A proposital idiotização de alunos e o soco na cara da sociedade como prêmio.

Dees_DumbQuando vejo escolas depredadas, professores sendo espancados e humilhados por pequenos psicopatas, estudantes indisciplinados, drogados, idiotizados e com baixo índice de aprendizado nas escolas pelo país, não me espanto. Entendo que os responsáveis por isso são os educadores e pedagogos formados nos últimos cinquenta anos e que são adeptos da pedagogia do oprimido. Eles estão sendo engolidos pelos monstros que eles próprios criaram. É o feitiço se virando contra o feiticeiro.

No lado da família, sei também o que ocorre e não me espanto, pois muitos pais estão terceirizando a educação o ensino e estão usando escolas como depósito de filhos mimados, indisciplinados e vitimistas. Muitos pais e professores são reféns desse séquito de estudantes desrespeitosos, sonolentos e muitas vezes sem propósito na vida. Sim, os professores, por conta de sua formação superficial e que também foram doutrinados pelo método Paulo Freire, perderam sua de autoridade e muitas vezes não sabem lidar com o contraditório, doutrinam também os alunos de foma velada a se rebelarem contra uma sociedade “burguesa” etérea.

Por isso, sou adepto de uma sociedade sem escolas. Penso que só deveria procurar o saber quem realmente deseja o conhecimento genuíno, conhecimento tal que levarão os estudantes às artes liberais de excelência. Pode parecer cruel, mas penso que todos os outros, que não estão nem aí para aprender algo academicamente sério e mais profundo, deveriam procurar apenas seguir suas vocações de oficio, se forem corajosos. Procurar os respectivos mestres de ofício e aprender suas profissões desejadas com eles. Deveriam se especializar em suas vocações de ofício para serem os melhores em sua área. O resto que não quer nada com nada e pensam em apenas a passar de ano, poderiam entrar nas escolas padronizadas do Estado por sua conta e risco.

Ser professor é um oficio sério, é um dom que recebemos e que não pode ser usado para propósitos mesquinhos ou ideológicos. Isso é um sacrilégio, pois destrói com o futuro de pessoas incautas se não for bem ministrado.

Ser aluno também é algo muito sério e que exige disciplina e respeito à autoridade do professor por parte dos estudantes. Afinal, os mestres sérios e não doutrinados conhecem bem os segredos da vida que jovens estudantes ainda não conhecem.

Não podemos obrigar que jovens estudem em um sistema padronizado e pasteurizado à beira da falência que temos hoje. Isso é um erro. Estudar não é apenas um direito de todos e sim um dever pessoal, um chamamento. Na verdade, não são todos que desejam saber algo além de suas vontades básicas. Ninguém deveria ser obrigado a entender as complexidades das línguas, da álgebra, estudos de geografia global, astronomia, música, arquitetura, modelamento matemático algébrico ou química, muito menos se não tem interesse nesses assuntos.

Um país não precisa que 100% de seus habitantes sejam médicos ou engenheiros, jornalistas ou físicos nucleares. Não são todos que precisam ou querem ir para as universidades. O país precisa é de gente que ama o que faz, entende as suas escolhas e não se vitimize diante da realidade fria e cruel da vida.

Ler e escrever é algo que pode ser aprendido de forma rápida e indolor, não precisa de grandes teorias para isso, não precisa de alfabetização socializante, basta a professora saber as técnicas de alfabetização certas e pronto. Todos podem ser alfabetizados de forma correta e sem traumas, tanto em língua portuguesa, quanto em matemática. Matérias básicas para entender muita coisa dessa vida.

Agora, ler de verdade para se tornar mais inteligente ainda é algo que exige tempo, dedicação e vontade do ser, não se aprende a ser mais inteligente apenas com a beligerância de educadores a cada erro dos estudantes. Por isso, cada um tem seu tempo para aprender e crescer. Aprender de verdade exige perseverança, luta, força para vencer os obstáculos. A vida é assim!

O Estado não tem que se meter a fundo nisso, ele apenas deveria dar uma boa infraestrutura e bons equipamentos para que o processo comece. Pagamos anualmente muitos impostos e já que não tem jeito mesmo, devemos cobrar do governo ações para que façam sua parte minimamente sem nos atrapalhar. Só isso. 

