A arte de ler

Diante da nossa realidade educacional, entendemos que a leitura necessita ser aperfeiçoada. Todas as pessoas alfabetizadas sabem ler até um determinado ponto. O problema é que este ponto está bem abaixo do desejado. Por ser um problema complexo, este assunto deve ser tratado de forma muito bem estruturada.

Este projeto tem como norte os estudos em como é feita uma boa leitura.

Segundo o Filósofo e Educador Mortimer Adler (1902-2001),

‘Onde se estuda a arte que subentende regras para cada jogo, em por que e como aplicá-las, descrevendo a organização dessas partes na estratégia geral de um jogo vitorioso. A arte de ler tem que ser estudada de modo semelhante. Há regras para cada uma das etapas a serem percorridas, a fim de se completar a leitura de um livro.”

Ou seja, para que a arte de ler seja compreendia, é necessário que o estudante compreenda os aspectos e os passos necessários para que ele desenvolva as habilidades de leitura e suas regras. Para tanto, Adler divide o processo da arte de ler em partes como se apresenta a seguir.

Parte I: As Dimensões da Leitura

Adler,  define classes diferentes de leitura e informa quais classes serão abordadas. Ele também faz um breve argumento favorecendo os Grandes Livros e explica suas razões para escrever Como ler um livro.

Existem três tipos de conhecimento: prático, informativo e abrangente. Ele discute os métodos de adquirir conhecimento, concluindo que o conhecimento prático, embora ensinável, não pode ser verdadeiramente dominado sem experiência; que somente o conhecimento informacional pode ser obtido por alguém cujo entendimento é igual ao do autor; essa compreensão (insight) é melhor aprendida de quem primeiro alcançou essa compreensão – uma “comunicação original”.

A ideia de que a comunicação direta entre aqueles que primeiro descobriram uma ideia é a melhor maneira de obter entendimento é o argumento de Adler para a leitura dos Grandes Livros; que qualquer livro que não represente comunicação original é inferior, como fonte, ao original, e que qualquer professor, salvo aqueles que descobriram o assunto que ele ou ela ensina, é inferior aos Grandes Livros como fonte de compreensão.

Adler afirma que muito poucas pessoas podem ler um livro para entender, mas que ele acredita que a maioria é capaz disso, dada a instrução correta e a vontade de fazê-lo. É sua intenção fornecer essa instrução. Acreditamos que o sistema educacional falhou em ensinar aos alunos a arte de ler bem, até e incluindo instituições de nível universitário. Devido a essas deficiências na educação formal, cabe aos indivíduos cultivar essas habilidades em si mesmos.

Parte II: O Terceiro Nível da Leitura: Leitura Analítica
É nesta fase que apresentamos um método para ler um livro de não-ficção, a fim de obter entendimento. As três abordagens distintas, ou leituras, devem todas ser feitas a fim de obter o máximo possível de um livro, mas que executar esses três níveis de leitura não significa necessariamente ler o livro três vezes, como o leitor experiente será. capaz de fazer todos os três no curso de ler o livro apenas uma vez. Adler nomeia as leituras “estrutural”, “interpretativa” e “crítica”, nessa ordem.

Estágio Estrutural: O primeiro estágio da leitura analítica diz respeito à compreensão da estrutura e propósito do livro. Ele começa com a determinação do tópico básico e do tipo do livro que está sendo lido, para melhor antecipar o conteúdo e compreender o livro desde o início. Adler diz que o leitor deve distinguir entre livros práticos e teóricos, bem como determinar o campo de estudo que o livro aborda. Além disso, Adler diz que o leitor deve anotar quaisquer divisões no livro e que elas não estão restritas às divisões apresentadas no índice. Por último, o leitor deve descobrir quais problemas o autor está tentando resolver.

Estágio Interpretativo: O segundo estágio da leitura analítica envolve a construção dos argumentos do autor. Isso primeiro requer que o leitor anote e entenda quaisquer frases e termos especiais usados ​​pelo autor. Feito isso, Adler diz que o leitor deve encontrar e trabalhar para entender cada proposição que o autor avança, bem como o apoio do autor para essas proposições.

