessoal, um chamamento. Na verdade, não são todos que desejam saber algo além de suas vontades básicas. Ninguém deveria ser obrigado a entender as complexidades das línguas, da álgebra, estudos de geografia global, astronomia, música, arquitetura, modelamento matemático algébrico ou química, muito menos se não tem interesse nesses assuntos.

Um país não precisa que 100% de seus habitantes sejam médicos ou engenheiros, jornalistas ou físicos nucleares. Não são todos que precisam ou querem ir para as universidades. O país precisa é de gente que ama o que faz, entende as suas escolhas e não se vitimize diante da realidade fria e cruel da vida.

Ler e escrever é algo que pode ser aprendido de forma rápida e indolor, não precisa de grandes teorias para isso, não precisa de alfabetização socializante, basta a professora saber as técnicas de alfabetização certas e pronto. Todos podem ser alfabetizados de forma correta e sem traumas, tanto em língua portuguesa, quanto em matemática. Matérias básicas para entender muita coisa dessa vida.

Agora, ler de verdade para se tornar mais inteligente ainda é algo que exige tempo, dedicação e vontade do ser, não se aprende a ser mais inteligente apenas com a beligerância de educadores a cada erro dos estudantes. Por isso, cada um tem seu tempo para aprender e crescer. Aprender de verdade exige perseverança, luta, força para vencer os obstáculos. A vida é assim!

O Estado não tem que se meter a fundo nisso, ele apenas deveria dar uma boa infraestrutura e bons equipamentos para que o processo comece. Pagamos anualmente muitos impostos e já que não tem jeito mesmo, devemos cobrar do governo ações para que façam sua parte minimamente sem nos atrapalhar. Só isso. 

Mestres mal remunerados, salas de aula e escolas feias, pichadas e desmotivadoras, professores desrespeitados e também desmotivados, é o que temos hoje. A maioria dos professores de todos os níveis são militantes ideológicos esquerdistas sem o compromisso real com a docência e o saber e ensinar verdadeiros. São esses militantes que idiotizam os jovens estudantes.

Por isso, sou inteiramente adepto ao homeschooling, onde as famílias, até certo nível, educariam e ensinariam seus filhos em casa, longe destes militantes, justamente com os melhores mestres disponíveis: que são eles mesmos. E eventualmente chamar alguns e especialistas que respeitassem seus valores, princípios e conceitos familiares. Só que, com o nível de formação intelectual e cultural de grande parte da população e a falta de tempo de pais e responsáveis, nos dias de hoje, isso é praticamente impossível, portanto, esse modelo moderno de ensino, poderia ser liberado sim, mas poucos teriam competência e tempo para isso.

De qualquer forma, sou contra a doutrinação ideológica em qualquer grau, não creio na igualdade de condições humanas, pois cada um tem um nível de entendimento das coisas da vida, não creio em professores justiceiros socialistas e defensores da “mãe terra” e que não aceitam a expor a transcendência da vida a seus alunos, mas que expõe aos estudantes apenas sua visão limitada do mundo, entre outras inutilidades acadêmicas inócuas. Um exemplo é o incentivo de leitura de livros que nada tem a ver com os grande clássicos da literatura ocidental. Não acredito no método Paulo Freire de pedagogia, o que muitos aplicam tentando fazer deste senhor o maior pedagogo que já existiu no planeta, o elevaram a patrono da educação, mas que dizia frases incompreensíveis e ilógicas que não tem aplicação prática alguma na vida real.

Entendo que cada ser é único e não pode ser ensinado de forma padrão como a que existe hoje, como uma linha de produção que usa a forma “construtivista social” como matéria prima e que é limitada ao próprio mundo do estudante. Basta ver os resultados e você verá que isso o leva a não entender a realidade tal qual ela é. Basta olhar para si mesmo e você verá que também não entende. É o tipo de pedagogia que faz o estudante apenas repetir sem pensar todos aqueles conceitos falaciosos de igualdade de um coletivo amorfo e sem alma.

