Esferas de Valor

grads1Religião e família sempre foram duas esferas de valor importantes na sociedade moderna. A religião, entretanto, está se tornando cada vez mais secundária na vida das pessoas que vivem nas grandes cidades e a família está perdendo rapidamente a importante posição de um espaço onde podemos encontrar a paz e a realização pessoal.

Na verdade, uma profunda mudança de valores fez com que a maioria das pessoas entendam hoje em dia, que o trabalho e o lazer é que definem seus valores.

É aqui que nossa visão política e social são duramente testadas de uma forma mais séria. A visão socialista, que apareceu na civilização ocidental no Séc XIX, era menos sobre a pobreza da classe trabalhadora e mais sobre o trabalho que a escravizava alienando os oprimidos e, onde Marx,  o valorizou como um ideal em si mesmo e menosprezou o trabalho como a produção de bens para a própria sociedade que se beneficiaria deles. Para Marx era um caminho natural onde o capitalismo seria destruído e os trabalhadores, reconciliados com a essência humana. Parece que fomos tomados pela falácia do Estado provedor dos valores, da produção industrial concentrada, do dinheiro e da economia.

Naturalmente, não pode ser assim. A produção industrial é um pedacinho da economia moderna, voltada , em sua maior parte, aos serviços industriais. Podemos observar que o número de profissionais autônomos, que estão atentos às leis da oferta e procura, aumentaram dramaticamente nas grandes cidades.

O Estado subverteu os valores e este sim alienou grande parte da população economicamente ativa. Muitos tornaram-se como autômatos e trabalham para apenas sobreviver no caos.

Entendo que seja verdade que exista uma diferença entre a execução e a alienação de uma ocupação profissional. Vejo que muito profissionais só se satisfazem no trabalho caso o vejam como uma esfera de valores, algo que seja não só um meio, mas um fim em si apesar de tudo remar contra isso.

Os mais habilidosos ou empreendedores, no qual investiram, não apenas seu tempo e seu esforço, mas também parte de suas vidas em suas ideias, são os profissionais mais propensos a encontrar realização em seu trabalho do que aqueles empregados em uma atividade em que se envolveram apenas por dinheiro (Mesmo com a pesada mão do Estado querendo o controle). Claro, tem os que encontram, no local de trabalho, o companheirismo e um espírito de equipe que recompensa a sua presença ali e lógico, estão muito mais propensos a comparecer ao trabalho com uma perspectiva de satisfação do que os que se sentam incomunicáveis diante de seus computadores que silenciosamente operam.

Karl Marx foi intelectualmente desonesto quando mostrou uma realidade inexistente e completamente longe da realidade moderna em “Das Kapital”. Não sabemos se isso ainda é um problema a ser resolvido, afinal já deveríamos ter superado todas as suas falácias, mas mesmo assim milhões buscam no Estado a segurança dos cargos públicos, dando extremo valor a isso.

Com a intensa automatização de muitos processos, trabalhadores estão sendo liberados de tarefas enfadonhas e repetitivas e sendo liberados para realizar tarefas mais “nobres” . Pergunto: Será que já podemos viver do ócio criativo como propôs Domênico de  Masi? Não creio, pois os trabalhos braçais como empacotar presentes, limpar e eliminar resíduos, maquiar, pentear, atender com cordialidade, fazer manutenção, cuidar de gente que vive cada vez mais são muitos, mesmo em plena era da informação e do conhecimento. E esses ofícios requerem pessoas bem qualificas e  dispostas a executá-los.

Mas um outro ponto importante a ser considerado é que estamos presenciando uma desqualificação educacional massiva e que está deixando o âmbito dos assuntos técnicos e está tendenciosamente caminhando para o incerto.

Nos anos 80, pesquisas indicaram que as escolhas prioritárias de carreira profissional das crianças eram o magistério, as finanças, a engenharia e a medicina. Parecia que as crianças queriam ser úteis socialmente. Já outra pesquisa feita mais recentemente, em 2008, revelou que as escolhas profissionais mais desejadas eram as de serem cantores famosos, jogadores de futebol, atrizes ou atores, ou até pior, chefes de quadrilhas ou traficantes. Notadamente são carreiras que chamam a atenção ou por algum fator do destino ou condição social, trazem algum alento financeiro ou torna a pessoa respeitável aos olhos da sociedade em que ela está inserida. Vejam o quanto é complexa a forma como as leis trabalhistas do país e a política social enfrentam esses problemas. Sempre a mão do Estado tentando controlar o incontrolável.

