Uma farsa, não dura 2017 anos.

blog A páscoa passou já faz algum tempo. O Natal já está chegando e, para mim, a renovação da fé tem que ser diária, mas também acontece todas as vezes que assisto a filmes relacionados à paixão de Cristo. Este ano não será diferente. Vou assistir. Todas as vezes me emociono profundamente, derramo lágrimas por encarar o amor em seu estado mais puro. Como a maioria dos brasileiros, nasci no seio de uma família católica. Íamos a missa aos domingos e, orgulhosos, fizemos a primeira comunhão na igreja do bairro.

    Porém, na adolescência, me fizeram acreditar que toda essa história cristã era uma farsa. Uma invencionice para te oprimir. Tá certo. Como um tolo eu acreditei. Depois, vieram com uma tal de Teologia da Libertação dizendo que Cristo era pelo social, e me venderam como uma solução final e inclusiva de sei lá o que, e foi aí então que trouxeram gente muito desafinada para cantar na igreja. E isso, de certa forma, me incomodou muito.

    Mais tarde, por conta de minha formação acadêmica fui inclinado a não acreditar em qualquer o tipo de “milagre” e meu pensamento ficou bem crítico com relação às coisas espirituais. Tempos depois, me preocupei com todo o tipo de “energia” positiva e negativa deste planeta, mas novamente, influenciado pela ciência, percebi que essas tais “energias” poderiam ser facilmente refutadas pela lógica.

    A única coisa que, em minha mente, jamais consegui descartar, foi a vida de Cristo. Um fato real incontestável que aconteceu neste mundo. Mesmo lendo livros como “O homem que se tornou Deus” , de Gerald Messadié, que explicava que os milagres de Jesus eram uma falácia, onde o autor dizia que isso era apenas uma coisa simples de quem tinha um conhecimento maior da ciência na época, não deixei de crer nos milagres de Jesus. Mesmo estudando Nietzsche e sua abolição dos ídolos, jamais deixei de pensar sobre o milagre da ressurreição. Primeiro o de Lázaro e depois do próprio Cristo. Apenas esses dois milagres fizeram toda a diferença em minha vida. Pois são os mais incríveis.

    Entretanto, depois da morte de meu pai e de meu irmão fiquei muito cético novamente. Depois de todos os corpos mortos de gente querida que carreguei, fiquei mais amargo. Foi somente após o nascimento de meus filhos, entendi o que significa transcendência e o infinito amor de Deus, mas sem sentir por inteiro isso. Só depois deles, entendi a história dos meus pais e entendi a mim mesmo, meu comportamento na vida e percebi, depois disso o quanto precisava evoluir espiritualmente.

    Muitas páscoas e natais se passaram desde então, até eu sentir verdadeiramente e, de novo, a realidade de Deus neste mundo.  Ter nascido em uma família cristã, não foi o que fez a diferença, apesar de ter ajudado, mas foi a minha própria revelação e entendimento de estar contido na razão e no coração de Deus que me trouxe de volta. Percebi que Deus não é algo separado de seus filhos. Não é um senhorzinho barbudo que, sentado em um trono rodeado de anjos, fica atirando raios mortais sobre a terra, justamente sobre aqueles que erram ou pecam. Deus não nos observa como uma criança que observa peixes em um aquário e joga um punhado de comida dia sim dia não, e escolhe qual peixe deve tirar ou não do aquário.

    Acho que é por tudo isso que tenho visto ultimamente uma modinha em ser revolucionário em tudo que é assunto. Tem alguns colegas que insistem em achar que a terra é plana, que há uma cúpula, um domo, sobre nossas cabeças que seguram uma massa de água que protege o plano, então, por isso, outros sustentam a ideia de que por conta dessa premissa, o homem não foi até a lua pois a nave bateria no domo, que a ciência moderna é uma farsa, que a Nasa é isso ou que é aquilo ( logo escreverei sobre o que penso disso). Ora, mas nada disso realmente importa. Sério. Isso parece até uma revolução cultural e cientifica às avessas. E tudo que é revolucionário nesse nível me amedronta e me remete ao senhor de todas as revoluções. Afinal, como disse Santo Agostinho: “O demônio trabalha sem repouso para perder-te, e tu tanto te descuidas?”

    Percebo que inventam a mentira de que os homens não podem ser felizes enquanto não melhorarem a sociedade e, assim, abastecem o egoísmo, que é o combustível das futuras revoluções. Isso é que eu chamo geração “Ódio do bem”. Essa geração que tem na mente apenas revoluções, desintegração, caos. Mas não percebem que tudo isso é um aviso de que estão errados, de que os seus sonhos têm sido vãos e perversos. Pois é, em vez de construtores, tornamo-nos destruidores – revolucionários, portanto.