Biologia é biologia, física é física, matemática é matemática, língua portuguesa é língua portuguesa. É necessário estudar com afinco junto com um professor competente cada uma dessas matérias caso o estudante engajado queria aprender seus segredos. É assim que tem que ser. E nada que digam os que querem definitivamente nos emburrecer, mudará minha visão disso tudo.

O que muda o status social de uma pessoa são suas próprias ações e não a inação e o vitimismo. Não adianta esperar por cotas ou pelo Estado para ajudar com que o estudante avance em seu nível intelectual, salvo raras exceções. É necessário que o estudante saiba que é preciso vir dele a vontade pelo saber. É preciso que ele saiba que estudar em uma universidade não é o passaporte para a felicidade ou um gordo contracheque no final do mês após a formatura.

E os estudantes tem que saber que, se escolherem o caminho do estudo, terão que ser disciplinados o suficiente se quiserem vencer essa etapa na vida. Se cometerem deslizes, como o de agredir colegas e mestres, não poderão receber uma carta de indulgencia por isso. É assim que tem que ser.

Eu tenho dois filhos pequenos e ensino cada um deles de forma totalmente diferente, pois eles são diferentes um do outro. Eu e minha esposa ajudamos nossos filhos todos os dias com os deveres e tiramos todas as dúvidas deles. Nossos filhos sabem que nós somos seus educadores e que temos valores e princípios pétreos que regem nossa vida em família e a nossa vida em sociedade. Eles entendem que os professores em sala de aula na escola são seus mestres e devem ser respeitados. E cada um deles estão aprendendo a amar o conhecimento de forma diferente e estão felizes ao modo deles. Assim, aprendem e entendem o mundo ao redor deles e estão percebendo que, se quiserem evoluir, devem ser disciplinados e seguir com rigor nossos conselhos.

Sim, eu educo meus filhos com rigor. Exigimos o respeito deles e damos nosso respeito a eles. Se, por acaso, algum dia, eles cometerem algum tipo de desvio nos desrespeitando ou a algum mestre, por pior que esse profissional seja, serão imediatamente punidos com rigor para entenderem que só se aprende alguma coisa nessa vida, quando se respeita quem sabe um pouco mais que nós.

*Cesar Manieri – Professor de matemática e tutor para home schooling, engenheiro eletrônico, empresário, fotógrafo, músico, pai de família e escritor nas horas vagas.

Saia de casa e vá ver um belo Jardim enquanto é tempo!

jardimEu sou apenas um simples professor de matemática que entende um pouco de música em busca do saber e não um crítico de arte. Desde o primeiro dia que resolvi escrever aqui neste blog sobre meu processo de auto conhecimento, tinha dúvidas sobre se eu estava realmente tendo sucesso nessa empreitada pessoal. Meu objetivo aqui era apenas dar vazão aos meus pensamentos sobre tudo o que eu via e não entendia em minha volta. Mas depois de hoje, percebi que não tenho mais motivos para duvidar sobre o sucesso da minha empreitada pessoal.

      Há alguns anos, mais precisamente na páscoa de 2013, estava conversando com meu irmão sobre a situação execrável de nossa política e sobre como nossa sociedade havia chegado quase ao fundo do poço, falávamos sobre o risco que corríamos em perder tudo de admirável que havíamos construído até então, nossos valores, nossas famílias. Naquele dia ele me disse:

“- Irmão, você tem que ver as palestras, ver o vídeos do Olavo, o homem é muito bom”.

       Naquela semana, entrei no youtube e assisti horas e horas de vídeos, comprei vários livros do professor Olavo de Carvalho, entre eles O Jardim das Aflições” e desde então, comecei a entender o motivo das minhas aflições pessoais.  Não pense que me livrei destas aflições depois disso, apenas as entendi. Apenas percebi que teria que estudar como jamais havia estudado antes se quisesse entender a realidade que me cercava.

      Pois bem, hoje foi um dia muito especial. Hoje foi o dia em que fui ao cinema ver finalmente o documentário O Jardim das Aflições do competente diretor Josias Teófilo, que conta o percurso biográfico, a rotina e o pensamento deste filósofo brasileiro chamado Olavo de Carvalho.