Certamente eu ficaria muito feliz em ver cada vez mais tarefas que são consideradas “não qualificadas” (e mesmo as mais qualificadas), se libertando do âmbito do emprego e que fossem amplamente transferidas aos autônomos sedentos para se desenvolverem. Seria uma relação nova, não mais entre empregados e patrões mas entre empresários com seus clientes. Esses profissionais teriam finalmente sua conquista pessoal. Abolir o emprego e substituí-lo pelo trabalho autônomo seria, ao meu ver, um grande passo no sentido de superar todos esses problemas sociais que muitos ainda insistem em jogar para o campo do coitadismo das minorias.

Com o crescimento dos cursos de má qualidade e da especialização de araque que foi ampliada pelo financiamento estatal (vide Dilma em seu debate eleitoral oferecendo Pronatec para uma economista desempregada de 50 anos), muitos alunos passaram a ganhar uma ajudinha do governo para “estudar”. Mas os estudantes, pela visão distorcida da realidade que recebera durante toda a vida escolar, não entendem que são apenas vitimas do Estado e não estão percebendo que estão sendo enganados, que estão sendo seduzidos pelo pensamento de que um diploma em Comunicação Social, por exemplo, é o único caminho para conseguir trabalho, ou que poderiam consertar o mundo com seus “estudos sobre o desarmamento ou sobre minorias desassistidas pelo Estado”.

Por isso, já que valores como família e religião são de livre escolha do cidadão, entendo que a educação também deveria ser absolutamente  de livre escolha, onde os alunos a busquem por si, a busquem por afinidade e desejo, que eles entendam o valor disso e que os professores não os doutrinem, mas provem verdadeiramente o que sabem. Precisamos de instituições fora do controle do Estado e que apenas dependam do financiamento dos que estão dispostos a adquirir o produto. Precisamos recolocar a educação de volta na esfera de valor da sociedade. Lógico que o Estado não quer esse movimento. Mas se faz necessário e urgente requalificar a sociedade como um todo, é isso que mudará o clima dos locais de trabalho e as suas relações sociais profundamente, pois estes locais contarão futuramente com mais pessoas orgulhosas e sabedoras de seus desejos e propósitos, estarão prontas em exercer suas tarefas e sinergicamente contribuirão para a criação de diversas outras profissões e diversas outras escolhas de vida, afinal, educar-se e estudar profundamente não trás apenas ascensão social, mas nos torna muito mais felizes.

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Onde estão os nossos Valores?

HealingOntem, um aluno me perguntou: “Professor, qual o dever do Estado?”  Esse foi um daqueles momentos em que o tempo para por alguns instantes e antes de eu entrar em “tela azul” e ter que reinicializar a conversa com outro assunto , respirei fundo e o encarei por alguns segundos buscando em algum lugar na minha memória, que já não é mais a mesma faz tempo, uma boa resposta, então, depois de alguns segundos de reflexão, respondi calmamente: “Pois é, meu caro, deveria ser o de proteger a sociedade civil de seus inimigos, externos e internos”. Isso ficou ecoando nos meus pensamentos por alguns instantes. Meu aluno olhou em minha direção sem entender direito o que eu estava querendo dizer. Acho que muitos jovens não faz ideia da crise de valores que estamos enfrentando. A partir dai iniciamos uma boa conversa sobre esse tema.

Comecei explicando que não podemos esperar que o Estado seja o provedor universal que, com seus tentáculos famintos, a tudo regula. Todos nós temos o direito de nos associarmos livre e autonomamente. Isso acontece somente quando os próprios cidadãos se mobilizam para isso. Essas mobilizações, expliquei, geram riqueza, e somente desta forma o Estado conseguirá redistribuir essa riqueza. A democracia é um sistema aparentemente frágil e vulnerável à obsessão socialista que sonha com a distribuição igualitária dessas riquezas. Mas quem cria essas riquezas quer ficar com parte dela.

Desde sempre, os homens estabeleceram valores em que sempre seria possível conquistar e confiar. Apesar dos movimentos sociais e de inúmeras outras novidades tecnológicas, ou desejos políticos, em que tudo isso, que de certa forma, ameaçava a destruição destes valores e costumes em que as sociedades confiavam, sempre pensamos em como preservar e proteger esses valores. Homens virtuosos podem proteger esses valores, mas o Estado não. Isso não pode ser um programa político. Não é um programa econômico. É como aprendemos: Valor e preço são coisas bem diferentes uma da outra. Amor e conhecimento não tem preço. Não se calcula o preço disso. Eu jamais trocaria o conhecimento ou amor por nada neste mundo, pois me importo em tê-los comigo para a eternidade.