É como diz meu mentor S. Covey: “Primeiro o mais importante”. E o que importa é o que nos transcende. O que importa é o que é eterno. O Projetista do universo é o que importa. E não podemos nos descuidar do que é mais importante.

   Como cristão, estou observando, já faz algum tempo, um forte movimento de desconstrução de valores que, em mais de dois mil anos, se mantém firmes e fortes como que por milagre. E realmente é um milagre diante de todas as maluquices que estamos vendo por aí. Todas as vezes que vejo sexualização de crianças, gente casando com objetos ou animais, trans isso ou aquilo, até trans-humanismo, para cada vez mais se afastar da realidade da vida. Devido a tudo isso, fico cada vez mais firme na fé em Cristo e em seus ensinamentos. Mas não pense que isso é fácil. Na verdade exige auto controle e auto conhecimento bem afiados.

      Lá na igreja, no dia da primeira comunhão do meu filho, duas moças se pegavam amorosamente durante missa. Então pensei: “- Isso sim é revolucionário, além de ser uma mera provocação ideológica”. Pensei em reclamar. E vai reclamar com as meninas pra ver o que acontece.

        Mas por que fazem isso? Ora, bastava as moças terem ido a igreja, respeitosamente, numa boa, e depois da missa, voltarem para sua alcova conjugal e, privadamente, desfrutarem de seus corpos como bem entenderem. Sim, tudo em volta parece ser apenas devastação moral, ética, religiosa – mesmo quando tal degradação pode estar confinada à política e a uma parcela da sociedade.

     Então, eu é que me pego fazendo sempre a mesma pergunta: Puxa vida, quem quer acabar com a cultura judaico-cristã milenar criando tanto relativismo revolucionário? Quem quer destruir a igreja que sustenta toda uma civilização. Quem quer destruir mais de cinco mil anos de história da humanidade? Quem tem interesse em destronar Deus? Ah! Mas tudo é uma farsa mesmo! – muitos devem pensar. Mas uma simples farsa não duraria 2017 anos.

    Mas em cima da verdade, criaram mentiras. Hoje existem as “contra-Igreja”, elas existem aos milhões espalhadas pelo mundo afora relativizando a ação humana, elas são um pequeno pedaço ridículo da Igreja de Cristo, podem até ser muito parecidas, mas todas são às avessas, esvaziadas de seu conteúdo divino. Muitos as aceitam de bom grado. Afinal, elas dizem que Jesus foi “o maior homem da história”, que todo tipo de amor é válido e ponto final.

     O meu argumento a favor do cristianismo é que: “felizmente, muitos homens têm-se dado conta de que suas misérias e angústias, suas guerras e revoluções, aumentam quanto mais negam a verdade de Cristo. Porque o mal se destrói a si mesmo; só o bem é capaz de perdurar.”

    Peço que, neste Natal, todos nós façamos uma reflexão sobre nós mesmos, sobre o papel de Jesus em nossas vidas e nossos atos. Pensemos sobre nossas ações neste mundo efêmero, sobre o que realmente é importante em nossa vida, quais são nossas fortalezas e principalmente nossas fraquezas e o que fizemos do pouco tempo que nos foi dado neste planeta em prol do próximo e de nós mesmos. Porque, no final, a única coisa que nos restará, será uma conversa íntima e individual entre nós e Deus, nosso Pai, e dessa conversa, por sorte, ninguém escapará.

* César Manieri (54),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.

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Naquele tempo…

Reproduzo aqui, um pedaço do livro que estou escrevendo.

Nele, em terceira pessoa, eu conto fragmentos de histórias que ocorreram na minha infância. Muitos destes fragmentos são bem reais, outros, pura ficção. Aqui conto um pequeno trecho de uma história que passei na minha infância. A narrativa está em terceira pessoa. A história se passa na periferia de SP no fim dos anos 60 início dos anos 70.

ZefiroHenrique a olhou nos olhos profundamente e ela correspondeu. Um arrepio percorreu todo seu corpo. Sentiu vontade de abraçá-la e beijá-la ali mesmo. Ficou nervoso, excitado e sua saliva engrossou. Ele, apesar de um pouco mais novo, era ligeiramente mais alto que ela. Acabou por desviar o olhar, abaixou o rosto e mirou os sapatos pretos envernizados de Cristina.

– Essa história está me matando, mas tenho que seguir com isso. Vou achar uma saída, talvez eu me atrase, talvez eu saia no meio do evento de amanhã lá na escola, não sei. – disse isso segurando suavemente os braços de Cristina que se deixou ser tocada por ele e ela se aproximou ligeiramente do rosto do amigo, o suficiente para que ele sentisse seu suave perfume juvenil.

