Saia de casa e vá ver um belo Jardim enquanto é tempo!

jardimEu sou apenas um simples professor de matemática que entende um pouco de música em busca do saber e não um crítico de arte. Desde o primeiro dia que resolvi escrever aqui neste blog sobre meu processo de auto conhecimento, tinha dúvidas sobre se eu estava realmente tendo sucesso nessa empreitada pessoal. Meu objetivo aqui era apenas dar vazão aos meus pensamentos sobre tudo o que eu via e não entendia em minha volta. Mas depois de hoje, percebi que não tenho mais motivos para duvidar sobre o sucesso da minha empreitada pessoal.

      Há alguns anos, mais precisamente na páscoa de 2013, estava conversando com meu irmão sobre a situação execrável de nossa política e sobre como nossa sociedade havia chegado quase ao fundo do poço, falávamos sobre o risco que corríamos em perder tudo de admirável que havíamos construído até então, nossos valores, nossas famílias. Naquele dia ele me disse:

“- Irmão, você tem que ver as palestras, ver o vídeos do Olavo, o homem é muito bom”.

       Naquela semana, entrei no youtube e assisti horas e horas de vídeos, comprei vários livros do professor Olavo de Carvalho, entre eles O Jardim das Aflições” e desde então, comecei a entender o motivo das minhas aflições pessoais.  Não pense que me livrei destas aflições depois disso, apenas as entendi. Apenas percebi que teria que estudar como jamais havia estudado antes se quisesse entender a realidade que me cercava.

      Pois bem, hoje foi um dia muito especial. Hoje foi o dia em que fui ao cinema ver finalmente o documentário O Jardim das Aflições do competente diretor Josias Teófilo, que conta o percurso biográfico, a rotina e o pensamento deste filósofo brasileiro chamado Olavo de Carvalho.

       Escolhemos a sala Kinoplex Vila Olimpia.  Apenas um pequeno detalhe: O homem responsável pela projeção errou feio quando começou a passar de um tal de Amor.com no lugar do Jardim. Algumas pessoas ficaram atônitas. Na hora eu perguntei para minha esposa:

“- Erramos de sala?!”

       Imediatamente saí do meu lugar e seguido por uma dezena de espectadores, fomos reclamar com o responsável sobre aquele erro tosco. Além disso, por algum problema no projetor, o filme não ficou tão bem enquadrado naquela tela enorme.

      Acredito que muitas pessoas devem ter ouvido falar deste filme/documentário de que ele “não deveria existir” ou sei lá. Coisa de gente invejosa. Gente que fala isso, sempre nega até sua feiura quando olha para o espelho. Esse documentário foi tratado por essa gente como um filme perigoso. Incrivelmente dito por diversos diretores e cineastas brasileiros e, depois de eu ver o filme, ficou claro a razão dessa reação.

      Detalhes à parte, o filme é de uma qualidade ímpar. A trilha sonora me impressionou, eu que sempre critiquei a qualidade do som do cinema nacional, garanto que a trilha sonora é de  extremo bom gosto. A música dá um contraponto extremamente agradável à narrativa. O bandoneon e depois o clarinete, que aparece graciosamente, e dá um tom tristonho e nostálgico em algumas cenas (sim, lembra o tema do Poderoso Chefão, pois esse usa a linha melódica mesma sinfonia #1 de Sibelius), te remete ao seu eu interior e ao mesmo tempo leva a você a pensar sobre si mesmo, enquanto espera as próximas falas do professor Olavo, que está sempre calmo e preciso em seu pensamento.

      A fotografia usa uma paleta de cores equilibrada e que evolui em tons quentes, que é muito confortável, agradável e combina perfeitamente com a narrativa do documentário. Parece que você está lá naquela casa no estado da Virginia nos EUA ouvindo o professor falar exclusivamente para você.

      Só esses dois pontos que coloquei aqui já seriam o suficiente para despertar a inveja e a ira de vários diretores de cinema que, mesmo sem ter visto o filme, morrem de inveja e vergonha  de si mesmos quando sabem que este documentário foi produzido com recursos vindo de processos de “crowdfunding”.

      Mas o que mais me emocionou neste filme foi o seu conteúdo. O momento em que o professor Olavo dispara seu rifle é o momento que você acorda para a realidade e toda a narrativa começa. Ver aquela família simples, cheia de vida e amor é como ver todas as famílias simples deste Brasil, sua fé e seus valores.

      Outra coisa que me emocionou foi ver o quanto minha esposa se identificou com a proposta do Olavo sobre a transcendência filosófica, com trechos sobre a consciência individual e a herança psíquica que recebemos dos nossos antepassados e a finitude humana. Isso mostra que estamos alinhados no pensamento filosófico. Só isso já alivia minhas aflições profundamente.

       Quando o filme terminou, fiquei por alguns segundos esperando por mais, mas tive que aceitar que o filme já havia terminado, e me contentei em ficar ali sentado para ver os nomes de algumas pessoas conhecidas subindo nos créditos: Mauro Ventura, Rodney Eloi…

       Agora, depois de uma dura caminhada pela vida para saber mais sobre mim, fecho um ciclo depois desse filme e com isso acabo entendo muita coisa. Entendo minhas aflições e as aflições alheias, entendo que estou tendo relativo sucesso em minha empreitada pessoal na busca pelo auto conhecimento, por outro lado entendo o motivo de tanta gente não querer que você veja este filme, pois esse filme é realmente muito bom.

      Esses seres sem personalidade que o boicotaram são os seres irracionais que dormem, são os que vivem sonhando com suas utopias vãs, e um filme desses os ameaçam e os fazem ver que é hora de acordar para vomitar para se livrarem seus venenos que destroem suas almas, esse filme os fazem parar para pensar em suas miseráveis e porcas vidas. E todos sabemos que somente a pura arte real é que tem esse poder, que é de nos fazer acordar, pensar, refletir sobre nós mesmos!

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Um comentário sobre “Saia de casa e vá ver um belo Jardim enquanto é tempo!

  1. Helio Fittipaldi junho 5, 2017 / 12:21 pm

    Legal Cesar !! Vou tentar assistir !! Ví que só fica em cartaz neste cinema até dia 7 de junho…uma pena.

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