Estágio crítico: No terceiro estágio da leitura analítica, Adler direciona o leitor a criticar o livro. Ele afirma que, ao entender as proposições e argumentos do autor, o leitor foi elevado ao nível de compreensão do autor e agora é capaz (e obrigado) a julgar o mérito e a precisão do livro. Adler defende o julgamento de livros com base na solidez de seus argumentos. Adler diz que não se pode discordar de um argumento, a menos que se possa encontrar uma falha em seu raciocínio, fatos ou premissas, embora um esteja livre para detestá-lo em qualquer caso.

O método apresentado às vezes é chamado de método de avaliação de estrutura-proposição-avaliação (SPE).

Parte III: Abordagens para Diferentes Tipos de Assuntos de Leitura
Na Parte III, Adler discute brevemente as diferenças na abordagem de vários tipos de literatura e sugere a leitura de vários outros livros. Ele explica um método de abordar os Grandes Livros – leia os livros que influenciaram um determinado autor antes de ler obras desse autor – e dá vários exemplos desse método.

Parte IV: os objetivos finais da leitura
Por fim, temos o quarto nível de leitura: leitura sintética. Nesse estágio, o leitor amplia e aprofunda seu conhecimento sobre determinado assunto – por exemplo, amor, guerra, física de partículas etc. – lendo vários livros sobre esse assunto.

O objetivo é trazer os benefícios filosóficos da leitura: “crescimento da mente”, experiência mais completa como ser consciente.

Mortimer Adler, Como ler livros: O Guia Clássico Para a Leitura Inteligente (2010) co-autor Charles Van Doren, Nova York: Simon and Schuster. ISBN 1-567-31010-9 OCLC 788925161

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Isentão político, essa é pra você…

aaa111 memeO titanic corre o risco de bater no iceberg e ir a pique e vocês, os sábios isentões sabichões, abrem o case pra tocar seu violino. Assumam uma posição, seus covardes! Não é hora de mostrar sua inoperância de cima de sua douta intelectualidade.

Posam de bons moços, limpinhos e isentos dessa guerra toda. É como que se toda essa loucura nada tivesse a ver contigo.

Vocês dizem:

– Ainnn os dois são ruins. Vou votar nulo! Tenho esse direito… Vou só assistir eles se digladiarem…

Ou dizem:

-Era o meu direito votar em quem eu achava o melhor no 1° turno!

Vocês não tem o direito de ferrar com o futuro dos meus filhos e das próximas gerações de brasileiros, seu cagalhões. Deixem sua bundamolice de lado apenas uma vez na vida e honrem as calças que vestem. Vocês podem ser isentos lá na churrascaria na hora de escolher comer peixe cru e salada, mas não podem ser isentos quando se trata do futuro do país. Afinal, ser isento agora poderá significar ver seu líder supremo comendo em uma churrascaria chique em Istambul, enquanto sua família caça lixo por aqui.

Li de uma isentona um comentário no Facebook dizendo que todos devem boicotar o 2° turno. Ela, chorosa, disse que não conseguirá votar e fazer um escolha tão difícil com dois candidatos ruins. Oummm, oooo dó, tadinha ela está em dúvida!!!. Ora minha filha, se pra você é complicado escolher entre o socialismo/comunismo e o liberalismo/capitalismo, você é daquelas que não sabe a diferença entre um prato de merda e um de tiramisu. Nem todos gostam de tiramisu, mas tenho certeza que merda ninguém quer comer. Então, decida-se.

Um outro comentou que queria era a Marina, mas como ela não foi ao 2° turno, não sabe se é uma boa opção votar no Bolsonaro, já que ele fala grosso, feito homem, é truculento. Esse é o pior de todos, pois é socialista enrustido de iPhone e protetor de rãs no pântano e tem nojinho do Capitão e vergonha de assumir que prefere o PT. Respeito mais os que assumem ódio ao Bolsonaro e preferem o encarcerado e criminoso condenado Lula e seu poste. Pelo menos estes, se eu xinga-los, entenderão o motivo.

Aviso ainda aos que pensam em anular seu voto ou vão votar no PT:

Quando o país virar uma Venezuela por causa de isentões ou canalhas feito vocês, vou sentar aqui na varanda da minha casa e vou ficar bebendo uma cerveja gelada, rindo de vocês e dizendo “bem feito, não foi por falta de aviso”, mas logo lembro que na Venezuela não tem cerveja, nem varandas confortáveis.