Os dois novamente se olharam. Cristina percebeu a falta de jeito do rapaz, mas notou certa coragem nele. Ela sabia que Henrique não era mais um menino e que ele logo se transformaria em um bom homem e ela sabia muito bem que esta história o estava mudando definitivamente.

– Quer ir comigo? – perguntou Henrique olhando novamente nos olhos de Cristina.

– Não sei, não sei. – Cristina então olha para o chão e relutante responde – Meu pai vive de olho em mim, vai ser complicado com certeza.

– Bem, vou pensar em um jeito de fazer isso acontecer, pode acreditar, vou falar com o Nelson. – disse Henrique mais confiante que nunca.

Eles andaram mais um pouco pela rua empoeirada e alcançaram o entroncamento da Rua Dois com a Rua Três, quase em frente à casa da Senhora Keller, a professora de piano. Ela se afastou um pouco esperando pela despedida. Ele a beijou no rosto. Cristina fechou os olhos para receber aquele beijo simples e quando abriu novamente os olhos percebeu que ele já olhava dentro de seus olhos castanhos de maneira terna, suave e que demonstravam para ela um desejo quase que sem controle. Ele dizia em pensamento que a amava e que desejava ficar ao lado dela para sempre, mas que ainda não estava pronto como um homem de verdade. “- Espero que ela leia meus pensamentos e que me entenda” – pensou Henrique enquanto se afastava vagarosamente.

Cristina desceu a rua em direção a sua casa e Henrique seguiu seu caminho ainda com as pernas trêmulas por ter ficado tão próximo da garota que amava. Pensava que deveria tê-la beijado na boca. “- E se ela me rejeitasse?”, ele pensou. Ele sabia que tinha feito a coisa certa, mas sua insegurança de menino ainda era forte dentro dele. “Será que ela entendeu?” Seus pensamentos começavam atormentá-lo. Ao mesmo tempo em que estava feliz, começava a se preocupar com o que a menina estava pensando sobre ele. Não conseguia raciocinar decentemente. Pensava no terror de ser pego pelo bedel da escola, que era o pai de Cristina, ele com os olhos fixos sobre os dois. Sentia medo deles sendo pegos se beijando nos fundos da escola.

No final daquela tarde, Henrique resolveu dar uma passada lá no campinho de futebol. Deu uma volta no terreno baldio e viu onde Nelson, Vandi, Mauro e outros moleques estavam. Juntavam madeira para fazer uma fogueira. O campinho estava uma bagunça e cheio de lixo. Pedaços de jornal, folhas de caderno amarrotadas que seriam, provavelmente, usadas na fogueira, algumas garrafas de tubaína sem rótulo e todo tipo de material descartado que estava espalhado por todo o canto. Quando viram o Henrique, eles acenaram com as mãos.

– Vem cá, Magrão – disse Nelson acenando rapidamente – Corre moleque!!

Henrique ergueu a mão esquerda respondendo sem muito entusiasmo, fez sinal para esperarem um pouco e parou fingindo amarrar os sapatos para pensar no que dizer para aqueles moleques. Logo depois, se levantou e caminhou na direção deles já com algumas ideias na cabeça.

– Oi pessoal? – disse Henrique cabisbaixo e emendou –  E ai Nelson. Beleza? – E cumprimentou seu amigo com certa frieza.

– Saca só Magrão, alegre-se homem, veja só o que temos aqui, chega mais! – disse Nelson mostrando para Henrique uma revista com desenhos que pareciam mais um gibi em preto e branco com desenhos toscos e uma outra pequena revista com fotos coloridas.

Henrique se aproximou surpreso e percebeu fotos e desenhos que jamais ele havia imaginado existir. Ficou paralisado por uns instantes. Mulheres nuas se exibindo frontal e lascivamente para homens também nus. Em uma das páginas pode ler o que o desenho de uma mulher nua dizia:

“- Como é que é rapaz? Vai ficar aí me olhando o tempo todo? Vamos lá, tire a roupa!”

Henrique foi despertado de sua ausência por um cutucão.

– Diretamente da Suécia cara, coisa fina! – murmurou Xavier com seu sotaque castelhano inconfundível.

-E olha só esse gibi aqui, diretamente aqui do Brasil, o sacana do Zéfiro, o catequista. – disse outro moleque, mostrando os desenhos do gibi com um homem e uma mulher para Henrique. O moleque ria tanto que Henrique notou os vãos dos dentes de leite que haviam acabado de cair e outros dentes permanentes já apodrecidos pelas cáries e os seus cacos.

– Caramba Nelson, que merda nojenta é essa? – exclamou Henrique que, com nojo, cuspiu no chão uma grossa saliva que insistia em se formar na sua boca. Ele ficou mais surpreso ainda quando viraram a página e ele viu uma foto de um casal em uma posição muito estranha e outra com uma mulher, com uma maquiagem forçada e carregada. Henrique demorou alguns segundos para entender o que se passava.

