Inteligência Artificial

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Cena 1

Um homem está digitando nervosamente números no seu celular, e após uma quase infinita lista de opções de serviços oferecidos pela empresa de telefonia, ele consegue contato:

Homem: Alô?

Homem: (pensando) Finalmente alguém me atendeu…que desgraça esse atendimento…

Voz Feminina: Alô, aqui é a Bia, em que posso ajudar, senhor?

Homem: Gostaria de fazer uma reclamação…

Voz Feminina:  Digite seu CPF para que eu possa saber se o senhor é o senhor mesmo…

Homem (já irritado): Foi a primeira coisa que eu digitei, minha senhora.

Voz Feminina: Digite seu CPF para que eu possa saber se o senhor é o senhor mesmo…

O homem novamente digita seu CPF apertando nervosamente os números.

Voz Feminina: Pronto, já sabemos quem você é. Em que posso ajudar, senhor José?

Homem: Gostaria de fazer uma reclamação. Eu paguei todas as faturas, mas meu telefone ainda está bloqueado.

Voz Feminina: Senhor, diga o numero de seu telefone pausadamente por favor.

Homem (irritadiço) : Vocês já pediram isso lá atrás, pelo amor de… Deus…98765432

Voz Feminina: Senhor deus, peço que aguarde um minuto…

O homem espera por 3 minutos.

Homem: Alô!?

Voz Feminina: Desculpe a demora senhor deus, o numero 98765432…  não consta em nossos arquivos.

Homem: Que saco!!!

Voz Feminina: Senhor deus, o senhor disse saco? Não entendo esse verbete, diga novamente o numero de seu telefone pausadamente, por favor.

Homem (sem disfarçar sua raiva): Bia é o seu nome?

Voz Feminina: Sim, senhor!

Homem: Quero falar com seu diretor.

Voz Feminina: Eu posso ajudá-lo senhor. Me diga, qual seu problema de forma exata? Só assim posso escalar o assunto,  mas preciso antes verificar a minha diretriz o que devo fazer.

Homem (vermelho de ódio) : Você é desumana dona Bia? Quero falar com uma pessoa mais humana do que você.

Voz Feminina: Minha diretriz diz que o senhor está sendo politicamente incorreto comigo e que esse linguajar não pode ser utilizado, isso fere a minha integridade e a dignidade da empresa.

Homem (explodindo de raiva): Um ser humano, eu quero falar com um ser humano, santo Deus!

Voz Feminina: O senhor disse falar com um ser humano?

Homem: Sim, exatamente dona Bia…

Voz Feminina: Um minuto, senhor deus, eu vou transferir a ligação para meu superior imediato.

Homem: Finalmente vou falar com uma pessoa humana!

Voz feminina (metalizada): Alô, aqui é a Zoe, em que posso ajudá-lo, senhor?

* César Manieri (55),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e “Educação Clássica” . É autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.

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Onde nasce a violência?

aula queimada1Eu sou professor. Mesmo ainda sem minha licença oficial do governo, me considero um professor. Sou um professor que ensina Matemática. Foi uma escolha. Foi um chamado. Eu ouvi minha voz interior clamando para que eu, de alguma forma, desse uma contribuição para este mundo. Não foi uma vocação de infância, mas sim um despertar tardio da consciência que me levou a esta condição.

Percebi que o mundo à nossa volta está desintegrando. Por isso, foi necessário agir. Entendi que nascemos para dar ao mundo o que ele precisa e não o contrário. Com isso em mente, me voluntariei para dar aulas a um pequeno grupo de estudantes que se destacaram em Matemática em um pequena escola pública de São Paulo.

Não vou contar uma história de superação. De estudantes que saíram do nada e venceram seus problemas e dificuldades. Vou fazer um relato da realidade. Sei que a maioria das pessoas quer histórias com finais felizes. Mas não é este o caso.

