Masculinidade, o que está acontecendo com os homens?

supermouseE o rei Davi, em seu leito de morte, diz para seu filho Salomão:

– Eu me vou pelo caminho que segue toda a terra, se corajoso e porta-te como homem!

Quantas vezes eu ouvi de minha mãe e de meu pai essa admoestação:

-Seja homem, menino! Engole esse choro! Pare com isso.

Por que isso? Por que os pais falam ou deveriam falar isso para seus filhos homens?

Não dizem isso para suas filhas:

– Seja mulher menina!

Lógico, nenhuma mulher de verdade precisa se afirmar de sua feminilidade. Me parece que o substrato básico da humanidade é a feminilidade. Então, para que surja o homem é necessário um determinado esforço. Os meninos, quando embriões, que vivem toda sua gestação no ambiente feminino da mãe, precisará se esforçar biologicamente, pois o embrião é inicialmente feminino, mesmo quando sendo geneticamente um menino. E para nascer um menino, uma atividade química profunda acontece fisicamente. Psicologicamente os filhos são criados pela mãe, naturalmente, até uma certa idade. Somos mamíferos e vivemos do seio materno. Meninas vivem o mundo da mãe e não precisam sair dele. Os meninos precisam se afastar do ambiente da mãe, por isso nós homens precisamos nos esforçar para sermos Homens. Se não fizermos isso, viveremos no mundo feminino para sempre, seremos eternos afeminados. Ser mulher é ótimo. Sim. Mas para as mulheres. Ser Homem é uma condição espiritual, cultural. Isso vem de nossa herança Judaico Cristã. Em várias culturas existem o rito de passagem para a vida de homem. Temos que nos dar em sacrifício. Devemos sair do mundo feminino e nos sacrificar. Ser Homem é dar a vida pela suas mulheres. O homem é o que luta e tem valor, o Homem varonil.

Então como se faz um Homem?

A masculinidade se faz como uma tarefa, como um desafio, como uma longa viagem. Nós devemos nos fazer Homens. Devemos nos tornar Homens.

Recentemente, na Alemanha, mulheres foram brutalmente estupradas por “imigrantes” na cidade de Colônia. No início, a imprensa noticiou isso timidamente, mas diante da indignação de muita gente, mais detalhes deste crime começaram a ser divulgados. Com isso discussões acaloradas sobre as motivações e diferenças culturais começaram a ser travadas.

O que mais surpreendeu foi a reação do homens europeus. Houve uma manifestação na Holanda onde os homens vestiram minissaias em protesto contra esse ataque sexual em massa. “Nossa, agora os agressores se sensibilizarão e não vão mais atacar as mulheres Europeias que usam mini saias” eles devem ter pensado.

Foi isso que décadas de ativismo feminista conseguiu. Esse foi o resultado nefasto desta política ignóbil que tornou o homem, não só o Europeu, em um ser afeminado incapaz de proteger e defender suas mulheres.

Os homens estão deixando de lado a virilidade, honra, coragem, coisas úteis para proteger suas mulheres e sua cultura. A situação é grave e isso se tornou mais evidente ainda quando papa escondeu do líder iraniano as pirocas das estátuas com medo de ofende-lo. Fazendo isso, o papa, com seu “bom mocismo”, baixou as calças do ocidente para o líder iraniano literalmente.

Foi o que disse uma jornalista Dinamarquesa, sim uma mulher europeia, esta semana:

– Que mensagens estamos , então, mandando para os agressores de outras culturas que não respeitam mulheres? A resposta é: Que os homens Europeus agem como mulheres. Isso mostra que não temos homens e poder para lutar contra os agressores.

Sim, uma mulher europeia esta dizendo isso. E ela diz mais:

– Isso está também relacionado com os políticos europeus que são fracos. São como as mamães que acolhem, protegem, são inclusivos e nos dizem como devemos respeitar refugiados e outras culturas. Claro que devemos ajudar quem necessita. Mas os europeus não estão sabendo lidar com essa onda de estupros e terrorismo. A cultura está afeminada. Muitos homens europeus foram educados para serem e pensarem como mulheres e ter mentalidade dócil.

E onde foi parar a virtude heroica masculina?

Perdeu-se no desbalanceamento entre o feminino e masculino. A nossa cultura precisa do equilíbrio entre o poder masculino e feminino. Mas agora o poder masculino se foi e podemos ver aí as consequências disso.

O Homem é o que luta, que defende sua família contra o inimigo, que entra na batalha. É este que deve ser criado. E o Homem deve fazer isso sacrificando o seu próprio ser.

São as histórias tradicionais da nossa civilização que nos ensina isso. Histórias de bravura. Do homem que resgata a sua princesa das mãos dos tiranos.

Hoje em dia não vemos mais homens virtuosos, de valores, capazes de ficar em pé e lutar de verdade contra esses agressores. Vemos apenas umas mocinhas assustadas protestando de minissaias.

Não reajam, eles nos dizem, deixe que levem tudo!

Eu sou o macho protetor sim. E ensino meus filhos a o serem também. Afinal, quando criança eu admirava o super Mouse que salvava sua doce amada das mãos de gatos tiranos, eu adorava brincar de capa e espada onde eu, em meus sonhos, cortava ao meio todos aqueles que ousassem invadir meus castelos imaginários. E ai daquele que tentar invadir meu castelo hoje, será expulso à base de muito estampidos de pólvora nada imaginários.