Valores, surgem por meio das tradições, dos costumes e das instituições e por isso, temos que ter responsabilidades para com eles.  Uma instituição que é a primeira neste sentido é a religião. É ela que nos religa a Deus. Aqueles que perseguem a Igreja , por exemplo, gostariam de eliminar seu poder social e a propriedade. Seria até uma operação aparentemente simples. Mas os revolucionários querem na verdade dominar as almas que foram recrutadas pela Igreja. Vejo uma agenda onde muitos insistem em acabar com o celibato dos padres por exemplo. Muitos consideram a igreja, um inimigo do povo. pois ela cria uma esfera de valor e de autoridade que fica fora do alcance do Estado. Para um revolucionário, é necessário entrar nessa esfera e roubar sua mágica.

Atualmente, a Igreja desempenha um papel inegável na vida da sociedade, trazendo ideias do sagrado e do transcendental onde possibilita que nos associemos em costumes e tradições. Claro que em conflitos, o cidadão tem o dever de cidadão e isso é o que prevalece. Sim, essa é uma grande conquista da civilização cristã. Se manter fiel à visão cristã do destino humano ao mesmo tempo reconhecendo suas leis seculares. Não nos exigem uma obediência religiosa que se oponha a secular. Seguimos os primeiros e segundos mandamentos. Cristo foi quem nos ensinou isso. É um dever cristão obedece-los. Devemos olhar o mundo sob a perspectiva de amar o que encontramos, e só depois de internalizar isso, é que devemos partir para a ação.

A verdade é que as leis são instrumentos que nos ajudam a assumir o controle de nossas vidas, preenchendo nosso coração com o amor de Deus e o nosso mundo com o amor ao próximo. O amor ao próximo é um dever religioso e não exige a imposição de uma obediência religiosa. É para o estranho e para o amigo. Ajudamos o próximo quando suprimos as suas necessidades na adversidade, não importando se ele pertence à família, à fé ou à identidade étnica.

Apesar do cristianismo ter apresentado ao longo de sua historia uma parcela significativa de intolerância que é um subproduto regular da fé religiosa, não é ilógico perceber que somos pela ideia de liberdade religiosa que é como um dever cristão. Temos o dever de permitir que os outros sejam o que são sob o manto do amor ao próximo.

Quando a fé começa a declinar resta apenas uma casca política que se desenvolveu a partir dela. Mas muitos ainda querem uma vida espiritual que restou sob essa casca. O cristianismo proveu essa vida. O Islã, em sua forma atual, não consegue, pois sempre ameaça substituir uma lei secular por outra. Um lei que busca a irmandade e a partilha da submissão em vez da liberdade mutua.

Temos o direito de dar nosso testemunho de fé e isso é fundamental para a civilização ocidental. Temos o direito de declarar as nossas crenças sem ameaçar de violência aqueles que não as compartilham. Muitos fanáticos, por exemplo, os dos “direitos humanos”, questionam o direito de se usar uma cruz no local de trabalho, ou na sala de aula, de ensinar a moralidade cristã em assuntos de sexo e de vida familiar. Eles tem como alvo os cristãos, que, no todo, não fazem ameaças em nome de sua fé, ao contrário dos islamitas, que não reconhecem os direitos humanos, apenas um dever de obediência.

Texto baseado na obra “Como ser um conservador” de R. Scruton. pags 203 a 211.

A ditadura do politicamente correto

policitamente corretoEste fim de semana, após os terríveis acontecimentos em Paris, percebi o quanto nossa sociedade está completamente fora da realidade e dos fatos. Muita gente não quer entrar em contato com a realidade nua e crua e prefere ver o mundo sob a ótica do politicamente correto. Não se pode mais dizer a verdade de forma livre e espontânea, não podemos dizer o que é notadamente certo, sem sermos taxados de preconceituosos no mundo do politicamente correto.

Este mundo do politicamente correto foi criado para os idiotas. Na verdade o sistema em que estamos inseridos foi criado para nós, os idiotas. Ele foi criado por conta de um ideal globalista, onde um dia, quem sabe teremos apenas “cidadãos do mundo”. Fica claro que um sistema desses só funciona com idiotas como nós. Sem esses idiotas, esse sistema entra em colapso.