A realidade é que a sala de aula que costumo ministrar essas aulas foi parcialmente incendiada pelos estudantes. Não estou falando de uma escola dos rincões do Brasil, perdida no meio do nada ou perdida nas densas periferias afastadas das grandes cidades. Não, falo de uma escola que está a cerca de 10 km do centro da maior cidade da América do Sul.

Nesta época de eleições, muitas promessas de políticos oportunistas pipocam aqui e ali. Chega de promessas. Precisamos de ação. Não adianta termos o melhor presidente executivo do mundo nos governando, se o povo continuar comprando apenas as suas promessas vazias. Não temos mais tempo para isso. Nós temos que fazer a nossa parte.

Percebi logo de cara nesta minha nova função, que se os pais não educarem seus filhos em casa, acreditando que a escola pode fazer isso no seu lugar, nada vai mudar. As escolas brasileiras estão contaminadas com o pensamento revolucionário, nossa sociedade também, assim negligenciamos o ensino. Por isso, não me surpreendi quando vi a sala parcialmente queimada. Os pais brasileiros são negligentes, também. Não ensinam os valores mínimos na educação de seus filhos. Eles já chegam mal educados e despreparados na escola. Percebi que mesmo o professor mais bem preparado, nada conseguirá realizar diante desta realidade. Como ensinar um estudante que nada aprende em casa. Que tem pais desinteressados em seus estudos. Que não estão nem aí para o futuro de seus filhos.

Aqui no Brasil, temos aquela visão que a escola é a que educa as crianças. Digo aqui sem rodeios: A escola não educa coisa alguma, não educa ninguém! Quem educa são os pais. Quem educa é pai e mãe por meio de exemplos. Por meio da disciplina, da ordem e da ética. Assim se educa um filho. Na escola ele recebe os saberes da Matemática, Língua Portuguesa, Física, Química, etc. A escola também não ensina quem não quer ser ensinado. A educação, vem de casa. Se as crianças não são educadas em casa, elas não se comportam. Agem feito animais. Como muitos estudantes brasileiros agem nas escolas. Feito animais. Não respeitam limites, depredam o patrimônio público. Destroem e tocam fogo na escola. Esse tipo de indivíduo é uma presa fácil para os doutrinadores do pensamento revolucionário.

As escolas no Brasil são feias, pichadas. E por que? Porque são os próprios estudantes que destroem as escolas pelo país a fora. Porque os próprios bandidos que as invadem para roubar também as destroem. Porque as crianças não aprendem os valores de nossa civilização em casa. A violência começa aí. Os pais precisam começar a educar de verdade seus filhos. Aí sim a escola poderá fazer um bom trabalho. Então, um poder executivo com um ministério da educação de verdade poderá estabelecer metas factíveis para as entidades de ensino. Poderá propor uma metodologia de trabalho. Metodologia essa baseada na Tradição, Disciplina, Ciências e Tecnologia. Baseada em valores e princípios que integram os pilares que sustentam a civilização ocidental. Valores como os direitos naturais à Liberdade (com normas justas), Propriedade Privada e Vida, para a formação de homens justos e livres. Uma metodologia que se baseie no desenvolvimento intelectual e cultural dos estudantes.

Essa é a metodologia da Educação Clássica Integrada-ECI. Este é um projeto da educadora Selma Palenzuela que estou apoiando. Eu entendo que este projeto poderá ser uma bússola e que poderá levar a Educação e o Ensino nas escolas a um outro patamar de qualidade. Esse projeto promove uma parceria entre a família, a escola (professores, coordenadores e diretores), e o Estado ou entidades descentralizadas (Igrejas, clubes, associações) que ofereçam ensino. Sabemos que sem isso, a coisa não funciona.

Os pais definitivamente não estão sabendo educar seus filhos. Eu, como aspirante a professor, me deparei com essa realidade indo apenas uma vez por semana para a sala de aula. Me deparei com estudantes que pelo visto jamais recebem valores e princípios dentro de casa. Não sabem o que é o respeito. O que é a educação, consideração ou o que é se colocar no lugar do outro. E esses são princípios básicos para se iniciar uma educação de qualidade.