Mestres mal remunerados, salas de aula e escolas feias, pichadas e desmotivadoras, professores desrespeitados e também desmotivados, é o que temos hoje. A maioria dos professores de todos os níveis são militantes ideológicos esquerdistas sem o compromisso real com a docência e o saber e ensinar verdadeiros. São esses militantes que idiotizam os jovens estudantes.

Por isso, sou inteiramente adepto ao homeschooling, onde as famílias, até certo nível, educariam e ensinariam seus filhos em casa, longe destes militantes, justamente com os melhores mestres disponíveis: que são eles mesmos. E eventualmente chamar alguns e especialistas que respeitassem seus valores, princípios e conceitos familiares. Só que, com o nível de formação intelectual e cultural de grande parte da população e a falta de tempo de pais e responsáveis, nos dias de hoje, isso é praticamente impossível, portanto, esse modelo moderno de ensino, poderia ser liberado sim, mas poucos teriam competência e tempo para isso.

De qualquer forma, sou contra a doutrinação ideológica em qualquer grau, não creio na igualdade de condições humanas, pois cada um tem um nível de entendimento das coisas da vida, não creio em professores justiceiros socialistas e defensores da “mãe terra” e que não aceitam a expor a transcendência da vida a seus alunos, mas que expõe aos estudantes apenas sua visão limitada do mundo, entre outras inutilidades acadêmicas inócuas. Um exemplo é o incentivo de leitura de livros que nada tem a ver com os grande clássicos da literatura ocidental. Não acredito no método Paulo Freire de pedagogia, o que muitos aplicam tentando fazer deste senhor o maior pedagogo que já existiu no planeta, o elevaram a patrono da educação, mas que dizia frases incompreensíveis e ilógicas que não tem aplicação prática alguma na vida real.

Entendo que cada ser é único e não pode ser ensinado de forma padrão como a que existe hoje, como uma linha de produção que usa a forma “construtivista social” como matéria prima e que é limitada ao próprio mundo do estudante. Basta ver os resultados e você verá que isso o leva a não entender a realidade tal qual ela é. Basta olhar para si mesmo e você verá que também não entende. É o tipo de pedagogia que faz o estudante apenas repetir sem pensar todos aqueles conceitos falaciosos de igualdade de um coletivo amorfo e sem alma.

Biologia é biologia, física é física, matemática é matemática, língua portuguesa é língua portuguesa. É necessário estudar com afinco junto com um professor competente cada uma dessas matérias caso o estudante engajado queria aprender seus segredos. É assim que tem que ser. E nada que digam os que querem definitivamente nos emburrecer, mudará minha visão disso tudo.

O que muda o status social de uma pessoa são suas próprias ações e não a inação e o vitimismo. Não adianta esperar por cotas ou pelo Estado para ajudar com que o estudante avance em seu nível intelectual, salvo raras exceções. É necessário que o estudante saiba que é preciso vir dele a vontade pelo saber. É preciso que ele saiba que estudar em uma universidade não é o passaporte para a felicidade ou um gordo contracheque no final do mês após a formatura.

E os estudantes tem que saber que, se escolherem o caminho do estudo, terão que ser disciplinados o suficiente se quiserem vencer essa etapa na vida. Se cometerem deslizes, como o de agredir colegas e mestres, não poderão receber uma carta de indulgencia por isso. É assim que tem que ser.

Eu tenho dois filhos pequenos e ensino cada um deles de forma totalmente diferente, pois eles são diferentes um do outro. Eu e minha esposa ajudamos nossos filhos todos os dias com os deveres e tiramos todas as dúvidas deles. Nossos filhos sabem que nós somos seus educadores e que temos valores e princípios pétreos que regem nossa vida em família e a nossa vida em sociedade. Eles entendem que os professores em sala de aula na escola são seus mestres e devem ser respeitados. E cada um deles estão aprendendo a amar o conhecimento de forma diferente e estão felizes ao modo deles. Assim, aprendem e entendem o mundo ao redor deles e estão percebendo que, se quiserem evoluir, devem ser disciplinados e seguir com rigor nossos conselhos.

Sim, eu educo meus filhos com rigor. Exigimos o respeito deles e damos nosso respeito a eles. Se, por acaso, algum dia, eles cometerem algum tipo de desvio nos desrespeitando ou a algum mestre, por pior que esse profissional seja, serão imediatamente punidos com rigor para entenderem que só se aprende alguma coisa nessa vida, quando se respeita quem sabe um pouco mais que nós.

* César Manieri (54),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.

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