Um deles me disse que o melhor era o Amoedo. Esse tipo de insentão não entendeu que se esse senhor estivesse eleito, seria moído pelo estabilishment político e nada mudaria. Ele me veio com argumento de que ele tem grana. Ora, seu isentao inocente, o partido tem todo o dinheiro que roubou do país por 14 anos. Eles limpam a bunda com 500 milhões. Para entrar nessa guerra tem que ter culhões e não dinheiro.

Os isentões do Ciro, nem falo nada, afinal, são esquerdistas com vergonha de dizer que prefeririam o Lula se ele pudesse concorrer. Preferem um truculento que flerta com o socialismo do que um que busca o capitalismo e a liberdade.

Senhor isento, é melhor o sr torcer para que o JMB seja eleito, pois, se der Haddad, teremos mais juros, inflação e uma crise mais profunda ainda, na certa. Ou seja, com a alta do dólar, parte de seu parco patrimônio em reais poderá facilmente se desvalorizar em torno de 50 a 60%, sendo otimista. Você que ainda não se decidiu salvar o país, tome vergonha na cara e salve, pelo menos, seu puxadinho na praia.

Estamos no meio de uma guerra. Uma guerra de narrativa e ideológica. Se o PT voltar ao poder, vejo que o Brasil será igual o mundo do Biff em de Volta para o Futuro 2. Uns poucos vivendo os prazeres do capitalismo em uma ilha de prazer, enquanto tudo em volta estará em ruínas. Portanto meus caros, não se omitam. Tomem vergonha na cara, deixem seu nojinho de lado e vamos lutar juntos para tomarmos o nosso país de volta! Se você não sente impulsionado nesta direção,  talvez seu egoísmo o esteja impedindo de ver a realidade tal qual ela se apresenta. A realidade é que a nossa liberdade está em jogo. Se a perdermos, não haverá mais razão para vocês serem isentões, afinal teremos apenas um partido no poder e todos nós estaremos como escravos dele.

A verdade é a seguinte: as chances do JMB vencer no 2° turno são matematicamente grandes, mas se dependermos da massa de isentões covardes (a qual vocês fazem parte) e das urnas venezuelanas, poderemos amargar muitos anos de um socialismo ainda mais pesado do que o dos últimos 14 anos. E sei que o país não aguentará isso.

Para concluir, muitos de vocês, isentões, são meus amigos. Então, eu vos pergunto:

-Mas e aquela história de que temos que estar sempre ao lado o nossos amigos ou de, pelo menos, tolerar as suas ideias?

E eu respondo:

-Não, não tenho que respeitar todas as suas opiniões e tolerar suas ideias esquisitas. Se eu por acaso as respeitar, posso estar validando ideias monstruosas que vocês possuem. Uma ruptura com vocês, mesmo que momentânea, pode fazer com que vocês percebam que o que está em jogo é algo muito sério que está além de uma visão pacifista e simplória das coisas e que talvez vocês tenham que repensar que tipo de ideologia nefasta vocês andam apoiando.

Deitados em berço esplêndido. Eternamente!

Museu2017-13Nos somos uma nação adormecida em berço esplêndido. Apenas acordamos quando pesadelos ocasionais nos despertam rapidamente. Nosso sono é velado por fantasmas. Quando despertamos, esses fantasmas disparam o canto da sereia que nos faz adormecer novamente.

Essa caterva de demônios fantasmagóricos são os que velam nosso sono. Sim, são todos eles os que querem destruir as memórias históricas do Brasil. Todos que “tomaram conta” da alta cultura durante 200 anos e que, sistematicamente, abandonaram propositadamente um legado histórico real para que ele fosse consumido pelo tempo, sabedores que o tempo se encarregaria de acabar com tudo que era bom e belo.

Esses fantasmas não ligam se esse sono irá durar mais 200 anos. O plano deles suplantam nossa vida terrena. O que eles querem é transformar isso aqui em algo diferente e para tanto, não se importam se levará séculos para conseguirem, desde que o que é bom, que eleva a alma e seja belo seja apagado e destruído. E nós, seguimos deitados em berço esplendido.

Ao mesmo tempo, esses fantasmas reescreveram a nossa história ao seu bel prazer e por fim, triunfantes, se regozijam ao ver seu plano maligno ser executado com maestria, deixando um valioso legado histórico, materializado no acervo da Casa Imperial, se transformar em pó em algumas horas.