       Escolhemos a sala Kinoplex Vila Olimpia.  Apenas um pequeno detalhe: O homem responsável pela projeção errou feio quando começou a passar de um tal de Amor.com no lugar do Jardim. Algumas pessoas ficaram atônitas. Na hora eu perguntei para minha esposa:

“- Erramos de sala?!”

       Imediatamente saí do meu lugar e seguido por uma dezena de espectadores, fomos reclamar com o responsável sobre aquele erro tosco. Além disso, por algum problema no projetor, o filme não ficou tão bem enquadrado naquela tela enorme.

      Acredito que muitas pessoas devem ter ouvido falar deste filme/documentário de que ele “não deveria existir” ou sei lá. Coisa de gente invejosa. Gente que fala isso, sempre nega até sua feiura quando olha para o espelho. Esse documentário foi tratado por essa gente como um filme perigoso. Incrivelmente dito por diversos diretores e cineastas brasileiros e, depois de eu ver o filme, ficou claro a razão dessa reação.

      Detalhes à parte, o filme é de uma qualidade ímpar. A trilha sonora me impressionou, eu que sempre critiquei a qualidade do som do cinema nacional, garanto que a trilha sonora é de  extremo bom gosto. A música dá um contraponto extremamente agradável à narrativa. O bandoneon e depois o clarinete, que aparece graciosamente, e dá um tom tristonho e nostálgico em algumas cenas (sim, lembra o tema do Poderoso Chefão, pois esse usa a linha melódica mesma sinfonia #1 de Sibelius), te remete ao seu eu interior e ao mesmo tempo leva a você a pensar sobre si mesmo, enquanto espera as próximas falas do professor Olavo, que está sempre calmo e preciso em seu pensamento.

      A fotografia usa uma paleta de cores equilibrada e que evolui em tons quentes, que é muito confortável, agradável e combina perfeitamente com a narrativa do documentário. Parece que você está lá naquela casa no estado da Virginia nos EUA ouvindo o professor falar exclusivamente para você.

      Só esses dois pontos que coloquei aqui já seriam o suficiente para despertar a inveja e a ira de vários diretores de cinema que, mesmo sem ter visto o filme, morrem de inveja e vergonha  de si mesmos quando sabem que este documentário foi produzido com recursos vindo de processos de “crowdfunding”.

      Mas o que mais me emocionou neste filme foi o seu conteúdo. O momento em que o professor Olavo dispara seu rifle é o momento que você acorda para a realidade e toda a narrativa começa. Ver aquela família simples, cheia de vida e amor é como ver todas as famílias simples deste Brasil, sua fé e seus valores.

      Outra coisa que me emocionou foi ver o quanto minha esposa se identificou com a proposta do Olavo sobre a transcendência filosófica, com trechos sobre a consciência individual e a herança psíquica que recebemos dos nossos antepassados e a finitude humana. Isso mostra que estamos alinhados no pensamento filosófico. Só isso já alivia minhas aflições profundamente.

       Quando o filme terminou, fiquei por alguns segundos esperando por mais, mas tive que aceitar que o filme já havia terminado, e me contentei em ficar ali sentado para ver os nomes de algumas pessoas conhecidas subindo nos créditos: Mauro Ventura, Rodney Eloi…

       Agora, depois de uma dura caminhada pela vida para saber mais sobre mim, fecho um ciclo depois desse filme e com isso acabo entendo muita coisa. Entendo minhas aflições e as aflições alheias, entendo que estou tendo relativo sucesso em minha empreitada pessoal na busca pelo auto conhecimento, por outro lado entendo o motivo de tanta gente não querer que você veja este filme, pois esse filme é realmente muito bom.

      Esses seres sem personalidade que o boicotaram são os seres irracionais que dormem, são os que vivem sonhando com suas utopias vãs, e um filme desses os ameaçam e os fazem ver que é hora de acordar para vomitar para se livrarem seus venenos que destroem suas almas, esse filme os fazem parar para pensar em suas miseráveis e porcas vidas. E todos sabemos que somente a pura arte real é que tem esse poder, que é de nos fazer acordar, pensar, refletir sobre nós mesmos!