O sentido da vida…

AulaNas últimas semanas tomei contato com uma nova realidade. Meu médico me pediu pra fazer junto com exames de rotina, alguns outros diferentes do usual. Ele me explicou que era importante homens da minha idade pesquisar mais sobre a saúde. Eu fiquei apreensivo e ele disse friamente que deveria mesmo ficar assim, mas não com medo, pois ele já havia salvado vidas por descobrir doenças graves e silenciosas em homens com mais de 50 anos. Isso me deixou realmente apreensivo. Bem, todos os dias recebemos notícias de que a expectativa de vida do brasileiro está aumentando. Isso deve ser verdade, pois minha mãe está com 83 e leva uma vida extremamente ativa e saudável, apenas com algumas dores típicas de senhoras idosas. Espero ter herdado essa força vital que ela tem.

Eu ainda me sinto um jovem senhor (afirmo que estou com a saúde em ordem). Pelo menos, me sinto assim por dentro e procuro deixar a ansiedade que esta fase da vida causa meio de lado. Mas os sinais do tempo sobre meu corpo estão por aqui. Eles estão a todo momento me alertando para a inexorável finitude da vida. Às vezes penso que estou enfartando, mas logo percebo, feliz, que são apenas gases. Mesmo assim, não esmoreço. Aos 54 anos de idade já fiz uma pós graduação e um curso de fotografia, aos 55 terminei um curso técnico e estou em vias de terminar uma nova graduação e quem sabe concluir um programa de mestrado. Acabei de ganhar uma bolsa de iniciação cientifica de uma universidade aqui de São Paulo para realizar uma pesquisa em Educação. Dou aulas e espero conseguir um cargo de professor em alguma faculdade ou escola.

Acontece que, para o mercado de trabalho, depois dos 50 anos somos considerados velhos, depois dos 60 imprestáveis. A vida é assim. Quando somos jovens, imortais. Quando somos velhos, sucata. Se a expectativa de vida está aumentando, ou nos reinventamos, ou teremos um exército de idosos inundando o sistema de saúde estatal. Seremos aquele gado velho que fica ruminando sem parar a grama rala do pasto.

Percebi isso ontem quando fui levar meus filhos para fazer exames de sangue de rotina. Fomos a um laboratório confortável do convênio onde nos atenderam muito bem e de forma rápida e eficiente. Sorte a minha por possuir um convênio médico. Graças a Deus. Depois de ganharmos um desejum grátis, fomos até um posto de saúde estatal vacinar um do meninos. Lá, vi muitos idosos esperando sentados em cadeiras com um olhar desalentador clamando por atendimento. Muitos estavam ali havia muito tempo, tremendo de fome. Não arredavam o pé daquele lugar fétido. Estavam resilientes demais para desistirem da empreitada de serem atendidos por um médico cubano. Fiquei neste lugar por uma hora para descobrir que a tal vacina estava em falta. Graças a Deus.

Envelhecer em um país socialista como o nosso é um risco muito alto. Veja, no mundo perfeito dos socialistas não existe velhos, nem doenças. Não existe crianças, nem bebes. Apenas jovens dinâmicos e descolados fumando maconha em um mundo hedonista perfeitinho.

Se não temos empregos para todos, muito menos para os mais anosos. Empresários querem os jovens dinâmicos maconheiros super experientes formados nas universidades federais pelos seus professores revolucionários. Na verdade querem esses caras que aceitam tudo e nada ao mesmo tempo.

E se o empresário tivesse um pensamento diferente? Ele iria ver que esses profissionais seniores com mais de 50 podem agregar conhecimento adquirido por vários anos. Bom, isso seria verdade se vivêssemos em um país capitalista. Mas não vivemos. O que homens com mais de 50 anos precisam é de uma oportunidade, coisa que o socialismo não oferece.

Empresários honestos, neste cenário, pensam apenas em sobreviver. Pensam em vencer o peso do Estado socialista em suas costas. Pensam em diminuir custos. Homens com mais de 50 são mais comprometidos, mas custam muito caro. Não aceitam calados determinadas tolices de seus pares. E, principalmente, ficam doentes.

Um pai de um aluno me perguntou por que eu resolvera mudar de carreira profissional aos 52 anos? “Loucura!” ele me disse. “É mais fácil esperar a aposentadoria”, ele completou. É, pode ser. Afinal, nesta fase da vida a relatividade do tempo faz todo o sentido. A correnteza do nosso rio da vida é mais veloz perto da cachoeira. Eu disse a ele que eu pensei em mudar depois que havia descoberto o sentido da vida. Disse que quando somos jovens esperamos o mundo nos dar tudo que queremos e precisamos. Disse que descobri que quando somos jovens, somos tolos. E só os tolos esperam algo deste mundo. O tempo me deu um pouco mais de sabedoria para entender que estamos aqui apenas para nos doar. Estamos aqui para dar ao mundo o que ele verdadeiramente precisa e não ao contrário. É como uma frase que meu irmão mais novo disse antes de morrer tão jovem: “As pessoas precisam de amor. O mundo precisa de muito amor.” Quer maior sentido para sua vida que esse? E você achando que era construir uma carreira bem sucedida em uma multinacional.