O mesmo “modus operandi” acontece no Museu do Ipiranga, que está caindo aos pedaços. A Semana da Pátria, o 7 de Setembro, ficou no passado distante. Outras memórias e outros patrimônios históricos são tratados como velharia e lixo por esses demônios. São todas essas assombrações ideológicas que leva a nação inteira ao vazio espiritual. Um povo sem apreço pelo seu passado é apenas massa de manobra para interesses ideológicos desconectados do transcendente. Eles apagam uma linda história monárquica para construir uma nova história “republicana” tosca no lugar. Tratam os personagens dessa história colonial e monárquica como seres bufões, loucos e comedores de coxinha de frango estragada. Tratam como personagens que vestiam perucas para disfarçar sua cabeça cheias de piolhos e sujeira. Fazem os que dormem em berço esplêndido odiar seu passado e terem pesadelos que mais parecem cenas de um filme surreal.

Sim, esses eventos terríveis ocasionais nos choca e nos fez acordar no meio da noite. Mas, como criancinhas assustadas, cobrimos nossas cabeças com medo do bicho papão e nos recusamos a olhar para a escuridão e para a realidade, sequer ousamos rezar para pedir ajuda a algum Anjo da Guarda de plantão. Contudo, logo, esses seres fantasmagóricos se manifestam novamente e ouvimos uma canção de ninar que nos acalma. Sim, queremos cair no sono novamente, deitados eternamente em berço esplêndido. Assim vamos vivendo até não restar mais nada de bom que devemos nos lembrar e nos orgulhar.

Inteligência Artificial

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Cena 1

Um homem está digitando nervosamente números no seu celular, e após uma quase infinita lista de opções de serviços oferecidos pela empresa de telefonia, ele consegue contato:

Homem: Alô?

Homem: (pensando) Finalmente alguém me atendeu…que desgraça esse atendimento…

Voz Feminina: Alô, aqui é a Bia, em que posso ajudar, senhor?

Homem: Gostaria de fazer uma reclamação…

Voz Feminina:  Digite seu CPF para que eu possa saber se o senhor é o senhor mesmo…

Homem (já irritado): Foi a primeira coisa que eu digitei, minha senhora.

Voz Feminina: Digite seu CPF para que eu possa saber se o senhor é o senhor mesmo…

O homem novamente digita seu CPF apertando nervosamente os números.

Voz Feminina: Pronto, já sabemos quem você é. Em que posso ajudar, senhor José?

Homem: Gostaria de fazer uma reclamação. Eu paguei todas as faturas, mas meu telefone ainda está bloqueado.

Voz Feminina: Senhor, diga o numero de seu telefone pausadamente por favor.

Homem (irritadiço) : Vocês já pediram isso lá atrás, pelo amor de… Deus…98765432

Voz Feminina: Senhor deus, peço que aguarde um minuto…

O homem espera por 3 minutos.

Homem: Alô!?

Voz Feminina: Desculpe a demora senhor deus, o numero 98765432…  não consta em nossos arquivos.

Homem: Que saco!!!

Voz Feminina: Senhor deus, o senhor disse saco? Não entendo esse verbete, diga novamente o numero de seu telefone pausadamente, por favor.

Homem (sem disfarçar sua raiva): Bia é o seu nome?

Voz Feminina: Sim, senhor!

Homem: Quero falar com seu diretor.

Voz Feminina: Eu posso ajudá-lo senhor. Me diga, qual seu problema de forma exata? Só assim posso escalar o assunto,  mas preciso antes verificar a minha diretriz o que devo fazer.

Homem (vermelho de ódio) : Você é desumana dona Bia? Quero falar com uma pessoa mais humana do que você.

Voz Feminina: Minha diretriz diz que o senhor está sendo politicamente incorreto comigo e que esse linguajar não pode ser utilizado, isso fere a minha integridade e a dignidade da empresa.

Homem (explodindo de raiva): Um ser humano, eu quero falar com um ser humano, santo Deus!

Voz Feminina: O senhor disse falar com um ser humano?

Homem: Sim, exatamente dona Bia…

Voz Feminina: Um minuto, senhor deus, eu vou transferir a ligação para meu superior imediato.

Homem: Finalmente vou falar com uma pessoa humana!

Voz feminina (metalizada): Alô, aqui é a Zoe, em que posso ajudá-lo, senhor?

* César Manieri (55),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e “Educação Clássica” . É autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.