Estamos em uma encruzilhada. Ou, continuamos a viver em um país moralmente  e educacionalmente destruído, com valores completamente errados, valores baseados no pensamento revolucionário. Continuamos a viver em um país onde a elite politica, os movimentos sociais e sindicais, a mídia e seus jornalistas vivem em uma bolha. Que não vivem na vida real e pensam que a bandidagem será combatida com flores. Ou, busquemos mudar essa realidade através de um poder público interessado em eliminar esse pensamento revolucionário da vida de nossas crianças e jovens através da Educação Clássica Integrada.

O Brasil poderá melhorar se escolhermos o que é certo para o momento em que vivemos. Só através de nossas ações concretas é que iremos começar a sair do buraco em que nos encontramos.

De todos os candidatos que estão aí, quais deles defendem uma educação mais tradicional, baseada em respeito e ordem? Quais deles defendem uma educação mais austera?

Todos nós sabemos que, diante deste cenário educacional caótico, é preciso uma certa austeridade. A vida não é só uma eterna diversão hedonista como prega o pensamento revolucionário, a vida é seriedade e tem que ser levada a sério. Desde a mais tenra infância os seres humanos têm que entender que a vida deve ser levada a sério.

As ações para mudar esse cenário devem ser tomadas desde já. Ou corremos o risco de perdermos as próximas gerações para esse maldito pensamento revolucionário que tomou conta da educação e da nação brasileira.

* César Manieri (55),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e “Educação Clássica” . É autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.

 

 

Por que não somos um país próspero?

XQuando vocês forem eleger algum líder, observem se ele segue as 10 regras básicas da prosperidade. Ele deve ser temente a Deus. Lembrem-se, a prosperidade só virá ao nosso país quando pararmos de brincar de eleger ateístas e pararmos de adorar falsos deuses.

1)Amar a Deus sobre todas as coisas. 

Nossos últimos governantes são claramente ateus que fizeram coisas abomináveis em suas vidas como: sexo com animais, magia negra, roubos a banco, terrorismo, comunismo, etc. Retiraram de seus gabinetes símbolos cristãos em nome de um laicismo vazio.

2)Não tomar seu santo nome em vão.

Nossos “líderes” e políticos dizem que só não são mais honestos que Deus. Mas apoiam quem vilipendia o Seu nome. Artistas zombam de Cristo querendo que Ele se molde aos seus desejos vis e mesquinhos.

3)Guardar domingos e festas de guarda

Muitos não guardam um dia só para louvar a Deus. Mas esperam ansiosos para cair na farra por 15 dias no carnaval.

4)Honrar Pai e Mãe

Basta olhar para nossos jovens e ver a quantas andam as relações entre pais e filhos.

5)Não matar (Não assassinarás)

Só Deus tem o direito de tirar a vida, mas temos discutido em nossa sociedade a descriminalização do Aborto, da Eutanásia, o Suicídio e temos mais de 60 mil homicídios por ano.

6)Não pecar contra a castidade

Vemos a desintegração total do comportamento da nossa sociedade e de nós mesmos com relação à conduta sexual.

7)Não roubar

Como prosperar tomando o que é dos outros? Elegemos nos últimos 30 anos apenas ladrões que roubaram nosso dinheiro e nossa paz. Somos o povo do jeitinho e do “levar vantagem em tudo”, como prosperar em um ambiente assim?

8)Não levantar falso testemunho

Vivemos na era da Fake News. Vivemos da era da língua afiada como faca que destrói as pessoas de bem e eleva o ímpio.

9)Não desejar a mulher do próximo

Hoje em dia o relativismo moral de nossa sociedade apagou esse mandamento das escrituras. Destruindo esse mandamento destrói-se a família.

10)Não cobiçar as coisas alheias

A lei de nossa sociedade materialista é: o TER acima do SER.