* César Manieri (55),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e “Educação Clássica” . É autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.

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A Guerra da Narrativa. Quem ganha?

bandidoVocê quer saber? De nada adianta ficar indignado quando um magistrado sem escrúpulos tenta libertar um criminoso, um crápula da prisão. De nada adianta você ficar se questionando o quão sortudos nós somos por termos do nosso lado um juiz honesto e que não se deixou levar pela pressão técnica de seus colegas de toga vermelha.

A pergunta que devemos nos fazer é: Qual a razão destas pessoas fazerem essas manobras jurídicas para tentar soltar um criminoso verdadeiramente comprovado? Todo mundo sabe que ele cometeu crimes de corrupção e de lesa pátria. Ele foi condenado em todas as instâncias e não poderá ser solto e muito menos concorrer a uma eleição. Por que temos juízes assim? Por que a imprensa, a todo custo, ainda apresenta pesquisas eleitorais com o nome de um criminoso como candidato? Como foi que chegamos a este estado de insegurança jurídica que nos deixa à beira do caos e do abismo?

Respondo a vocês com um fato que presenciei há algumas semanas em uma universidade que visitei. Por força de minha pesquisa acadêmica na área da educação, fui entrevistar alguns professores. Neste dia, descobri que muitos alunos que ali estudam para serem advogados, professores, sociólogos, jornalistas, etc., são suportados por organizações criminosas e por seus pares, os partidos políticos. Sim, os partidos de esquerda também formam seus exércitos com o mesmo “modus operandi”, ou seja,  dando amplo acesso às universidades, aos cursos superiores dos mais variados, pagando a mensalidade destes cursos aos seus militantes. Os cursos mais desejados por eles são os de humanas. Mais especificamente a área do direito, jornalismo e as licenciaturas. Isso vem sendo feito há mais de meio século. Eles sabem muito bem que um país se muda pela educação. Se é assim, então, que seja uma educação com a narrativa deles.

De certa forma, penso isso ser uma manobra de muita perspicácia. Isso mostra que existe uma estratégia, existe ação e coordenação destas pessoas para atingirem seus objetivos. Vejam, todas as cabeças pensantes da esquerda: Artistas, políticos e intelectuais, sabem muito bem o que estão fazendo. Os criminosos e traficantes também. Ele se juntam e fazem acordos. Todos tem o mesmo objetivo: Validar suas ações criminosas através da política e da alteração das leis. Primeiro, eles querem se perpetuar no poder. Depois, eles querem é destruir tudo que temos para construir algo no lugar, que nem eles sabem bem o que seria. Ou imaginam: Quem sabe uma “República Popular Democrática do Brasil”.

Os representantes da esquerda sabiam que jamais soltariam o seu bandido de estimação, o líder ungido. Mesmo assim, inundaram suas redes sociais com discursos dos mais diversos. Se mostraram confiantes e alegres com a possível libertação. Depois, se mostraram indignados, quando a manobra deu “errado”,  dizendo que não o soltaram para que ele não concorresse as eleições presidenciais que se aproximam. Assim, eles passam para o mundo inteiro a narrativa que seu líder é um preso político e não um criminoso comum. Infelizmente é isso. Mais um ponto para eles.

Quando resolvi abandonar as redes sociais para agir concretamente no mundo real indo estudar na universidade, percebi que se quisermos ganhar a guerra de narrativas, devemos seguir os passos que esses criminosos e psicopatas vem desenvolvendo há séculos. Devemos ocupar espaços. Para ganhar batalhas é necessário estratégias bem elaboradas. Precisamos de homens corajosos. Precisamos parar de postar memes infantis na internet. Vamos apoiar projetos e pessoas que realmente querem e podem expurgar o país destes criminosos. Vamos entrar nas escolas e universidades, vamos formar nossos exércitos da mesma forma que eles fazem. Mas tenham em mente uma coisa importante: Isso poderá levar décadas. É uma guerra e como toda a guerra haverá baixas. Afinal, você poderá morrer sem ver o fruto desta luta. Não tenha a ilusão que os resultados desejados virão de noite para o dia.

Hoje, quem domina a narrativa são a gente da esquerda em todas as suas matizes. São fanáticos e o comunismo é a religião deles. Essas pessoas lutam para descriminalizar as drogas, o aborto, querem desarmar a população para depois subjuga-la, querem destruir nossa cultura, querem matar os que tem fé e querem destruir a noção da transcendência.

O Brasil não aguentará nem mais um ano, quanto mais uma ou duas décadas deste comunismo velado em que vivemos. Ou nós iniciamos a retomada da narrativa agora ou nossos filhos e netos serão inevitavelmente os soldados dos líderes supremos da União das Repúblicas Socialistas da America Latina, a pátria grande sul americana.

Portanto, a pergunta que fica é: O senhor, que se diz um conservador, está disposto a pagar cursos sérios de educação clássica, está disposto a educar de verdade os nossos futuros soldados, está mesmo disposto a entrar nessa guerra?

* César Manieri (55),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e “Educação Clássica” . É autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.