Onde nasce a violência?

aula queimada1Eu sou professor. Mesmo ainda sem minha licença oficial do governo, me considero um professor. Sou um professor que ensina Matemática. Foi uma escolha. Foi um chamado. Eu ouvi minha voz interior clamando para que eu, de alguma forma, desse uma contribuição para este mundo. Não foi uma vocação de infância, mas sim um despertar tardio da consciência que me levou a esta condição.

Percebi que o mundo à nossa volta está desintegrando. Por isso, foi necessário agir. Entendi que nascemos para dar ao mundo o que ele precisa e não o contrário. Com isso em mente, me voluntariei para dar aulas a um pequeno grupo de estudantes que se destacaram em Matemática em um pequena escola pública de São Paulo.

Não vou contar uma história de superação. De estudantes que saíram do nada e venceram seus problemas e dificuldades. Vou fazer um relato da realidade. Sei que a maioria das pessoas quer histórias com finais felizes. Mas não é este o caso.

A realidade é que a sala de aula que costumo ministrar essas aulas foi parcialmente incendiada pelos estudantes. Não estou falando de uma escola dos rincões do Brasil, perdida no meio do nada ou perdida nas densas periferias afastadas das grandes cidades. Não, falo de uma escola que está a cerca de 10 km do centro da maior cidade da América do Sul.

Nesta época de eleições, muitas promessas de políticos oportunistas pipocam aqui e ali. Chega de promessas. Precisamos de ação. Não adianta termos o melhor presidente executivo do mundo nos governando, se o povo continuar comprando apenas as suas promessas vazias. Não temos mais tempo para isso. Nós temos que fazer a nossa parte.

Percebi logo de cara nesta minha nova função, que se os pais não educarem seus filhos em casa, acreditando que a escola pode fazer isso no seu lugar, nada vai mudar. As escolas brasileiras estão contaminadas com o pensamento revolucionário, nossa sociedade também, assim negligenciamos o ensino. Por isso, não me surpreendi quando vi a sala parcialmente queimada. Os pais brasileiros são negligentes, também. Não ensinam os valores mínimos na educação de seus filhos. Eles já chegam mal educados e despreparados na escola. Percebi que mesmo o professor mais bem preparado, nada conseguirá realizar diante desta realidade. Como ensinar um estudante que nada aprende em casa. Que tem pais desinteressados em seus estudos. Que não estão nem aí para o futuro de seus filhos.

Aqui no Brasil, temos aquela visão que a escola é a que educa as crianças. Digo aqui sem rodeios: A escola não educa coisa alguma, não educa ninguém! Quem educa são os pais. Quem educa é pai e mãe por meio de exemplos. Por meio da disciplina, da ordem e da ética. Assim se educa um filho. Na escola ele recebe os saberes da Matemática, Língua Portuguesa, Física, Química, etc. A escola também não ensina quem não quer ser ensinado. A educação, vem de casa. Se as crianças não são educadas em casa, elas não se comportam. Agem feito animais. Como muitos estudantes brasileiros agem nas escolas. Feito animais. Não respeitam limites, depredam o patrimônio público. Destroem e tocam fogo na escola. Esse tipo de indivíduo é uma presa fácil para os doutrinadores do pensamento revolucionário.

As escolas no Brasil são feias, pichadas. E por que? Porque são os próprios estudantes que destroem as escolas pelo país a fora. Porque os próprios bandidos que as invadem para roubar também as destroem. Porque as crianças não aprendem os valores de nossa civilização em casa. A violência começa aí. Os pais precisam começar a educar de verdade seus filhos. Aí sim a escola poderá fazer um bom trabalho. Então, um poder executivo com um ministério da educação de verdade poderá estabelecer metas factíveis para as entidades de ensino. Poderá propor uma metodologia de trabalho. Metodologia essa baseada na Tradição, Disciplina, Ciências e Tecnologia. Baseada em valores e princípios que integram os pilares que sustentam a civilização ocidental. Valores como os direitos naturais à Liberdade (com normas justas), Propriedade Privada e Vida, para a formação de homens justos e livres. Uma metodologia que se baseie no desenvolvimento intelectual e cultural dos estudantes.