A Europa atual, por exemplo, é um continente do politicamente correto. O berço da civilização ocidental é formado hoje por pessoas sem atitude e que, de certa forma, toleram tudo. Falam da paz, mas não entendem bem o que isso significa e o que ela é de fato.

Na história da humanidade, vemos que para que a paz seja mantida, muitas vezes é necessário o uso da força e da guerra quando é preciso. E tem que ser pra valer. Si vis pacem, para bellum é um provérbio latino. Pode ser traduzido como: “se quer paz, prepare-se para a guerra” (geralmente interpretado como querendo dizer paz através da força — uma sociedade forte sendo menos apta a ser atacada por inimigos).

Atualmente, por exemplo, em nome de uma agenda cultural de gênero, não estamos mais criando homens com a atitude correta para enfrentar de frente essa profunda crise de identidade civilizacional. Na verdade, estamos criando seres sem identidade nenhuma. Se esses seres verdadeiramente se submeteram a essa cartilha, quando descobrirem o que são de verdade, poderá ser tarde de mais.

O que as nações cristãs têm que fazer contra seus inimigos é formar uma sociedade forte e menos vulnerável. Essas nações tem que mostrar o seu ponto de vista frente a eles e defender a paz acima de tudo. Nem que para isso seja necessário usar a força bruta sim. Qual seria o problema? Afinal, os nossos inimigos usam dessa prerrogativa. Os inimigos são capazes de qualquer coisa, pois eles não tem conduta moral. Basta uma rápida pesquisa na internet e você verá as barbáries.

Assim mesmo, nada se fala sobre isso. Muitos da imprensa ainda vitimizam esses homens sedentos por sangue cristão. Por isso, os tratam como coitados como se eles tivessem o direito de sair por ai explodindo tudo.

O ocidente está cometendo erros crassos armando seus inimigos. Agora a Europa viverá sob o clima de medo e tensão por muito tempo. Ora, cento e cinquenta pessoas foram mortas num piscar de olhos, e não foram mortas por bandidos comuns. A pergunta que fica é: de quem é a responsabilidade? O que a mídia está falando? Não fala nada diretamente. Fica apenas em cima do muro. Na verdade eles defendem o lado do politicamente correto. Essa é a agenda do politicamente correto, onde eles ficam do lado da criminalidade, bandidagem, de todas as porcarias de nossa sociedade atual. Ficam do lado das piores coisas. E “ai” de quem falar alguma coisa contra isso.

Senti na pele a ação desta agenda quando expus, em uma rede social, minhas opiniões sobre esse e outros assuntos de forma “politicamente incorreta” e percebi o quanto isso causa grande desconforto às pessoas. Comentam de forma educada, mas visivelmente contrariadas. Muitos, sem saber, intimidam aqueles que se opõem ao politicamente correto.

É óbvio que os Europeus foram ingênuos quando abriram as portas para os “refugiados” em nome do politicamente correto. Tenham certeza, agora bem instalados, esses “refugiados” começarão a mostrar a que vieram. Não dá pra negar que muitos que vieram fugindo do caos na Síria são gente de bem, mas mesmo assim, ainda não sabemos até que ponto eles se tornarão cristãos europeus guardiões dos nossos valores.

A população Europeia vem diminuindo ano a ano, mas agora com o aumento da população de refugiados, podem ter certeza, que esses níveis populacionais baseados em outras culturas irão aumentar novamente em pouco tempo. Esse atentado da última semana é apenas o começo de um conflito cultural que pode durar muito tempo. Imagens postadas em redes sociais, mostram ativistas islâmicos carregando cartazes onde se pode ler “Jesus é escravo de Alá” ou   “O Islã irá conquistar Roma” Veja as imagens aqui.  Bem, é justamente isso que eles irão fazer na Europa. Promoverão essas ideias malucas. Não quero aqui me colocar como um cristão conservador, estou apenas tentando tirar o véu que a imprensa deliberadamente coloca em nossos olhos. Temos que olhar para além disso de forma realista. Quando você consegue descortinar essas mentiras e começa a ver o mundo tal qual ele é, então você passa por preconceituoso. O politicamente correto nos deixa mais tolerantes. Quando o nazismo e o fascismo invadiu a Europa todos foram tolerantes. Quando o comunismo matou milhões nos calamos também, certo?