A molecada ria alto enquanto Henrique sentia-se enjoado vendo aquelas fotos, vendo aquelas mulheres fazendo coisas que ele sequer imaginava serem possíveis.

Henrique procurou disfarçar seu nojo e indignação, afinal, muitas vezes na escola já tinha ouvido algumas pessoas dizerem que aquelas relações eram normais para mulheres modernas e livres, e que nada mais poderia ser considerado uma aberração. Ele pensou que deveria já ter se acostumado com isso e sua condição de homem, mas seu estomago insistia em virar sem controle.

– Vão também tocar fogo nisso? – Disse Henrique um pouco trêmulo e ansioso.

– Você está louco seu maricas! – disse Maurinho rindo. Só depois de vermos tudo o que tem aqui. Precisamos descolar algumas páginas grudadas. – quando ele disse isso, a molecada riu alto.

Nelson notou que Henrique precisava falar com ele e pediu pra molecada esconder a revista e acender a fogueira para assar umas batatas.

– Diga meu velho, que bicho te mordeu? – perguntou Nelson.

Henrique cuspiu novamente a saliva grossa que se acumulara em sua boca por causa do desconforto que as fotos provocaram nele.

– Vamos até aquele banco ali, disse ele. – Preciso te contar uma história.

Eles foram até o banco tosco de madeira ali perto e se sentaram. Os moleques, guardaram as revistas e continuaram na tarefa de acender a fogueira com os pedaços de papel e uma caixa de fósforos um pouco úmida. Outros moleques ainda estavam rindo do que viram nas revistas de sexo.

– Sabe o Vitor? O repetente lá da escola? – perguntou sem entusiasmo esperando ver a reação de Nelson.

– Sim. O que ele quer? – respondeu Nelson meio curioso.

– Então, mataram um camarada dele no Rio de Janeiro. Uma briga de estudantes com a polícia. Sei lá. Ele foi pra lá. Ele estava transtornado e disse que era um garoto “gente boa” mesmo! – Henrique empalideceu enquanto dizia essas palavras.

– E o que eu tenho a ver com isso? E você? Você sabe quem é o maluco que morreu? – perguntou Nelson desconfiado.

– Bem, não, mas ele está organizando alguma coisa com a turma dele. Falou que precisa recrutar gente para lutar pela causa, luta de classes. Olha Nelson, não sei bem o que ele quer. Mas ele pediu para encontrar o Nego Du no bar do seu Miraldo no Sábado. Pediu para falar com ele e combinar, mas sei que é você que tem contato com ele.

– Porra Henrique, que merda cara! – E esse Vitor? Ele pensa que é o que, heim? O Nego Du é gente da pesada. É um ladrão e não revolucionário. – disse Nelson quase gaguejando. – Se a gente for pego na subversão a gente se fode de todos os lados.

Henrique não imaginava que Nelson saberia algo sobre essas palavras, o cara era um tosco, como ele dizia aquelas palavras até então só eram ouvidas pelo seu pai no “Reporter Esso”, essas coisas eram totalmente novas pra moleques como eles, mesmo assim ele continuou.

– Eles moram na mesma vila Nelson. Eles se conhecem. O problema é que o Vitor foi pro Rio e só volta na sexta. Me leva até lá, daí eu marco esse encontro e tá tudo resolvido.

Nelson sabia que era um risco procurar Nego Du e se meter com os Galileias. Ele desconfiava que Henrique estava apenas pensando em mais uma “aventura”.

– Moleque, você não é dessa laia, você tem que tomar cuidado. Olha, a gente vai, mas fique sabendo que não me responsabilizo se você cagar nas calças. – disse Nelson rindo.

– Agora vamos terminar de ver as Suecas safadas e o Zéfiro e seu catecismo…

Nelson foi até a fogueira e se juntou aos outros moleques que pegaram novamente as tais revistas. Henrique ficou atrás e esperou Nelson se virar.

– Quando? – perguntou Henrique nervosamente.

– Amanhã no fim da tarde. Esteja aqui. – respondeu Nelson, depois se virando para ajeitar as batatas na brasa da fogueira.

Henrique se afastou do local, ainda enjoado por ter visto o que viu nas revistas. Voltou para casa pensando em Cristina, pensando na inocência dela, na infantilidade dele por não saber lidar com revistas de sexo explicito, ainda mais em imaginar como seria entrar no território dos temidos Galiléias e lidar com aquela realidade cruel…

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Trecho do Livro: Naqueles Tempos – pags. 32 e 33

Autor: * César Manieri (54),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.