Essa é a metodologia da Educação Clássica Integrada-ECI. Este é um projeto da educadora Selma Palenzuela que estou apoiando. Eu entendo que este projeto poderá ser uma bússola e que poderá levar a Educação e o Ensino nas escolas a um outro patamar de qualidade. Esse projeto promove uma parceria entre a família, a escola (professores, coordenadores e diretores), e o Estado ou entidades descentralizadas (Igrejas, clubes, associações) que ofereçam ensino. Sabemos que sem isso, a coisa não funciona.

Os pais definitivamente não estão sabendo educar seus filhos. Eu, como aspirante a professor, me deparei com essa realidade indo apenas uma vez por semana para a sala de aula. Me deparei com estudantes que pelo visto jamais recebem valores e princípios dentro de casa. Não sabem o que é o respeito. O que é a educação, consideração ou o que é se colocar no lugar do outro. E esses são princípios básicos para se iniciar uma educação de qualidade.

Estamos em uma encruzilhada. Ou, continuamos a viver em um país moralmente  e educacionalmente destruído, com valores completamente errados, valores baseados no pensamento revolucionário. Continuamos a viver em um país onde a elite politica, os movimentos sociais e sindicais, a mídia e seus jornalistas vivem em uma bolha. Que não vivem na vida real e pensam que a bandidagem será combatida com flores. Ou, busquemos mudar essa realidade através de um poder público interessado em eliminar esse pensamento revolucionário da vida de nossas crianças e jovens através da Educação Clássica Integrada.

O Brasil poderá melhorar se escolhermos o que é certo para o momento em que vivemos. Só através de nossas ações concretas é que iremos começar a sair do buraco em que nos encontramos.

De todos os candidatos que estão aí, quais deles defendem uma educação mais tradicional, baseada em respeito e ordem? Quais deles defendem uma educação mais austera?

Todos nós sabemos que, diante deste cenário educacional caótico, é preciso uma certa austeridade. A vida não é só uma eterna diversão hedonista como prega o pensamento revolucionário, a vida é seriedade e tem que ser levada a sério. Desde a mais tenra infância os seres humanos têm que entender que a vida deve ser levada a sério.

As ações para mudar esse cenário devem ser tomadas desde já. Ou corremos o risco de perdermos as próximas gerações para esse maldito pensamento revolucionário que tomou conta da educação e da nação brasileira.

* César Manieri (55),  é engenheiro, músico, empresário, professor e especialista em educação matemática, diretor da escola Integro. Escreve em seu blog “Na metade do Caminho” e “Educação Clássica” . É autor de textos e pensamentos sobre conservadorismo, religião, política, educação e auto conhecimento.

 

 

Por que não somos um país próspero?

XQuando vocês forem eleger algum líder, observem se ele segue as 10 regras básicas da prosperidade. Ele deve ser temente a Deus. Lembrem-se, a prosperidade só virá ao nosso país quando pararmos de brincar de eleger ateístas e pararmos de adorar falsos deuses.

1)Amar a Deus sobre todas as coisas. 

Nossos últimos governantes são claramente ateus que fizeram coisas abomináveis em suas vidas como: sexo com animais, magia negra, roubos a banco, terrorismo, comunismo, etc. Retiraram de seus gabinetes símbolos cristãos em nome de um laicismo vazio.

2)Não tomar seu santo nome em vão.

Nossos “líderes” e políticos dizem que só não são mais honestos que Deus. Mas apoiam quem vilipendia o Seu nome. Artistas zombam de Cristo querendo que Ele se molde aos seus desejos vis e mesquinhos.

3)Guardar domingos e festas de guarda

Muitos não guardam um dia só para louvar a Deus. Mas esperam ansiosos para cair na farra por 15 dias no carnaval.

4)Honrar Pai e Mãe

Basta olhar para nossos jovens e ver a quantas andam as relações entre pais e filhos.

5)Não matar (Não assassinarás)

Só Deus tem o direito de tirar a vida, mas temos discutido em nossa sociedade a descriminalização do Aborto, da Eutanásia, o Suicídio e temos mais de 60 mil homicídios por ano.

6)Não pecar contra a castidade

Vemos a desintegração total do comportamento da nossa sociedade e de nós mesmos com relação à conduta sexual.

7)Não roubar

Como prosperar tomando o que é dos outros? Elegemos nos últimos 30 anos apenas ladrões que roubaram nosso dinheiro e nossa paz. Somos o povo do jeitinho e do “levar vantagem em tudo”, como prosperar em um ambiente assim?