A nossa civilização ocidental, traz com ela, há pelo menos 20 séculos, valores inegociáveis. Entre eles a fé, a caridade, o amor ao próximo e o respeito mutuo. Nossa civilização é predominantemente pacifica o que não significa que deva ser pacifista. Foi por esses valores que invadimos a Normandia e milhares dos nossos morreram na praia, deram sua vida por estes valores. Por isso, não podemos ficar em cima do muro sentados sobre a conduta do politicamente correto. Pois assim, corremos o risco de, na hora H, termos que escolher entre uma fé que não é nossa ou uma cova, sem ter a chance de nos refugiar no gramado dos campos de futebol da vida.

Uma carta aos políticos “todos poderosos”…

fatimaDiante do que vocês estão fazendo, o que nos resta, a não ser esperar apenas por uma intervenção divina, pois a militar não virá para nos libertar. Devemos entender que o tempo corre e está contra todo mundo. Estamos perdidos, e o que faz com que todos nós nos percamos pelo caminho é apenas o medo de não conseguir dinheiro pra comprar o básico sem vender a alma a vocês.

Vocês vivem armando esquemas baseados na ilusão do paraíso terrestre e muitos, desta geração, que aprenderam a amar isso, continuam fingindo que ninguém criou o mundo. Mas, vocês são uns tolos, pois tudo tem um inicio, um começo, afinal não estaríamos aqui se não fosse assim. E é lógico que se começou terminará, sim, um dia terminará. Que Deus tenha pena de todos nós.

Todas essas ameaças que vocês fazem a quem se opõe a esse plano nefasto de perpetuação no poder é de uma desonestidade enorme, é a maldade humana personificada. Não tente nos enganar mais com o seu “canto da sereia”, afinal não foi Deus quem criou o pecado, mas aquele a quem vocês servem. Tenham certeza, a vingança divina chegará, seus vermes travestidos de reis.

O povo simples desta terra, jamais quis ser como vocês, nunca quiseram. Não precisamos disso. Aos poucos todos saberão o que é necessário saber, e daí, vocês verão o poder verdadeiro emanando do âmago do povo. Mas de verdade, tanto faz, pois o seu julgamento já está marcado e será em outro nível que não o terreno.

Vocês não pensam nas nossas crianças e continuam tirando todos os seus valores morais. Não ouvem seus clamores, o que elas fazem com as suas vozes suaves, não veem suas lágrimas. Prestem atenção apóstatas, vocês se esqueceram das escrituras e se afastaram da palavra.Vocês transformaram o vinho em água, o pão em poeira e os milagres de cura em eternas feridas abertas. O que era puro vocês corromperam e agora querem que todos , aqueles que te seguem ou não, sejam jogados no fogo do inferno junto com vocês.

Defendendo a nossa liberdade…

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Estamos vivendo em um estado mercadológico. Tudo é útil e está a venda. Tudo é distração fútil, temos nosso “soma para alegrar”.  Desta forma, vivendo assim, todos os vínculos sociais que estabelecemos um dia se enfraquecem. Nossa sociedade só poderá sobreviver a essa crise se puder contar com seu patriotismo. Sem isso, a ordem social ruirá diante do primeiro ataque. Na verdade já está ruindo. Estamos sendo atacados. Neste caso, a essa hora, muita gente esta lutando para garantir sua própria segurança, independente de seus semelhantes. Sempre foi assim nas história das civilizações. Vejam como foi nas grandes guerras. As nações e suas conexões com seu braço militar.

Recentemente, em uma discussão até certo ponto tola, em uma rede social, disseram que eu era um defensor do regime militar. Que apenas olhava para os ditadores sanguinários externos, tais como Stálin, Che entre outros e que me esquecia dos que aterrorizaram o país nos anos 60 e 70. Na verdade, eu vejo o exército como uma entidade que expressa uma ordem. Como está escrito em nossa bandeira. Na verdade, a raiz de tudo isso está na democracia que veio lá da Grécia, mais precisamente de Atenas. Ali o serviço militar era um dever do cidadão para defender sua pólis, única e exclusivamente. Isso jamais deveria ser usado como um instrumento político. Muitos tem aquela ideia espartana desse assunto. Pensam que o militarismo serve apenas para o estado exercer seu poder no sentido de subjugar a sociedade na paz e em tempos de guerra agir de forma impiedosa contra os cidadãos. Vamos esclarecer alguns pontos aqui:

  1. Os estados TOTALITÁRIOS do séc. XX (mais notadamente a Alemanha e URSS) tinham seus exércitos como a demonstração do poder estatal e não a expressão do vínculo afetivo com a sociedade.
  2. Os nazistas e os comunistas, usaram desta prerrogativa, ou seja, se valeram de seus exércitos contra as minorias.
  3. Impossível se esquecer das patéticas paradas militares da URSS mostrando todo seu poderio militar contra o ocidente ou dos soldados de Hitler em Munique, mostrando marchas, disciplina e a limpa consciência dos seus militares. Sim, eram um braço executivo desses governos totalitários e populistas.
  4. A sociedade civil deveria respeitar as instituições militares, assim como deveria respeitar o Estado.