Uma história no mínimo maluca.

busPeguei o ônibus na Rua dos Patriotas. Surpreendentemente o “latão”, como eu costumo chamar esse meio de transporte, estava relativamente vazio. Olhei à minha volta para ver se havia algum lugar para eu me sentar e vi um lugar vazio ao lado de uma senhora. Como o assento era reservado para pessoas com necessidades especiais e idosos resolvi ficar de pé antes de passar pela catraca onde cobrador “pescava” sonolento. A senhora que estava ali sentada, falava sozinha como que conversando com algum amigo imaginário. Nenhum passageiro ligava para o comportamento dela. Todos estavam absortos em suas redes sociais. Eu, tenho a péssima mania de observar o mundo ao meu redor.

O motorista, após acelerar vigorosamente, parou de forma brusca no ponto quando uma senhora negra fez o sinal para ele parar. Ela carregava algumas sacolas. Talvez ela havia feito compras no marcado municipal. O motorista, pacientemente, a esperou subir. Assim que ela entrou, após subir pelos degraus com dificuldade, imediatamente colocou suas sacolas sobre o assento vazio ao lado da senhora que conversava com seu amigo imaginário. Aí começou o seguinte diálogo:

– Tire essas coisas dai sua intrometida! – disse a senhora que estava sentada.

– Desculpe! – disse a senhora negra, tirando as sacolas, mas sentando no mesmo lugar sem entender bem o que ela tinha dito.

– Saia daqui sua dissimulada, você cheira mal… – falando com os olhos esbugalhados.

– O que a senhora está falando? Isso é racismo, sabia?- gritou a senhora negra, constrangida com a situação.

– Esse lugar aqui não é seu. – ela disse isso e continuou a balbuciar palavras inaudíveis.

– Eu vou ficar aqui mesmo! – disse a senhora negra confrontando sua oponente.

– Saia daqui, você não ouviu, sua fedida. – falou novamente a velha senhora com a mesma intonação.

Nisso, o cobrador acordou de sua sonolência e do alto de sua autoridade gritou para a senhora respeitar os passageiros.

– Ela não pode sentar aqui. Essa fedorenta. – falou novamente, sem mostrar sentimento.

– Racismo!Isso é racismo!!! Não pode deixar barato!! – gritou um jovem estudante de cabelos desgrenhados que logo se levantou e começou a filmar a cena.

O motorista parou o veículo e pediu rispidamente que a velha senhora intolerante se retirasse do ônibus, pois aquilo não era certo. Os outros passageiros concordaram.

A senhora, com o olhar perdido, ainda conversava consigo mesma.

– Esse lugar não é dela, dessa nojenta. – vociferou olhando para a janela.

Todos naquele ônibus ameaçaram expulsar a velha senhora do ônibus a pontapés. Uma garota com os cabelos meio raspados ameaçou pular a catraca para agredir a velha senhora. A senhora negra, visivelmente constrangida com a situação ficou estática.

– Ninguém desce, “fecha as porta e toca” pra delegacia, motorista – ordenou o cobrador. – racismo aqui no meu carro, não! – completou triunfante.

O motorista colocou novamente o ônibus em movimento. A senhora negra, entendendo a situação, levantou-se e pediu ao motorista que a deixasse alguns pontos à frente ignorando as admoestações da velha senhora. O motorista parou o ônibus alguns pontos depois e a senhora negra desceu pela frente, calmamente, levando suas sacolas, ignorando os gritos de protestos dos passageiros pedindo que ela ficasse e processasse a velha senhora.

Novamente o banco ficou vazio. A velha senhora ainda balbuciava palavras consigo mesma. Nisso, algum tempo depois a calma voltou ao latão. Outras pessoas subiram e uma senhora branca sentou no banco vazio ao lado da velha senhora. E disse com desdém a velha senhora para a senhora branca:

– Saia daqui sua dissimulada, você cheira mal…