A Guerra da Narrativa. Quem ganha?

bandidoVocê quer saber? De nada adianta ficar indignado quando um magistrado sem escrúpulos tenta libertar um criminoso, um crápula da prisão. De nada adianta você ficar se questionando o quão sortudos nós somos por termos do nosso lado um juiz honesto e que não se deixou levar pela pressão técnica de seus colegas de toga vermelha.

A pergunta que devemos nos fazer é: Qual a razão destas pessoas fazerem essas manobras jurídicas para tentar soltar um criminoso verdadeiramente comprovado? Todo mundo sabe que ele cometeu crimes de corrupção e de lesa pátria. Ele foi condenado em todas as instâncias e não poderá ser solto e muito menos concorrer a uma eleição. Por que temos juízes assim? Por que a imprensa, a todo custo, ainda apresenta pesquisas eleitorais com o nome de um criminoso como candidato? Como foi que chegamos a este estado de insegurança jurídica que nos deixa à beira do caos e do abismo?

Respondo a vocês com um fato que presenciei há algumas semanas em uma universidade que visitei. Por força de minha pesquisa acadêmica na área da educação, fui entrevistar alguns professores. Neste dia, descobri que muitos alunos que ali estudam para serem advogados, professores, sociólogos, jornalistas, etc., são suportados por organizações criminosas e por seus pares, os partidos políticos. Sim, os partidos de esquerda também formam seus exércitos com o mesmo “modus operandi”, ou seja,  dando amplo acesso às universidades, aos cursos superiores dos mais variados, pagando a mensalidade destes cursos aos seus militantes. Os cursos mais desejados por eles são os de humanas. Mais especificamente a área do direito, jornalismo e as licenciaturas. Isso vem sendo feito há mais de meio século. Eles sabem muito bem que um país se muda pela educação. Se é assim, então, que seja uma educação com a narrativa deles.

De certa forma, penso isso ser uma manobra de muita perspicácia. Isso mostra que existe uma estratégia, existe ação e coordenação destas pessoas para atingirem seus objetivos. Vejam, todas as cabeças pensantes da esquerda: Artistas, políticos e intelectuais, sabem muito bem o que estão fazendo. Os criminosos e traficantes também. Ele se juntam e fazem acordos. Todos tem o mesmo objetivo: Validar suas ações criminosas através da política e da alteração das leis. Primeiro, eles querem se perpetuar no poder. Depois, eles querem é destruir tudo que temos para construir algo no lugar, que nem eles sabem bem o que seria. Ou imaginam: Quem sabe uma “República Popular Democrática do Brasil”.

Os representantes da esquerda sabiam que jamais soltariam o seu bandido de estimação, o líder ungido. Mesmo assim, inundaram suas redes sociais com discursos dos mais diversos. Se mostraram confiantes e alegres com a possível libertação. Depois, se mostraram indignados, quando a manobra deu “errado”,  dizendo que não o soltaram para que ele não concorresse as eleições presidenciais que se aproximam. Assim, eles passam para o mundo inteiro a narrativa que seu líder é um preso político e não um criminoso comum. Infelizmente é isso. Mais um ponto para eles.

Quando resolvi abandonar as redes sociais para agir concretamente no mundo real indo estudar na universidade, percebi que se quisermos ganhar a guerra de narrativas, devemos seguir os passos que esses criminosos e psicopatas vem desenvolvendo há séculos. Devemos ocupar espaços. Para ganhar batalhas é necessário estratégias bem elaboradas. Precisamos de homens corajosos. Precisamos parar de postar memes infantis na internet. Vamos apoiar projetos e pessoas que realmente querem e podem expurgar o país destes criminosos. Vamos entrar nas escolas e universidades, vamos formar nossos exércitos da mesma forma que eles fazem. Mas tenham em mente uma coisa importante: Isso poderá levar décadas. É uma guerra e como toda a guerra haverá baixas. Afinal, você poderá morrer sem ver o fruto desta luta. Não tenha a ilusão que os resultados desejados virão de noite para o dia.

Hoje, quem domina a narrativa são a gente da esquerda em todas as suas matizes. São fanáticos e o comunismo é a religião deles. Essas pessoas lutam para descriminalizar as drogas, o aborto, querem desarmar a população para depois subjuga-la, querem destruir nossa cultura, querem matar os que tem fé e querem destruir a noção da transcendência.

O Brasil não aguentará nem mais um ano, quanto mais uma ou duas décadas deste comunismo velado em que vivemos. Ou nós iniciamos a retomada da narrativa agora ou nossos filhos e netos serão inevitavelmente os soldados dos líderes supremos da União das Repúblicas Socialistas da America Latina, a pátria grande sul americana.

Portanto, a pergunta que fica é: O senhor, que se diz um conservador, está disposto a pagar cursos sérios de educação clássica, está disposto a educar de verdade os nossos futuros soldados, está mesmo disposto a entrar nessa guerra?