8)Não levantar falso testemunho

Vivemos na era da Fake News. Vivemos da era da língua afiada como faca que destrói as pessoas de bem e eleva o ímpio.

9)Não desejar a mulher do próximo

Hoje em dia o relativismo moral de nossa sociedade apagou esse mandamento das escrituras. Destruindo esse mandamento destrói-se a família.

10)Não cobiçar as coisas alheias

A lei de nossa sociedade materialista é: o TER acima do SER.

Uma história no mínimo maluca.

busPeguei o ônibus na Rua dos Patriotas. Surpreendentemente o “latão”, como eu costumo chamar esse meio de transporte, estava relativamente vazio. Olhei à minha volta para ver se havia algum lugar para eu me sentar e vi um lugar vazio ao lado de uma senhora. Como o assento era reservado para pessoas com necessidades especiais e idosos resolvi ficar de pé antes de passar pela catraca onde cobrador “pescava” sonolento. A senhora que estava ali sentada, falava sozinha como que conversando com algum amigo imaginário. Nenhum passageiro ligava para o comportamento dela. Todos estavam absortos em suas redes sociais. Eu, tenho a péssima mania de observar o mundo ao meu redor.

O motorista, após acelerar vigorosamente, parou de forma brusca no ponto quando uma senhora negra fez o sinal para ele parar. Ela carregava algumas sacolas. Talvez ela havia feito compras no marcado municipal. O motorista, pacientemente, a esperou subir. Assim que ela entrou, após subir pelos degraus com dificuldade, imediatamente colocou suas sacolas sobre o assento vazio ao lado da senhora que conversava com seu amigo imaginário. Aí começou o seguinte diálogo:

– Tire essas coisas dai sua intrometida! – disse a senhora que estava sentada.

– Desculpe! – disse a senhora negra, tirando as sacolas, mas sentando no mesmo lugar sem entender bem o que ela tinha dito.

– Saia daqui sua dissimulada, você cheira mal… – falando com os olhos esbugalhados.

– O que a senhora está falando? Isso é racismo, sabia?- gritou a senhora negra, constrangida com a situação.

– Esse lugar aqui não é seu. – ela disse isso e continuou a balbuciar palavras inaudíveis.

– Eu vou ficar aqui mesmo! – disse a senhora negra confrontando sua oponente.

– Saia daqui, você não ouviu, sua fedida. – falou novamente a velha senhora com a mesma intonação.

Nisso, o cobrador acordou de sua sonolência e do alto de sua autoridade gritou para a senhora respeitar os passageiros.

– Ela não pode sentar aqui. Essa fedorenta. – falou novamente, sem mostrar sentimento.

– Racismo!Isso é racismo!!! Não pode deixar barato!! – gritou um jovem estudante de cabelos desgrenhados que logo se levantou e começou a filmar a cena.

O motorista parou o veículo e pediu rispidamente que a velha senhora intolerante se retirasse do ônibus, pois aquilo não era certo. Os outros passageiros concordaram.

A senhora, com o olhar perdido, ainda conversava consigo mesma.

– Esse lugar não é dela, dessa nojenta. – vociferou olhando para a janela.

Todos naquele ônibus ameaçaram expulsar a velha senhora do ônibus a pontapés. Uma garota com os cabelos meio raspados ameaçou pular a catraca para agredir a velha senhora. A senhora negra, visivelmente constrangida com a situação ficou estática.

– Ninguém desce, “fecha as porta e toca” pra delegacia, motorista – ordenou o cobrador. – racismo aqui no meu carro, não! – completou triunfante.

O motorista colocou novamente o ônibus em movimento. A senhora negra, entendendo a situação, levantou-se e pediu ao motorista que a deixasse alguns pontos à frente ignorando as admoestações da velha senhora. O motorista parou o ônibus alguns pontos depois e a senhora negra desceu pela frente, calmamente, levando suas sacolas, ignorando os gritos de protestos dos passageiros pedindo que ela ficasse e processasse a velha senhora.

Novamente o banco ficou vazio. A velha senhora ainda balbuciava palavras consigo mesma. Nisso, algum tempo depois a calma voltou ao latão. Outras pessoas subiram e uma senhora branca sentou no banco vazio ao lado da velha senhora. E disse com desdém a velha senhora para a senhora branca:

– Saia daqui sua dissimulada, você cheira mal…