Mas é claro que os militares que eu concebo, suas instituições, a disciplina, a pompa da vida militar e suas atribuições, é totalmente diferente do exemplos acima e exemplificadas por uma ditadura militar, assim como o trabalho em equipe é distinto da escravidão. Da mesma forma ocorre com as forças policiais. Ela também é ou pelo menos deveria ser, uma expressão da sociedade civil e dentro das suas comunidades locais, e suscetível às essas condições locais quanto às exigências do governo nacional. Quando eu era criança, me lembro bem, via os policiais como gente que nos protegia, resolvia os casos. Tinha tios e primos policiais que nos deixavam brincar nas rádio patrulhas ligando a sirene. Minha mãe sempre dizia: – Caso vocês se percam, procurem um policial que eles ajudarão vocês. Era algo normal e corriqueiro. Eu me lembro claramente quando um policial militar livrou minha casa de um cão hidrófobo. Eles restauravam o equilíbrio e orientavam a comunidade lá do meu bairro. Eram pacíficos.

Na verdade, eu concebo os militares como pessoas que servem para dar ênfase a uma verdade fundamental: Eles deveriam existir somente para libertar os indivíduos e não para controlá-los. Essa condição está do lado do cidadão e contra os que desejam subjugá-lo sem seu consentimento. – sejam os nossos políticos usurpadores ou criminosos comuns. É essa minha concepção de lei que constitui a base da política conservadora da civilização ocidental, e é isso que defendo hoje, defendo o que deve ser defendido contra as forças que se unem para a ela se opor.

Texto baseado na obra de R. Scruton – Como ser um conservador – Editora Record – Pags 199 a 202.

Ensinar não é educar

Library with a book ladder and lampRecentemente descobri o quão difícil é hoje em dia encontrar profissionais dispostos a aprender e prontos para contribuir de forma eficaz nos negócios em que estão envolvidos. Deixando o fator crise de lado, a falta de interesse no saber por parte de algumas pessoas com quem trabalho, me fez ter alguns problemas de desempenho nos resultados de minha empresa. Acredito que isso esteja relacionado com a baixíssima eficiência do ensino, que não é um fenômeno exclusivamente brasileiro. Um padre estudioso deste tema propôs, nos anos 70 do séc. XX, que para mudar esse quadro, seria necessário uma sociedade sem escolas (Ivan Illich – Sociedade sem Escolas. Trad. Lúcia M. Orth. Petropolis. Vozes 1895.). Neste trabalho, o autor resolve em parte este problema propondo realmente uma sociedade sem escolas e com um sistema de ensino flexível onde as artes liberais e os ofícios (Gramática, retórica e lógica, aritmética, música, geometria e astronomia) seriam a base do início dos estudos dos jovens. Mas sabemos que não há nada equivalente no mundo moderno. O interessante é que hoje no Brasil, depois de sequestrarmos as crianças de suas casas por pelo menos cinco horas por dia e gastarmos com elas um quarto do orçamento da união, descobrimos, oito anos depois, atônitos, que a maioria não sabe ler. E isto apesar de todos os esforços do governo das quais se esconde a bilionária incompetência pública.

A tese de Illich, que se baseia no fracasso educacional geral, é que o sistema de ensino não tem por objetivo realmente educar, mas somente distribuir socialmente os indivíduos, por meio do ritual dos diplomas e dos certificados. A escola formal, esta que o autor deseja suprimir, não é um meio de educação, mas um meio de “promoção” social, fato que as pessoas humildes revelam perceber quando insistem com os filhos: – Estudem, meninos, estudem…

Portanto, na maioria das vezes , contratamos profissionais com excelente ascensão escolar, mas com baixos índices de autonomia e educação.