* César Manieri (55),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e “Educação Clássica” . É autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.

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3 comentários sobre “A Guerra da Narrativa. Quem ganha?

  1. Sergio garcia setembro 18, 2018 / 11:15 am

    Concordo com vc César precisamos agir ou seremos engulhidos e afundados pelo caos que esses grupos marginais de esquerda tem e estão implantando como uma sexta na cabeça do nosso futuro lavando e manipulando as informações e os conceitos para eles, nosso futuro virarem homens bomba por isso que devemos continuar em está recuperação mesmo que leve anos ou nunca veremos o sol nacer

  2. Jean Trips julho 17, 2018 / 4:01 am

    Oi César, concordo com você naquilo que você expõe neste seu texto de narrativa, somente quero acrescentar algo que na minha visão merece ser visto e que de certo modo se situa num andar inferior, ou seja, mais um nível mais elementar.

    Porque o Brasil é como é? Fiquei deduzindo conclusões pegando carona nos acontecimentos das últimas décadas no Oriente Médio. Vimos a merda que resultou dos americanos derrubar Saddam Hussein; era para o país ficar livre de um ditador sangrento, e ficou muitas vezes pior. É lamentável, mas não resta a admitir que ele mantinha a necessária ordem no chiqueiro, se era ruim com ele, sem ele ficou pior. Ou seja, não é como fugir do fato que a condição deste povo exigia um ditador sangrento.
    A experiência da Primavera Árabe resultou em outra decepção; a gente achando que estes países se transformariam em modernas democracias, ou pelo menos que haveria um viés para tal, mas nada disso se concretizou.
    Então cheguei a conclusão óbvia que para constituir uma democracia não basta haver uma vontade para tal, é necessário existir condições mínimas de desenvolvimento da população para poder implementá-la com sucesso.

    Para mim ficou claro, algo que é obvio, apesar da gente não enxergar isso de cara, que uma população precisa passar por um processo evolutivo de amadurecimento. Este processo que em algum ponto alcançará a democracia. Todos os países hoje democráticos passaram por um processo evolutivo. E a evolução não parará com a democracia, hoje já se discute sistemas melhores como talvez a epistocracia.

    Agora olhando para o Brasil, temos um ex-presidente preso por corrupção de um partido que, por motivos de incompetência em combinação com desonestidade, ambos em alto grau, mergulhou o país na pior recessão da sua história. E mesmo assim, este presidiário é o escolhido, o preferido do povo para ser o próximo presidente.
    Nem é preciso olhar quaisquer outras sequelas, somente este fato basta para chegar à conclusão que o país não tem uma população que possuiu o grau de maturidade necessário para poder viver sob uma democracia. Aqui também não há como escapar desta constatação.
    Aí, não tem solução, não é possível exigir de um adolescente construir um castelo. E nem sequer é culpa dele, é um processo de amadurecimento.

    A conclusão nua e crua é que o Brasil é um país em desenvolvimento que ainda não chegou a uma maturidade que permite uma democracia.
    1. O povo não sabe votar – e ai não adianta ficar dizendo que é preciso votar para pessoas melhores etc. porque é necessária uma educação mínima que não está disponível.
    2. No vácuo se instalaram os aproveitadores que construíram um reino contendo uma nova aristocracia que tomou conta, veja no que esta republica se tornou depois que cessou a ditadura, completo fiasco. Uma população desenvolvida evitaria isso, mas na realidade é pior, ela é fruto do povo, é o que o provo conseguiu gerar. Obviamente esta aristocracia não vão deixar se destronar tão fácil assim, tomaram medidas necessárias para assegurar as suas posições. A pior bastilha foi construída pelo Poder jurídico, nem com voto pode ser atingida.
    3. E last but not least, paralelamente, o crime organizado se aproveita desta inoperatividade, e está se tornando uma força que em muitas áreas já está mais efetiva do que o aparato policial.

    Aos poucos a vaca está indo para o brejo.
    Como evitar isso, como limpar as entranhas dos 3 Poderes podres e acabar com as mazelas introduzidas e que se acumularam na administração pública?

    • Cesar Manieri julho 18, 2018 / 3:27 pm

      Ola Jean, como vai meu amigo? Sua reflexão está certa. Penso que precisaremos de muitas décadas para avançar. Para romper com esse modelo nefasto que hoje se apresenta, precisamos educar as novas gerações. Caberá aos nossos filhos e as futuras gerações empreender esse esforço de recolocar as coisas novamente em ordem. Na universidade, vejo a dificuldade que é romper com barrerias que foram implantadas na mente de professores e estudantes. Mas, aos poucos, estamos juntando forças para irmos tomando os espaços que hoje estão totalmente ocupados por pessoas que efetivamente estão destruindo tudo de bom e valoroso que levamos séculos para construir.

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