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Que a força esteja com vocês…

the_dark_side_by_eddieholly-d8866ixQuando comecei a escrever meus textos aqui neste espaço chamado “Na metade do caminho” tinha a intenção de mostrar meus passos em direção à mudança provocada pela busca do auto conhecimento. Não sei se estou sendo bem sucedido nisso, espero que sim. Bem, mas a única coisa que eu sei é que foi nesse processo eu percebi o quão conservador eu sou, coisa que eu já desconfiava, mas antes eu tinha vergonha em admitir. Descobri também que durante toda minha vida eu fora enganado. Eu sabia que havia algo profundamente errado em minha vida, mas não sabia o que era. Foram anos de luta contra meus antagonistas internos, simplesmente porque eu achava que meus inimigos estavam do lado de fora do meu ser. Um luta comigo mesmo e que geralmente eu saia derrotado sem entender o porque das coisas serem do jeito que eram. Na verdade, colocando uma visão maniqueísta neste tema, era a luta do bem contra o mal dentro do meu universo interior.

O processo de auto conhecimento pelo qual passei me mostrou isso claramente, mas não fora o suficiente para esclarecer o quanto eu  havia sido enganado, programado e idiotizado e deixado minha parte má, o medo, o lado negro, dominar parte do meu ser por quase 40 anos da minha vida.

Ontem, levei minha família para ver o filme do momento: Star Wars – O Despertar da Força. Não tenho dúvidas em afirmar que foi um dos filmes mais espetaculares que eu vi nos últimos tempos. Pelo menos para mim que sou nerd de carteirinha. Algumas cenas tiveram o poder de me emocionar profundamente. (Não posso deixar de citar aqui o fato de que ontem mesmo eu estava também muito sensibilizado pela perda de uma querida amiga que participou comigo deste processo de auto conhecimento e isso também contribuiu para que eu me sentisse muito mais emocionado ainda.)

Antes de entrarmos na sala de projeção, conversei com meus filhos sobre a primeira vez que vi o primeiro filme dessa série ( que é o quarto cronologicamente falando) em 1977 quando eu estava com 14 anos de idade. Disse para eles que saí do cinema leve, sonhando em pilotar uma X-wing Starfighter, em ser o copiloto do Han Solo em sua Millennium Falcon, em salvar a princesa Leia do Jabba malvadão . Falei sobre o sabre de luz e sobre o Darth Vader e o mundo épico criado por George Lucas. Os olhos deles brilhavam e ficaram loucos para chegar logo a hora do filme começar.

Esse filme retrata, logicamente, a luta do bem contra o mal. O mal é retratado pela cor vermelha do sabre de luz do vilão (aqui, qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência). Essa luta do bem contra o mal é extremamente interessante pois tipifica a realidade. Se observarmos bem, vivemos essa luta aqui na nossa realidade, tanto no nosso mundo interno, quanto no nosso mundo externo. Só que na nossa realidade o mal está demoniacamente disfarçado e do qual estamos sujeitos desde o nosso nascimento.

Envolvido pela espetacular trilha sonora do John Williams, pude claramente fazer uma imersão no universo do filme e me vi no papel do personagem Finn. Ele despertou. Saiu de seu isolamento, saiu de sua desumanização provocada pelo império que o doutrinou, ainda criança, para transforma-lo em um soldado Stromtrooper. Ele, inicialmente se rebelou, mas não sabia o que fazer, nem como fazer para se reconciliar com o passado e resolver o que já havia feito de errado. Achava que fugindo resolveria seus problemas. Mas, sem clichês, foi justamente enfrentando seus medos que ele os superou.

Nossa luta contra o lado negro da força é constante. São centenas de situações cotidianas e pequenos detalhes que nos fazem vencer ou perder essa luta. Além dos padrões comportamentais que herdamos dos nossos pais e que levamos conosco por toda a vida, temos ainda que enfrentar o mal disfarçado do mundo real, que não se mostra claramente como o Darth Vader, mas que mente e te engana fazendo pose de bom moço e transformando você em um Stromtrooper sem que você saiba disso.

No filme, existe a figura dos heróis, homens virtuosos e mulheres de verdade que não se vitimizam, mas lutam. Sentem medo, sente-se desprotegidas quando seus homens se ferem ou morrem, mas não desistem. A mulher é muito bem representada pela protagonista Daisy Ridley (Ray). Ela, hesita em abandonar o planeta Jakku por crer que os pais que a abandonaram voltarão um dia.

No planeta Jakku, a posse de armas era proibida e com isso as tropas do império dizimou facilmente a população indefesa.

Meus filhos entenderam isso e saíram do cinema fingindo serem o Finn, o Han Solo, ou o piloto da X-Wing. Me disseram que queriam um sabre de luz azul para nos defender do mal e resgatar a mocinha Ray da mão do vilão. Muitos homens morreram nessa luta épica criada no filme, mas em nossa luta diária muitos também morrem, mortos por uma força oculta muito mais maléfica que a do império.

No final, fiquei feliz em saber que os Jedi sobrevivem. Que a força Jedi ainda está com eles. Por isso, peço que não desanimem diante do lado negro. Busquem sempre a verdade, encontrem seu mestre Yoda, busquem no fundo do seu ser a força para superar suas dores e seus medos em 2016.

E o que eu aprendi diante de tudo isso?

Aprendi que não devemos ter a pretensão de controlar tudo. Na nossa realidade, os objetos não vem até nós apenas com a força do pensamento, mas com certeza com a atitude certa, com fé e esperança você entenderá o poder que a força tem de trazer o que a vida tem de mais valioso: O amor.

Então, que a força esteja com vocês!!