Aqui percebemos a falsa equação entre ensino e educação. O sistema de ensino não produz educação, pois vive preocupado em produzir seus relatórios e documentos formais. A educação deveria ser buscada fora do sistema. Eventualmente, um professor ou outro, valendo-se da apatia do estado, dará aulas magistrais e de fato educará, contanto que seus alunos realmente queiram isso, o que, obviamente, não é sempre o caso.

Agora, atuando como professor de matemática cheguei a uma conclusão:

A capacidade de educar alguém é inversamente proporcional à oficialidade do ato e diretamente proporcional à liberdade de adesão do educando. Ou seja, a educação prospera mais quando é procurada livremente. Mas raramente acontece com os jovens alunos, principalmente no mundo hedonista de hoje.

Nós, brasileiros, padecemos deste mal, afinal fizemos parte deste sistema de ensino e que vem se degradando ano a ano e que nossos filhos, infelizmente, fazem parte. Mas nós aqui sabemos que sempre melhoramos nosso desempenho toda vez que procuramos livremente e por iniciativa própria o saber em uma área específica e o entendimento, por nós mesmos, dos problemas que nos cercam e como solucioná-los.

Com isso em mente, mas com o atual cenário educacional e de ensino, vejo que teremos algumas dificuldades em avançar em eficiência e qualidade nos produtos que produzimos e nos serviços que prestamos. Para avançar de verdade, precisamos educar as pessoas. Mas o caminho para mudar isso é longo, portanto, devemos começar já a entender, através de nós mesmos e dos nossos padrões de comportamento, o que podemos e devemos fazer para, aos poucos ir mudando esta dura realidade e para no futuro mudar definitivamente o destino do país.

Aborto! Por que sou contra?

tumblr_mbk68t1gWL1qzoucbo1_250Em primeiro lugar porque sou conservador, e nós conservadores, acreditamos que o papel do ser humano não é corrigir a natureza humana ou moldá-la como os revoltados de plantão querem. Eles que acham que sabem o que é o ideal para os seres que fazem suas escolhas de forma consciente. Nós conservadores, levamos muito a sério os seres humanos como pessoas íntegras e que tem o igual direito de proteção, direito a vida.

É como diz o conservador e escritor inglês R. Scruton : “Nós vivemos e pertencemos a um lar comum e ser conservador é levar a vida com vinculo afetivo, pois somos seres sentimentalmente ligados às coisas que amamos e desejamos proteger contra a decadência”.

É inconcebível, principalmente para pessoas como eu, ver como essa gente, até certo ponto bem articuladas e inteligentes, trata essa questão do aborto de uma forma banal e canalha. Tratam como se fosse qualquer coisa. Vejo o dia, caso legalizem essa prática, quando as mulheres chegarão ao salão de beleza e encontrarão a promoção do dia: “Faça sua unha e cabelo com a gente, aproveite e faça também seu teste de gravidez e, em caso positivo, você ganha um aborto com 50% de desconto na hora”. É assim que hoje muita gente trata essa questão.

Ora, pensem, essa não é uma mera questão física ou de saúde publica como disse um deputado de Brasilia, é uma questão primeiramente espiritual e depois ética. É simples entender que se legalizarem essa prática, a promiscuidade corrente correrá ainda mais solta, afinal, liberará muita gente de sua responsabilidade como seres humanos e com a preservação da vida. Será fácil e simples. Afinal, homens e mulheres irresponsáveis irão viver uma vida de prazeres, e sabedores de que poderão realizar o aborto em caso de algum problema, se entregarão à ode ao hedonismo. Assim, seguirão tranquilamente se esbaldando em uma esbórnia sem culpas durante a vida toda. Claro, será a nobre ação deste deputado em dar esta proteção àqueles que querem viver irresponsavelmente.

Muitos abortistas, vomitam aos quatro ventos suas opiniões sobre a crise ética que nossa sociedade vive e da corrupção que ela está enfrentado, falam da criminalidade e na proteção das minorias indefesas. Posam de bons moços. É muita cara de pau quando aparecem na TV falando de seu apoio à legalização do aborto. Essa prática, é algo tão anti ético e corrupto, criminoso e segregador quanto as opiniões que eles tanto abominam e acusam uma elite de fazê-los. Eu digo, são loucos completos, pois seres abjetos como esses são contraditórios em si mesmos. Eles são ausentes de caráter. Eles querem eximir as mulheres que engravidam de suas reais responsabilidades. Da mesma forma acontece com o homem fraco que também não assume essa responsabilidade e coloca como opção a sua parceira o aborto para resolver o “problema” que foi criado por ele mesmo. Para os homens que não são homens o suficiente e que não assumem sua cria, existem as merdas das leis, oras bolas.

Jamais podemos ir na direção da legalização do aborto, pois isso é a extrema banalização da vida. O ser humano não é uma coisa qualquer, não é farinha, ovos ou açúcar, nem bolo. Mulher grávida não é uma coisa qualquer. Não é um objeto. Objetos não mudam seu comportamento. Mas os seres humanos tem essa capacidade, o ser humano é ação e potência. Mudando o seu comportamento, sendo ético, criando valores e tendo virtudes, não será necessário legalizar tal prática. Porque com tais atitudes, gravidezes indesejadas não surgirão aos montes. Gravidez indesejada surge onde há o descuido do ser humano. E se isso acontecer, os envolvidos deverão arcar com a responsabilidade de seus atos e suas consequências.

Ouvindo os abortistas, a impressão que eu tenho é que eles colocam isso tudo no mesmo patamar da dieta, do salão de cabeleireiro ou do bronzeado na praia. Só isso. E o caráter, a ética, os valores que herdamos por séculos, para onde vão? Qual o valor do ser humano que defende ou pratica o aborto? Me respondam?

O que eu digo é que para responder a essas perguntas, devemos olhar para nosso mundo interior. Nosso mundo externo é o reflexo do nosso mundo interno. Aquilo que vemos materializado em nossa realidade é fruto de nossos atos, pensamentos e desejos mais profundos. Se uma gravidez indesejada acontece, é certo que ela é fruto dos atos de quem praticou sexo de forma descuidada. Se ela não acontece, não acontece o aborto. Entendam, a sociedade moderna está passando por um profundo processo de degradação moral. Estamos voltando ao primitivismo, da mesma forma que o marxismo imaginou para onde deveríamos voltar, mas foi a ética, a moral e os valores que nos tirou das trevas, nos tornou humanos e nos deu as famílias e seus legados. Mas esses movimentos culturais de esquerda estão destruindo os valores ocidentais construídos por mais de vinte séculos. Movimentos esses que lutam pela legalização das drogas, pelo aborto, pelo poliamor (putaria), e tem gente querendo vender o feto abortado para empresas que estão dispostas a comprá-los, vender suas partes para doação de órgãos e uso de células tronco, um total absurdo. É o ser humano querendo ser deus. Querendo mudar ou corrigir a natureza das coisas. O ser humano está se revoltando contra uma ordem divina e universal. Parece comandados por um “ser” que odeia a humanidade.

Aqui está a questão espiritual: Dar a vida humana como oferenda a este “ser” abominável. O mesmo “ser” que se rebelou contra a vontade de Deus, o mesmo “ser” que quer transformar esse mundo em um paraíso hedonista feito de escravos imbecilizados. O estado, seu comparsa, já está se mobilizando fortemente para isso. Ele fomenta essas discussões na sociedade, engana os incautos e será o primeiro a fornecer subsídios para a prática do aborto. O pior é que esse mesmo estado usará o dinheiro dos impostos do cidadão de bem para implantar isso no SUS.

Olhem só a loucura: o cidadão, com sua vida desregrada, teria a chancela do estado para realizar o aborto e, em uma hora mais ou menos, sairia do hospital livre do seu “problema” , voltando à sua porca vida sem nenhum sentimento de culpa ou arrependimento. Para que ter responsabilidade na vida, não é mesmo? Eles são os criminosos que matam e não querem ser presos, são os alunos que não estudam, mas querem passar de ano e são as mulheres que engravidam, mas não querem arcar com as consequências de uma gravidez. Sim, queremos abortar tudo que nos atrapalha nesta vida, fugindo dos “grilhões das responsabilidades”.

É neste ponto que mostro claramente porque sou contra o aborto, afinal como posso ser a favor de atos de pessoas que jogam suas responsabilidades na lata do lixo e servem a um propósito egoísta? Homens e mulheres devem arcar as consequências de seus atos com responsabilidade. Só teremos um mundo melhor para viver, se nós humanos nos reformarmos interiormente, sabermos quem nós somos de verdade, encarar nossos medos, inseguranças e fantasmas. Saber como lidar com a nossa finitude e entender a real importância da vida humana. Ignorar nosso lado espiritual só nos colocará no patamar mais fundo da existência. Mas ainda há esperança, pois devemos ter fé nessa mudança interior, afinal Deus odeia o pecado, mas ama profundamente os pecadores.